TARDE DEMAIS - poema de jorge barbosa filho
Maio 15, 2008 12:29 pm de Equipe Palavreiros da Hora
velo esta tarde engomada
florida com tanto alinho
que parece que o homem
é o último dentro do inútil agora.
meu olhar vestido de terno
acompanha o cortejo
e tenta crer com respeito
no suspiro final da cidade.
o sol que eternamente enterro
na carne de minhas palavras
é o nosso morto presente
e feito fóssil fogo-fátuo.
sussurra baixinho meu epitáfio:
- tarde de mim, tarde de tudo, tarde demais.
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