LUAR poema de marilda confortin e marco guiraud

 

O teu clarão entra pela janela

Invade as profundezas do meu coração

Que bate forte, feito bateria

Num concerto ao vivo, cheio de emoção

Me faz lembrar, o tempo em que a vida

Era curar feridas feitas pelo amor

E que habitavas todas as esquinas

Como lamparina a me fazer cantor

 

Mas que saudades da viola linda

Que te faz infinda como o céu e o mar

Das madrugadas, todas encharcadas

Com beijos de fadas, sempre a me amar

Das caminhadas pela noite adentro

Com tua presença a me acompanhar

Balet mais lindo, vinhas me seguindo

Um passo atrás do outro até quase alcançar

 

Estou sentindo aquela nostalgia

Parece magia, que me faz sair

Viola em punho, o sangue fervendo

Coração batendo, querendo explodir

Vem minha musa, sou teu seresteiro,

Vem, me toma inteiro, me faz recordar

Mais que amantes, éramos errantes

Sempre que o dia vinha nos matar

 

Mas que saudades, da viola linda

Que te faz infinda como o céu e o mar

Das madrugadas todas encharcadas

Com beijos de fadas, sempre a me amar

Minhas lembranças vão me absorvendo

E eu quase cedendo, acho que vou chorar

Não sei se vale, mas tô com vontade

De matar saudades de você, luar.

 

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