CONTRA O BRASIL, duas vezes - por walmor marcellino
Maio 1, 2008 23:49 pm de Equipe Palavreiros da Hora
Porta-vozes do imperialismo se vêm mostrando humilhados e ofendidos com o governo brasileiro porque este país se vai desenvolvendo na busca do equilíbrio entre o Estado de Direito e o Estado Social, ainda que permaneça nas águas do neoliberalismo depenado desde 1964. A descoberta de reservas petrolíferas nas águas brasileiras, no aceso da crise internacional de abastecimento dos combustíveis fósseis, prenuncia possível auto-suficiência do produto, podendo o Brasil passar à condição de exportador de óleo mineral combustível.
No mesmo tempo em que o Brasil vem reorganizando seu sistema produtivo, modo a aumentar a produção de óleos vegetais, com variedade de plantas oleaginosas em extensas terras agricultáveis. Entrementes, a compatibilidade da produção para consumo humano e a produção de insumo energético tem sido causa interna de constantes atritos sociais, em que terras em desuso, terras pouco aproveitadas e terras disponíveis para a reforma agrária se contestam através dos líderes conservadores (à procura da ampliação descontrolada das frentes agrícolas, empenhados no desmatamento de áreas protegidas de lei mais do que na produtividade das áreas já em desgaste) e líderes trabalhistas, que, afinal, vêm perdendo a batalha política porque o governo se tornou refém das forças rapinantes conservadoras.
Os agentes do imperialismo se têm mostrado “preocupados” com a racionalidade sócio-ambiental em nossas terras agricultáveis, denunciando mau uso das terras e más políticas de produção. Com que farisaísmo e hipocrisia esses subsidiadores de agriculturas em terras já sem viço, sitiadas pelos preços da industrialização e da urbanização rural, nos atacam como seu competidor mais forte, enquanto também demonstram enorme ressentimento por sua absoluta falta de alternativas na produção rural.
Sabemos que os países de tradição ruralista, com terras qualificadas e com mão-de-obra barata podem e necessitam produzir para exportar commodities (e não foram a isso levados?). Então mesmo que não subsidiem (mas assegurem condições e garantam os riscos agrícolas) podem competir, desde que com preços promissores (como hoje).
Enquanto isso, um general Augusto Heleno decide contestar a legitimidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Estupefato, ouvi o caudilhete discursar sociologia de caserna, na distinção entre o Estado de Direito (pra preservar as liberdades individuais porém principalmente garantir o status quo) e Estado Social de Direito (que é a expressão da sociedade em desenvolvimento, nas relações econômicas, sociais e políticas, continuamente reguladas). Disse o provocador imbecil que obedece ao Estado (leia-se o status quo ante, ou ditadura da canalha militar) e não ao governo (atual). Tanto bastou para que a escória dos capitães-de-mato em pijama saísse de matracas à mão exigindo a privatização da Raposa do Sol. A democracia brasileira continua ameaçada pela Cia.
Não foi por falta de aviso, o pessoal da CIA faz a cabeça de muita gente, com pagamento em espécie ou com promoção na imprensa.
