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Fev
Postado por Equipe Palavreiros da Hora em poemas. Etiquetado:Angola, artigos, ética, Bahia, bipolar, Brasília, Brasil, Cabo Verde, ciência, contos, crítica, crítica literária, Curitiba, democracia, diversão, diversidade, economia, economia política, editoras, erótico, escritores, Espanha, estados unidos, estética, filosofia, foto arte, fotografia, frases, imagens, intelectuais, intelectual, Itália, literatura, literatura brasileira, literatura portuguesa, livros, Macau, mares do sul, México, músicas, meio ambiente, mitologia, mitologia grega, Moçambique, museus, Panamá, Paraná, pensamentos, planeta, poemas, poesia, política, Portugal, psicanálise, psicologia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roma, romances, São Paulo, socialismo, sociologia, sonetos, teatro, tecnologia, textos com fotos, Timor Leste, UFPR, UFRGS, UFRJ, UNICAMP, UNIOESTE, USA, USP, Venezuela, versos. 2 Comentários
Acorde a ansiedade da carne mal passada
Doure a aura que te reveste em flamas
Afrouxe a corda que te segura atada
Aporte em meu peito, nave em chamas
Atice a fome com teu cheiro fêmeo
Chame meu nome sobre teu leito aceso
Acate-me frágil sob tuas asas tênues
Ataque de surpresa meu corpo indefeso.
Afague esse fogo que me loura pelos
Contorne a borda, minha orla adorne
Mostre-me atalhos, solte meus cabelos
E depois me chova de saliva morna.
Então se porte como incasta santa
Que acode pronta, enquanto cede a fenda
Que prende o riso enquanto come a fome
E mostra aonde os meus rios acendem
Demore-se amando-me como quem perde hora
More-me inteiro como quem decora a casa
E lembre-me de querer-te novamente, aurora
quando mais tarde, ardente, acordares brasa.
(poema feito para o personagem Dionísio, da peça de teatro Portas Entreabertas)
Publicado por Ademário da Silva em Março 8, 2008 1:01 am às 1:01 am r r
E me chame inteiro
Como se eu fosse um nome
Vagando flácido no escuro morno
Me deixe tácito como se fosse um sono
Flutue insana num dia rasgado
Como luz presa num céu nublado
E acorde a vida que eu já tenha gozado!
Ademário da Silva – 08/03/2008
Publicado por marilda em Novembro 5, 2009 22:08 pm às 22:08 pm r r
Nossa!!!! acho que vou acrescentar esse complemento no meu poema…. Você pegou mesmo o espírito, o ritmo e metáfora implicita, Ademário. Até parece que fizemos juntos…
Muitíssimo obrigada.