ASSÉDIO MORAL NA ESCOLA – por josé dagostim

O assédio moral é a melhor definição para o bullying. A sociedade com o advento da manifestação sombria do patriarcado, alimenta-se do capitalismo, assim, o homem se caracteriza pelo forte antropocentrismo coletivo, baliza para o comportamento individual, uma analogia a neoplasia mórbida.

A escola acha-se fortemente corrompida por um padrão fragmentado que valoriza: quantidade, regra, dogma, padrão e a ciência. Tudo dentro das sombras pragmáticas da receita; uma negação da diversidade. Sonegação da individualidade interior e os diversos padrões que se manifestam nos comportamentos existentes em cada ser humano.

Ao identificar os quatros arquétipos principais e seus sub-arquétipos C.G.Jung nos deixou a base da estrutura profunda da psique humana: visão, pensamento, sensibilidade e sensação. O tipo visionário se caracteriza pela personalidade pioneira e destaca-se pela excentricidade e a bondade, o tipo pensamento se caracteriza pela coragem e decisão tendo como ponto forte a comunicação imparcial, o tipo sensível se caracteriza pela percepção dos acontecimentos; a sabedoria e o tipo sensação pelo pragmatismo; os cinco sentidos e a paixão pela vida.

Dentro de cada estudante encontram-se todos estes padrões, mas, sempre um é que se destaca, enquanto os demais se manifestam inconscientemente. Falta aos educadores sensibilidade (sabedoria) para identificar o padrão de cada estudante e tencionar (trazer para a consciência) a vocação, dentro do padrão predominante e equilibrar os demais padrões.

A escola atual identifica-se com um padrão e marginaliza os demais, ocasionando desequilibro interno e externo. O dano à sociedade se percebe na desestruturação da psique humana e materializa-se no assédio moral (bullying).

Somos parte da unidade que clama!

 

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18 Respostas

  1. “Falta aos educadores (…)”: frase adorada por conservadores, neo-conservadores, neoliberais, oportunistas de toda laia.

    Concordo com Zeca (8/10/2010 15:49): “Lamentável a posição desse dagostin. Poética e Jung são lindos para se ler na cabeceira da cama. Criticar é bem coisa de acadêmicos ou de quem quer espalhar seu nome ao vento.”

    Prefiro crer, a princípio, que este autor, José Dagostin, reproduz tal senso comum por algum grau de ingenuidade política (só a princípio).

  2. Nem msmo so computadores da escola funcionam direito. Sequer os teclados funcionam e a sala de informática permanece sem uso.

  3. Concordo com todos os professores que expuseram os abusos sofridos por parte da hierarquia. Nas escolas da rede do Estado de São Paulo occorre continuamente de professores chamados para a sala da direção com as portas fechadas e vice-diretora, corrodenadores, pessoal da secretaria com testemunhas da direção. eles humilham, rebaixam com palavras como incompetente e sanguessuga. eles fazem ameaças, instauram procedimentos adminstrativos com testemunhas falsas cooptadas entre aluns e pais de alunos. Esta é a sétima escola para a qual solicitei remoção depois de haver exonerado em 2003 exatamente por este motivo. Aqui também ocorre o mesmo. Procurei OAB, Secretaria da Educação, Sindicato e advogados particulares e todos riram de mim.
    Concordo com as palavras da Daniela que apontou a completa falta de requisitos sprofissionais de diretores, coordenadores, supervisores e delegacia de ensino. Há seis anos aguardo a resolução da minha vida funcional sendo compelido a apermanecer em licença para tramento de saúde. Meus vencimentos irrisórios sequer pagam o valor de um alugeul em nesta cidade metropolitana. Passo foe e não compro roupas nem calçados há seis anos. E ainda vivo debaixo de ameaças e humilhações. Quando isso vai parar? Quando os professores obterão respeito profissional e os direitos de cidadãos?

  4. QUEM SOFRE DE ASSEDIO SEXUAL DEVE CONTAR PRIMEIRO PARA OS PAIS E DEPOIS IR ATE A POLICIA NAO FIQUE CALADO[A]ASSIM VOCE VAI ESTAR AJUDANDO OUTRAS PESSOAS A FAZER O MESMO

  5. Eu tenho andado pensando em sair do magistério por causa dessas truncadas questões no ensino de hj. Não quero acabar uma velha deprimida, sem dinheiro e cheia de cacoetes, quero ser feliz, apenas, em minha profissão.
    O que eu vejo nas escolas em que dou aula é um monte de alunos desinteressados, desatentos e desrespeitosos, na maioria dos casos. E vejo também um monte de amadores despreparados coordenando, orientando e supervisionando tudo isso. Com ideias miarbolantes que de nada adiantam, que não fazem a diferença. Para o pai a imagem é de uma escola completa, comprometida, é a noção de que nós vamos “avaliar” o que o professor fez para desagradar ao senhor.
    E para o professor é o questionamento do método, das atividades, do modo de se referir aos alunos, um tanto de regras vazias que só visam diminuir a cerdibilidade do profissional e instaurar a permissividade na sala e o medo de perder o emprego, é a imagem desse pai e desse aluno como clientes e a prostituição da sua função, já que vamos ter sempre que aceitar tudo o que dizem, as “sugestões”, nos submeter a tudo, enfim…

    Sobre as questões abordadas, acho que a Renata Antunes e o zecam deve ter as mesmas reclamações que eu qto à falta de disciplina dos alunos.

    Esses dias estava estudando esse comportamento da escola com o professor pelo mundo e notei que não é só no Brasil que isso acontece. Esse desrespeito em relação à nossa profissão está espalhado pelo mundo. Está entrando na cabeça das pessoas que o profesor é o car aque ganha mal e que eu posso tratar como eu quro, porque eu sempre vencerei no final. A justiça me protege, o meu pai tbm, a escola passa a mão pela minha cabeça, eu sou o coitadinho maltratado e o professor é o meu carrasco, mas isso, qdo a gente olha com profundidade não coresponde à realidade.

    Sou jovem, leciono numa grande escola em Botafogo, no Rio de Janeiro e vim aqui compartilhar com vcs a minha opinião sobre o assunto.

    Um abraço.

  6. Olá! Sou professora de um municipio do rio de janeiro e em minha escola está acontecendo um fato em todos os conselhos de classes, os quais eu considero assédio moral contra professores. Então, o orientador educacional de minha escola, convida os representantes de classe para participarem de um primeiro momento do conselho de classe e esses alunos expõem os pontos positivos e negativos dos professores. Por exemplo, há uma turma em que os alunos são indisciplinados demais e o seu representante é um aluno que causa muitas confusões na escola, ele vai ao conselho e diz que o professor “X” é ignorante com a turma e humilha a turma em vários momentos etc. O orientador acha isso uma atitude de democracia e cidadania, eu acho um assédio moral aos professores envolvidos. Gostaria de exclarecimento sobre esse fato. Grata

  7. A escola pode ameaçar com falta alunos que não compareçam em eventos em outra instituição da qual ela determinou , mesmo que em horário de aula. com palestras que nada tenha haver com a aula do dia. O aluno que não participou ou que saiu antes do termino pode receber falta?

  8. Sou aluno de uma faculdade conceituada e por algumas razões de reestruturação (eu atribuo a isso) a faculdade está negligenciando os alunos. Entre outras coisas a faculdade está em obras, mas não há sinalização possibilitando que os alunos caminhem por entre as obras. As salas de aulas foram reduzidas para comportarem o aumento de alunos devido a reestruturação prejudicando a acústica e explicação no quadro-negro dado que este também foi diminuído. Bom, em uma reação ao pedido da turma o coordenador do curso, ao tentar justificar que o professor era bom e que provavelmente o problema estava com a classe, falou bem claramente que naquela turma nem 15% dos alunos seriam capazes de chegar ao nível do professor. Eu já sou graduado, profissionalmente estável e quando ouvi isso fiquei humilhado. Pior, ter ouvido isso do coordenador do curso. O que será dos alunos que estão buscando a sua primeira graduação nessa faculdade ?

  9. Estou na primeira serie do ensino medio de uma escola estadual, e por causa de uma bobeira uma menina da escola veio brigar comigo (verbalmente). Ela falou coisas pra mim que me deixaram profundamente magoada. So que a vice-diretora da escola (a diretora não estava la) depois que havia punido ambas, deixou claro que havia ‘tomado partido’ da outra menina, que na frente dela foi uma falsa fingida e se fez de boazinha. So que a menina me fez ofensas que me chatearam muito, e que me fizeram perder a vontade de ir para a escola e pensar ate em mudar da escola (pois tenho medo que a menina, ou alguem ligado a ela, venha querer me agredir). Queria saber se isso pode ser considerado assedio moral ou bullying, e qual seria a melhor atitude a ser tomada ?

    Obrigada.

    1. Vanessa o que você descreveu é sim uma situação de bullying que uma violência entre iquais e não assédio moral que acontece em relações de trabalho, remuneradas ou não.
      Acho importante comentar que as duas violências situações distintas . No bullying não há uma relação hierarquizada. Os adolencentes têm a necessidade de rotular e de viver em grupos. Quem se mostra diferente é marcado.
      Certamente essa garota se sentiu insegura e precisou se afirmar. Inclusive dependendo da situação você pode procurar a policia . Se ela sugeriu que pode te causar dano fisicio é caso mesmo de policia. Ou até mesmo se ela humilhou você, para responsabilizar a escola, vai precisar de um boletim de ocorrência feito na delegacia.
      Pela expêricia que tenho se seus responsáveis disserem que vão fazer um B.O. a diretora vai tomar uma providencia e vc não ter grandes problemas. De qualquer forma acontecendo novamente coloque a boca no mundo denunciar é a melhor saída. Se a diretora não der solução procure os superiores da diretora com os seus responsáveis pedindo providências. Utilize o mesmo argumento do B.O. Aconselho que a sua família procure um advogado ele dirá praticamente as mesmas coisas que eu disse, mas é sempre bom um acompanhamento. Caso não tenha dinheiro para um acompanhamento juridico conte a história na delegacia junto com os seus pais e lá eles darão a orientação necessária.
      Quando resolver a questão favor me enviar resultado.
      pedsin@bol.com.br
      Ass. Wagner S. Figueiredo.
      Professor da Rede Estadual do Rio de Janeiro .

  10. Tenho uma filha ,que nas ferias de dezembro ,quis colocar um piercing,acababamos deixando-a.Ela ja estudava nessa escola que no seu regimento nao consta essa proibiçao.Mas ao começar as aulas ,começou tb um série de aborrecimentos para nós pais,e principalmente para ela que foi exposta na escola como aluna que cometeu um crime e ,em varias reunioes que fomos chamados pedimos por varias vezes que nao expusessem nossa filha perantes os outros alunos.mas isso nao foi feito, e depois de varias tentativas sem sucesso,ela estava tao traumatizada que nao queria mais de jeito nenhum ir para a escola,onde a Diretora em uma das reunioes,disse para nós(pais) que a transferencia dela estava pronta desde anossa primeira reuniao.Tivemos que tirar nossa filha dessa escola,pois ela ja nao aguentava mais tanta humilhaçao. O que podemos fazer? Me ajude.

  11. gostei das explicaçoes que a prof.dulcinea deu

  12. Dulcinéa Marques dos Santos Andrade | Resposta

    Olá, sou Dulcinéa Marques, professora da rede estadual de ensino da Bahia e desde o ano de 1999, trabalho numa escola de Ensino Médio no município onde moro; em junho de 2007 fui designada para ser diretora de uma escola de município vizinho; não quis participar das eleições na escola que estava sendo gestora pois desejava voltar para minha escola de origem, município de minha residência. Ao procurar o diretor para me dar atestado de vaga ele me negou, havendo na escola vaga real, alegando que fora eleito democraticamente e não me queria na escola, que eu era “persona non grata”. A lei me garante voltar para escola de origem e ainda meu esposo é funcionário público do município. Quais os caminhos legais que devo percorrer para punir este assédio moral?
    Obrigada.

  13. OLA MEU NOME É JADIEL SOU ALUNO DE ESCOLA PÚBLICA DO ENSINO FUNDAMENTAL. SEI QUE FAZER BAGUNÇA NA SALA DE AULA NÃO É COISA DE ESTUDANTE. E SIM DE MALOQUEIRO, ACHO QUE VC RENATA ANTUNES, ESTÁ CORRETA. MAS SE VCS PROFESSORES NÃO COLOCAR MORAL NOS ALUNOS ELES PODEM SE APROVEITAR DA SUA BOA VONTADE.

  14. como se defendem os alunos pequenos quando os grandes os incomodam e aonde uma pessoa se queixa para haver atitude.um abraço ate sempre

  15. Cara Renata,
    Pelos vistos, o problema da falta de respeito por parte dos alunos nas escolas, quer privadas, quer oficiais, é geral! Os amigos que tenho, que exercem as funções de professores,
    asseguram que se soubessem que haveria uma evolução tão
    negativa na relação professores/alunos, seria a ultima profissão que escolheriam. É claro que no meu ponto de vista,
    nunca um professor deverá admitir uma falta de respeito por
    parte dum aluno! Porque aqui, e sempre na minha opinião pessoal, não se coloca em causa o local ou a entidade das pessoas envolvidas, e unicamente um relacionamento onde é
    imperativo o respeito mútuo. Isso de “dar a outra face”, já era! Mas, ao que vimos diàriamente, nem os pais se fazem respeitar! Perante isto, o que se pode esperar? Leva-se para a escola, a permissividade que se encontra em casa!
    Estou consigo. É muito bom lembrarem-se de nós com respeito, em vez de recordarem-se dos professores,com desdém,por nunca terem imposto e exigido que fossem tra-
    tados com a dignidade que lhes cabe por direito.

  16. Boa tarde!
    Sou professora de filosofia do segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio.
    Estava passando um filme, inclusive sobre menores infratores (JUÍZO), quando um aluno que estava atrapalhando todo o grupo com conversa se negava a fazer silêncio.
    Após meus pedidos insistentes para ele ficar quieto, não obtive sucesso e acabei falando mais forte para que ele “calasse a boca”. Ele me respondeu que nem o pai o mandava calar a boca. Eu respondi que isso era uma pena, mas não o estava xingando nem desrespeitando, apenas queria silêncio e não havia sido atendida, mas que ele deveria, naquele momento, se calar.
    Isso gerou polêmica entre meus colegas que acreditam que um professor, principalmente de rede particular, não pode “mandar”calar a boca.
    Isso pode ser considerado assédio moral por esse aluno????
    E toda a falta de respeito que sofremos por parte deles?? Realizo um trabalho com muita dedicação nesta mesma escola há 21anos e hoje tenho me feito várias perguntas a esse respeito. Que escola enfrentamos hoje?
    Espero que me ajudem….
    Obrigada
    Renata Antunes

    1. Lamentável a posição desse dagostin. Poética e Jung são lindos para se ler na cabeceira da cama. Criticar é bem coisa de acadêmicos ou de quem quer espalhar seu nome ao vento. A questão não é esse aluno. Peça para ele sair da sala ou que alguém do SOE o retire. Há que se pensar é nos demais alunos, cujos pais estão pagando pelo ensino desta escola e que não está sendo aplicado pelo mau comportamento de um.

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