EMILIANO PERNETA o poeta - pela editoria
Maio 1, 2008 19:38 pm de Equipe Palavreiros da Hora
Poeta brasileiro, Emiliano Perneta, nascido a 3 de Janeiro de 1866, em Curitiba, no Paraná, e falecido no mesmo local, a 19 de Janeiro de 1921, é considerado um dos grandes nomes do simbolismo do Brasil.
Com 17 anos, publicou os seus primeiros poemas em O Díluculo, de Curitiba. Dois anos mais tarde Emiliano Perneta mudou-se para São Paulo, onde, em 1988, foi um dos fundadores da Folha Literária. Ainda nesse ano, publicou as obras poéticas parnasianas Músicas, assim como Carta à Condessa d’Eu. Paralelamente, dirigiu a Vida Semanária e colaborou no Diário Popular e na Gazeta de São Paulo.
Em 1889, fez o bacharelato em Direito e foi viver para o Rio de Janeiro no ano seguinte. Aí continuou a colaborar na imprensa, nomeadamente em a Folha Popular, onde surgiram as primeiras manifestações do simbolismo, movimento literário ao qual viria a ficar ligado.
Emiliano Perneta regressou ao Paraná, onde fundou a revista Victrix, em 1902. Foi o primeiro a divulgar,no Paraná, os poemas de Charles Beaudelaire AS FLORES DO MAL.
Lançou as obras poéticas Ilusão, em 1911, Papilio Innocentia (destinada a uma ópera), em 1913, e Pena de Tailão, em 1914).
Após a sua morte, em 1921, foram ainda lançados os inéditos Setembro e Poesias Completas.
PRINCIPAIS OBRAS:
· Ilusão (poemas – 1911)
· Setembro (poemas – 1934)
· Pena de Talião (teatro – 1914)
No soneto seguinte, um outro tema bastante recorrente na obra de Emiliano Perneta: a idéia de partir
|
O BRIGUE Num porto quase estranho, o mar de um morto aspecto, Esse brigue veleiro, e de formas bizarras, Flutua há muito sobre as ondas, inquieto, À espera, apenas, que lhe afrouxem as amarras …
Se uma brisa, porém, ao passar, o embalsama, Ei-lo em sonho, a partir e, então, empina o dorso, Bamboleia-se mais gentil do que uma dama …
Deita velas ao mar, à gávea sonda, o ouvido Alerta, o coração batendo, o olhar aceso …
Mas a nau continua oscilando, oscilando … Ó quando eu poderei, também, partir, ó, quando? Eu que não sou da Terra e que à Terra estou preso? |
