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Abr
Postado por Equipe Palavreiros da Hora em poemas. Etiquetado:Angola, artigos, ética, Bahia, bipolar, Brasília, Brasil, Cabo Verde, cartoons, cartunista, cartuns, ciência, contos, crítica, crítica literária, Curitiba, democracia, diversão, diversidade, economia, economia política, editoras, educação, erótico, escritores, Espanha, estados unidos, estética, filosofia, foto arte, fotografia, frases, imagens, intelectuais, intelectual, Itália, literatura, literatura brasileira, literatura portuguesa, livros, Macau, mares do sul, México, músicas, meio ambiente, mitologia, mitologia grega, Moçambique, museus, Panamá, Paraná, pensamentos, planeta, poemas, poesia, política, Portugal, psicanálise, psicologia, psiquiatria, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roma, romances, São Paulo, socialismo, sociologia, sonetos, teatro, tecnologia, textos com fotos, Timor Leste, UFPR, UFRGS, UFRJ, UNICAMP, UNIOESTE, USA, USP, Venezuela, versos. 1 Comentário
Vem!
Rasga meu peito sem medo
Toma em tuas mãos meu coração (e)
Bebe todo o sangue…
Sangue que sangra como rio
Sangue que dá vida ao corpo frio (e)
Que se faz larva do fogo da paixão
Deixa-o correr por entre veias
Vazias.
Deixa-o lavar o esgoto
Deixa-o penetrar as profundezas
Do teu corpo-mar
Deixa-o, enfim, embriagar…
Até – (quem sabe!?) – que o doce tédio dos teus lábios
Alcance a sarjeta do verdugo (e)
Beije silenciosamente a terra que te é pó (mas)
Que nunca se dera como palavra – nem verbo!
E quando sóbrio te encontrares
Com o gosto do sangue à boca
Verás que tens por alimento
A desdita de ser o que nunca fostes
Sendo o que jamais serás
Na eternidade dos tempos – e das almas sem espírito:
Deus maldito que professo fogo
Planta fome (e)
Mergulha no mar de lama
Onde almas sem ser dançam a valsa apocalíptica num
Balé de águas que se vão e que se vêem
Sem jamais serem passageiras da mesma viagem
Publicado por Marilda Confortin em Maio 4, 2008 14:04 pm às 14:04 pm r r
Uau! Sem ar, aqui!