“Quero que a estrofe cristalina,
Dobrado ao jeito
Do ourives, saia da oficina,
Sem um defeito”
(Olavo Bilac)
Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia
Valorizando o emprego da palavra rara, do vocabulário precioso, da frase rebuscada, a poesia parnasiana teve, na preocupação com a perfeição da forma, a sua característica básica, ainda que em prejuízo da qualidade de sua expressão poética.
O estilo se define, portanto, pelo culto da forma e foi, sobretudo uma renovação poética. Esta renovação teve sua origem na França. Em l886, foi editada uma antologia, Le Parnasse Contemporáin, que reunia composições de diversas tendências, com uma linha comum: reagir contra o romantismo. Seus principais colaboradores, Leconte de Lisle, Theóphile Gautier, Théodore Banville, José Maria Herédia (de nacionalidade cubana), Baudelaire, Sully Prudhomme (ganhador do prêmio Nobel em 1901), Verlaine, Mallarmé, obedeciam a uma nova estética que pregava o principio da Arte pela Arte. Defendiam em última análise, uma arte que não servisse a nada, nem a difusão qualquer ideologia, nem a ninguém; uma arte voltada para si mesmo em sumo. O objetivo da “arte pela arte” é o Belo, a criação da beleza pelo uso perfeito dos recursos artísticos. Neste sentido, levam ao exagero o culto da rima, do ritmo, do vocabulário, do verso longo. Para o Parnasiano, a poesia deveria ser trabalhada até que resultasse perfeita.
Victor Hugo já conotava a posição de burilador que o poeta devia buscar e com ela se identificar:”Le poête est cizeleur, te cizeieur est poéte.”
Características do Parnasianismo:
a) Objetividade e descritivismo
Reagindo contra o sentimentalismo e o subjetivismo românticos, a poesia parnasiana era comedida , objetiva: fugiadas manifestações sentimentais. Buscando esta impassibilidade( frieza), empenhava-se em descrever minúcias, na fixação de cenas, personagens históricos e figuras mitológicas.
b) Rigor formal
Opondo-se à simplicidade formal romântica, que de certa forma popularizou a poesia os parnasianos eram rigorosos quanto à métrica em rimas e também quanto à riqueza e raridade do vocabulário. É por isso que são freqüentes, nos textos parnasianos, os hipérbatos( ordem indireta), as palavras eruditas e difíceis, as rimas forçadas.
c)Retorno ao Classicismo
Abordando temas mitológicos e da antigüidade greco-latina, os poetas parnasianos valorizavam as normas e técnicas de composição e, regra geral, exploravam o soneto (poema de forma fixa).
d)Arte pela arte




eu gostaria de sabe oq a de comum entre o nome deles !!
Os três pertencem a mesma corrente literária que é o parnasianismo, logo eles tinham aquela preocupação em querer deixar o poema perfeito em termos estéticos, rimas raras, adoram descrever as coisas também, em resumo os três escrevem suas poesias de maneira formal
A diferença é que Alberto de Oliveira e parnasianíssimo, ele se preocupava tanto mas tanto com a estética, que os poemas dele ficaram frívolos e vazios leia os seus vasos Grego e Chinês (Vaso Grego e Vaso Chinês se tu for procurar no Google), Raimundo Correia era um meio termo, quando Correia queria ser parnasiano a poesia dele ficava tão sem graça e tão vazia, mas quando ele fugia um pouco da regra ele conseguia fazer uma poesia legal, tipo “As Pombas” poesia triste, mas é bem simbólica, já Olavo Bilac sabia ser parnasiano sem comprometer a mensagem de seus poemas, pode ler o poema “Via Láctea” ou “Profissão de fé”
Conclusão a tríade parnasiana escreve como quem constrói uma casa dando atenção a cada tijolo
Olah, gostaria de saber as principais obras desses tres autores e suas caracteristicas, materia muiro boa essa
Olá. Li e gostei muito de conhecer mais um pouco sobre o parnasianismo. Só tenho uma dúvida. Onde posso encontrar um comentário do poema O Incêndio de Roma?
gostaria de saber as caracteristicas da escola de Raimundo Correa.E suas principais obras.