15
Mai
Postado por Equipe Palavreiros da Hora em poemas. Etiquetado:Angola, artigos, ética, Bahia, bipolar, Brasília, Brasil, Cabo Verde, cartoons, cartunista, cartuns, ciência, contos, crítica, crítica literária, Curitiba, democracia, diversão, diversidade, economia, economia política, editoras, educação, erótico, escritores, Espanha, esportes, estados unidos, estética, filosofia, foto arte, fotografia, frases, futebol, imagens, intelectuais, intelectual, Itália, literatura, literatura brasileira, literatura portuguesa, livros, Macau, México, músicas, meio ambiente, mitologia, mitologia grega, Moçambique, museus, Panamá, Paraná, pensamentos, planeta, poemas, poesia, política, Portugal, psicanálise, psicologia, psiquiatria, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roma, romances, São Paulo, socialismo, sociologia, sonetos, teatro, tecnologia, textos com fotos, Timor Leste, UFPR, UFRGS, UFRJ, UNICAMP, UNIOESTE, USA, USP, Venezuela, versos. Deixe um comentário
velo esta tarde engomada
florida com tanto alinho
que parece que o homem
é o último dentro do inútil agora.
meu olhar vestido de terno
acompanha o cortejo
e tenta crer com respeito
no suspiro final da cidade.
o sol que eternamente enterro
na carne de minhas palavras
é o nosso morto presente
e feito fóssil fogo-fátuo.
sussurra baixinho meu epitáfio:
- tarde de mim, tarde de tudo, tarde demais.