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Mai
Postado por Equipe Palavreiros da Hora em poemas. Etiquetado:Angola, artigos, ética, Bahia, bipolar, Brasília, Brasil, Cabo Verde, cartoons, cartunista, cartuns, ciência, contos, crítica, crítica literária, Curitiba, democracia, diversão, diversidade, economia, economia política, editoras, educação, erótico, escritores, Espanha, esportes, estados unidos, estética, filosofia, foto arte, fotografia, frases, futebol, imagens, intelectuais, intelectual, Itália, literatura, literatura brasileira, literatura portuguesa, livros, Macau, México, músicas, meio ambiente, mitologia, mitologia grega, Moçambique, museus, Panamá, Paraná, pensamentos, planeta, poemas, poesia, política, Portugal, psicanálise, psicologia, psiquiatria, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roma, romances, São Paulo, socialismo, sociologia, sonetos, teatro, tecnologia, textos com fotos, Timor Leste, UFPR, UFRGS, UFRJ, UNICAMP, UNIOESTE, USA, USP, Venezuela, versos. Deixe um comentário
derrubo as paredes das palavras
para beber o ar e o sol
e tomar um porre com o tempo
sendo a fala a ginga
o vento olhar de farol
eu trago o sotaque
de todos os lugares
e de lugar nenhum
eu fumo os horizontes
e bato as cinzas
na língua das nuvens.
eu chovo, eu relampejo
inundo e fulmino
precipito rumo ao abismo
e meu verso é um risco
não começo, não acabo
desabo acima de tudo e de todos
se no meu verbo eu não caibo
não espero, não paro
meu poema é um grito
veloz de meus remorsos
e para o nosso assombro
encontrei seus olhos perdidos
nestes escombros.