Nos jogos olímpicos que hoje se encerram, uma pequena ilha do Caribe nos deu uma grande lição. Entre os países americanos, a Jamaica ficou em segundo lugar no ranking olímpico, atrás apenas dos Estados Unidos da América do Norte e à frente do Canadá, do Brasil e de Cuba. A Jamaica chegou ao final dos jogos em 13º lugar, enquanto os três outros países alcançaram, respectivamente, os 19º, 23º e 28º lugares.
A Jamaica, senhoras e senhores, literalmente isolada no mar caribe, ocupa uma área de apenas 10.991 km2, exatamente a metade de Sergipe, o menor estado brasileiro. Com uma população de 2 milhões e 700 mil habitantes, cem mil a menos do que a nossa Bahia, equivale, portanto, a pouco menos de 1,5% da população brasileira total.
Até o ano de 1940, quando foram descobertas reservas de bauxita naquela ilha, a economia jamaicana era inferior à nossa da época colonial. Lá se vivia apenas da agricultura, que tinha na banana e na cana-de-açúcar seus principais sustentáculos. Além do famoso rum, é claro. Segundo o Banco Mundial, hoje a Jamaica tem um PIB anual de cerca de 20.183 milhões de dólares americanos, enquanto o Brasil alcança um bilhão e 695 milhões. Seu PIB per capita, portanto, ascende a de cerca de US$ 7,500, contra US$ 9,700 do Brasil.
O que nos diferencia, culturalmente, da Jamaica? Nosso inter-relacionamento cultural tem se dado principalmente por meio da música. E muita gente vê na Jamaica uma irmandade com a Bahia, hospedeira do reggae jamaicano como se baiano fosse. Também há identidade entre o sincretismo religioso, igualmente herdado das raízes africanas. As bandeiras de ambos os países têm as cores verde e amarela. E quase nada mais. Ao contrário do Brasil, eternamente administrado ao vai da valsa, isto é, de acordo com os acontecimentos do dia, a Jamaica tem um plano de desenvolvimento que visa o ano de 2030. Isso significa que eles decidiram atingir toda a próxima geração de jamaicanos para que a pequena ilha tropical possa alcançar a coesão social e o desenvolvimento pretendido. Plano de estado e não um simples plano de governo.
A Jamaica ainda pertence à comunidade britânica, mas goza de relativa independência. Deve ter recebido dos ingleses o respeito à educação, o mesmo sentimento que fez prosperar outro filho da Grã-Bretanha, os Estados Unidos da América do Norte.
Os jamaicanos, conforme declarou há alguns dias o seu herói esportivo Usain Bolt, desenvolveram um grande diferencial para poder galgar pódios: determinação e muito trabalho. Aliás, essa determinação foi provada em 1988, quando o pequeno país antilhano, com temperaturas anuais variando entre 25 e 38 graus centígrados, foi representado por quatro teimosos atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988, em Calgary, no Canadá. Eles pilotaram um desengonçado bobsled, trenó de corrida habilmente dirigido por atletas de países que têm neve na porta de casa.
Acredito que muita gente lembra esse fato. Ele foi documentado em um filme dos Estudios Disney, em 1993, dirigido por Jon Turtletaub, Cool Runnings, que no Brasil recebeu o título de Jamaica Abaixo de Zero. Embora o roteiro tenha optado por um clima quase caricato e um pouco fantasioso, o que valeu, na verdade, naquela aventura esportiva, foi a tenacidade dos quatro atletas, que enfrentaram todas as dificuldades para realizar um sonho. Não ganharam prêmios na début olímpico, mas a equipe voltou aos Jogos Olímpicos de Inverno de 1992, na França, terminando em 14º lugar, à frente dos Estados Unidos, da Rússia, da França e da Itália. A equipe de trenó de dois lugares terminou em 10º, batendo a equipe sueca. E a pertinácia valeu: no ano de 2000 eles ganharam sua primeira medalha de ouro nessa modalidade no World Push Bobsled Championships, nos Estados Unidos.
Usain Bolt não comentou, mas o contínuo trabalho para criar atletas, na Jamaica, começa nas escolas, com meninos e meninas. Não foi à toa que o país conquistou seis medalhas de ouro em Pequim, o dobro das medalhas do Brasil, com uma delegação de apenas 57 atletas.
Enquanto isso, nos preparamos, com Pelé de embaixador, para lutar pelas Olimpíadas de 2016. O presidente Lula foi à China, na abertura dos jogos de Pequim, com a missão explícita de defender a nossa candidatura perante o Comitê Olímpico Internacional. E acredita-se que o Brasil tem todas as condições políticas para reclamar a sede de 2016, já que poucas vezes os jogos olímpicos se realizaram no hemisfério sul.
Creio, em princípio, que é muito boa essa candidatura, pois os jogos olímpicos trazem vários benefícios para os países que os sediam. O difícil é acreditar que estaremos preparados, nos próximos oito anos, para levar a cabo tamanha responsabilidade. À exceção dos jogos de 1928, o Brasil participou de todas as demais Olimpíadas realizadas a partir de 1920. Parece que aprendemos pouco sobre o que é a preparação de delegações esportivas para representar o país em eventos que reúnem a nata do atletismo e dos esportes em geral. Não sei do que vive o Comitê Olímpico Brasileiro, mas suas dificuldades financeiras são visíveis e declaradas por seu próprio presidente, apesar de seu ufanismo, quando diz que, de quatro em quatro anos, o Brasil dá saltos para se transformar em uma potência olímpica.
Foi no site do COB que conheci algumas historinhas interessantes sobre essa escalada histórica. Por exemplo, a melhor performance da equipe brasileira nos jogos olímpicos foi registrada em sua primeira participação, nas Olimpíadas de Antuérpia, na Bélgica, que levavam o número VII. Ficamos em 15º lugar, no ranking final, apesar da exígua representação de 21 atletas. De lá para cá, descemos e pouco subimos. Até mesmo a última, que hoje se encerra com a vitória monumental da China, registra um decréscimo em relação à de Atenas, de 2004, quando 125 homens e 122 mulheres fizeram mais dos que os 145 homens e as 132 mulheres de agora. Para quem quiser fazer um estudo comparativo mais apurado, ofereço um quadro resumido da história do Brasil olímpico, que vai ao final dessas considerações não muito breves.
E por falar em história, vejam só o que nos conta o mesmo site do COB (http://www.cob.org.br/) , ao relatar o que se passou com a sofrida delegação brasileira presente nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1932:
“Dos 82 atletas (81 homens e uma mulher) que integravam a delegação brasileira enviada a Los Angeles, somente 67 participaram dos Jogos. Para cada passageiro que deixasse o navio Itaquicê, onde viajaram durante um mês, as autoridades locais cobravam um dólar. Como os recursos eram escassos, os organizadores decidiram que só desceriam os que tinham chances de medalha. Em seguida, os integrantes das equipes de pólo aquático, do remo e do atletismo também receberam autorização para desembarcar.
Uma exceção foi aberta por cavalheirismo e a nadadora Maria Lenk, aos 17 anos, foi a primeira sul-americana a participar de uma competição Olímpica. Ela nadou em três provas: 100m livre, 100m costas e 200m peito.
Outra história, em especial, teve um desfecho inusitado. Adalberto Cardoso era um dos que estava impedido de desembarcar, mas escapou do navio rumo ao Estádio Olímpico, a cerca de 19 quilômetros. O atleta chegou a dez minutos do início dos 10.000m e participou da prova com os pés descalços.
A missão enviada a Los Angeles ainda guardou outros detalhes curiosos. Um deles é que o navio em questão estava camuflado de barco de guerra para não pagar pedágio no Canal do Panamá. Não adiantou: ao aportar, inspetores subiram a bordo, verificaram que os canhões eram mera decoração e a delegação teve que arcar com o tributo. Além disso, os porões do Itaquicê transportavam 55.000 sacas de café e os atletas tinham o compromisso de vendê-las nos portos durante as paradas do percurso. Quem não desembarcou em São Pedro para os Jogos, seguiu viagem até São Francisco para encontrar compradores.”
Naqueles jogos não conquistamos qualquer medalha, mas poderíamos nos ter auto-premiados com as medalhas do descaso governamental, da pobreza cultural e, para não ficar de fora, do tradicional jeitinho e da corrupção.
Para entender melhor meu aparente pessimismo (que não quer dizer derrotismo), façamos algumas perguntas muitos simples. A primeira é: de onde surgem nossos atletas? Já respondendo, verificamos que a grande maioria dos que se destacam no atletismo nasce de sonhos de superação econômica, nas corridas de pés descalços pelas estradas poeirentas do sertão nordestino ou das periferias das cidades. Outra parte de ocasional incentivo de clubes esportivos ou sociais das grandes urbes. Uma minoria, aquela que participa dos chamados esportes de elite, como o hipismo, a esgrima, a vela e o tiro, de seu autopatrocínio. Muitas vezes, um hobby que se transforma em esporte olímpico.
Outra perguntinha inconveniente: onde estão os antigos jogos colegiais e universitários, que também revelavam craques em várias modalidades? E o esporte nas escolas, ainda existe? Apesar da proliferação dos cursos universitários de Educação Física? Não sei responder em detalhes a essas duas últimas questões, pelo menos no momento e não quero perder muito tempo procurando respostas na Internet. O que me espanta é que, a exemplo de alguns candidatos às próximas eleições de Curitiba, muita gente está reinventando a roda na área esportiva e esparramando pérolas, como aquele que se diz jovem e “criador dos jogos colegiais” (deve ter nascido há muito mais tempo do que ele próprio imagina) e do prefeiturável que quer construir centros de lazer para os jovens das periferias, quando a solução mais simples (que defendo há muito tempo) é fazer de cada escola um centro de convivência social, melhorando e aproveitado as suas estruturas esportivas e culturais para que toda a comunidade circunvizinha aproveite e respeite mais o templo escolar. Ele mesmo não se dá a entender quando afirma que “a prática desportiva deve começar na escola” mas “não há participação das escolas nos jogos escolares” (sic).
E é para ele a outra questiúncula: e as universidades, Magnífico Reitor, onde é que estão? Pois todos sabemos que, nos EUA, as instituições de ensino superior catam atletas até em outros países, concedendo-lhes polpudas bolsas de estudos para enriquecer suas equipes esportivas. Aposto que cada universidade brasileira, pelo menos as federais – as chamadas universidades públicas para as quais as chamadas elites econômicas são mais chamadas – mantêm estruturas esportivas de alto nível e cursos de formação para a área. Mas quantos atletas têm formado? Quais seus legítimos representantes nos jogos olímpicos? Elas valorizam os talentos que surgem nas camadas mais pobres e os atraem para seus bancos escolares? O que vemos é um caminho inverso: o atleta profissional bem realizado é que procura, quase ao final de sua carreira, uma matrícula em um curso de Educação Física para consolidar o status social que conseguiu.
O que eu queria, como brasileiro e não como atleta que não sou (os únicos músculos que utilizo, em matéria de esportes, são os faciais, para mostrar satisfação ou decepção com alguns eventos que assisto pela televisão, além dos glúteos que às vezes se mexem na poltrona), era ver uma revolução educacional e cultural em nosso país nos próximos oito anos, que nos tornasse merecedores de recepcionar os demais países nos ainda virtuais XIX Jogos Olímpicos de Verão (?) do Rio de Janeiro. Com todas as reformas necessárias. Reforma da Educação, da Segurança Pública, da Saúde, dos programas de geração e manutenção de empregos, das condições de moradia, entre as principais. É muito? É o mínimo que podemos querer. Vejam que até a velha Londres está pensando em um programa de múltiplas reformas para 2012.
Embora não seja seu eleitor, me orgulharia muito se pudesse ver o presidente Lula receber, na próxima semana, todos os nossos bravos atletas de Pequim em uma solenidade no Palácio do Planalto (ou no Maracanãzinho, por que não?) e entregar-lhes um diploma de agradecimento pelo muito que fizeram pela representação do Brasil. Com vitórias ou derrotas, com medalhas ou com muito choro.
Gostaria de ouvir, em seu discurso de agradecimento, a notícia de que ele estaria criando a Universidade dos Esportes do Brasil (a Jamaica tem uma), que coordenaria os demais centros de excelência que todas as IES brasileiras, oficiais ou particulares, passariam a montar, já nas próximas semanas, com reformulação dos seus cursos afins e um grande direcionamento para as escolas fundamentais e de segundo grau. Adoraria ouvir dele um convite para que todo atleta que agora volta da China se transformasse em um agente dessa revolução cultural que necessitamos para receber os jogos de 2016. E assumisse, em nome de seus sucessores, companheiros ou não, o compromisso simples e exeqüível de arrumar a casa para poder receber as visitas.
Porque as Olimpíadas devem começar em casa.
Curitiba
24.agosto.2004

ilustração de cleto de assis.
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RESUMO HISTÓRICO DA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS
Ano: 1920
VII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Antuérpia, Bélgica
Posição: 15º
Número de Atletas: 21 homens
Modalidades: Natação, pólo aquático, saltos ornamentais, remo e tiro esportivo
Medalhas: 01 Ouro Tiro rápido (25m) masculino Guilherme Paraense
01 Prata Tiro Pistola livre (50m) masculino Afrânio Costa
01 Bronze Pistola livre (por equipe) masculino – Afrânio Costa, Dario Barbosa, Fernando Soledade, Guilherme Paraense, Sebastião Wolf
Ano: 1924
VIII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Paris, França
Número de Atletas: 12 homens
Modalidades: Atletismo, remo e tiro esportivo
Medalhas: nenhuma
Ano: 1928
IX Jogos Olímpicos de Verão Olimpíada
Local: Amsterdã, Holanda
O Brasil não participou, em razão da crise financeira
Ano: 1932
X Jogos Olímpicos de Verão
Local: Los Angeles, EUA
Número de Atletas: 66 homens e uma mulher
Modalidades: Atletismo, natação, pólo aquático, saltos ornamentais, remo e tiro esportivo
Medalhas: Nenhuma
Ano: 1936
XI Jogos Olímpicos de Verão
Local: Berlim, Alemanha
Número de Atletas: 88 homens e seis mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, esgrima, natação, pentatlo moderno, remo, tiro esportivo e vela
Medalhas: Nenhuma
Ano: 1940
XII Jogos Olímpicos de Verão
Não realizada
Ano: 1944
XIII Jogos Olímpicos de Verão
Não realizada
Ano: 1948
XIV Jogos Olímpicos de Verão
Local: Londres, Grã Bretanha
Posição: 34º
Número de Atletas: 70 homens e 11 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, esgrima, natação, saltos ornamentais, hipismo, pentatlo moderno, remo, tiro esportivo e vela
Medalhas: 01 Bronze Basquete masculino
Ano: 1952
XV Jogos Olímpicos de Verão
Local: Helsinque, Finlândia
Posição: 25º
Número de Atletas: 193 homens e oito mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, esgrima, natação, pólo aquático, saltos ornamentais, futebol, hipismo, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, tiro esportivo e vela
Medalhas: 01 Ouro Salto triplo masculino – Adhemar Ferreira da Silva
02 Bronze Salto em altura masculino – José Telles da Conceição
Natação – 1.500m livre masculino – Tetsuo Okamoto
Ano: 1956
XVI Jogos Olímpicos de Verão
Local: Melbourne, Austrália
Posição: 25º
Número de Atletas: 47 homens e uma mulher
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, natação, saltos ornamentais, hipismo, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, tiro esportivo e vela
Medalhas: 01 Ouro Salto triplo masculino – Adhemar Ferreira da Silva
Ano: 1960
XVII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Roma, Itália
Posição: 40º
Número de Atletas: 80 homens e uma mulher
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, natação, pólo aquático, saltos ornamentais, futebol, hipismo, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, tiro esportivo e vela
Medalhas: 02 Bronze Basquete masculino
Natação – 100m livre masculino – Manuel dos Santos Junior
Ano: 1964
XVIII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Tóquio, Japão
Posição: 39º
Número de Atletas: 21 homens
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, futebol, hipismo, judô, natação, pólo aquático, pentatlo moderno, vela e vôlei
Medalhas: 01 Bronze Basquete masculino
Ano: 1968
XIX Jogos Olímpicos de Verão
Local: Cidade do México, México
Posição: 35º
Número de Atletas: 81 homens e três mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, esgrima, natação, pólo aquático, futebol, hipismo, levantamento de peso, remo, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 01 Prata Salto triplo masculino – Nelson Prudêncio
02 Bronze Boxe – Classe Mosca – Servílio de Oliveira
Vela – Classe Flying Dutchman – Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad
Ano: 1972
XX Jogos Olímpicos de Verão
Local: Munique, Alemanha
Posição: 41º
Número de Atletas: 84 homens e cinco mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, natação, futebol, hipismo, judô, levantamento de peso, remo, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 02 Bronze Salto triplo masculino – Nelson Prudêncio
Judô – Meio-pesado masculino – Chiaki Ishii
Ano: 1976
XXI Jogos Olímpicos de Verão
Local: Montreal, Canadá
Posição: 41º
Número de Atletas: 86 homens e sete mulheres
Modalidades: Atletismo, boxe, esgrima, natação, saltos ornamentais, futebol, judô, levantamento de peso, remo, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 02 Bronze Salto triplo masculino – João do Pulo
Vela – Classe Flying Dutchman – Peter Ficker, Reinaldo Conrad
Ano: 1980
XXII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Moscou, União Soviética
Posição: 18º
Número de Atletas: 94homens e 15 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, natação, saltos ornamentais, ginástica artística, judô, levantamento de peso, remo, tiro com arco, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 02 Ouro Vela – Classe 470 masculino – Eduardo Penido e Marcos Soares
Vela – Classe Tornado – Alex Welter e Lars Björkström
02 Bronze Salto triplo masculino – João do Pulo
Natação – Revezamento 4x200m livre masculino – Cyro Delgado, Djan Madruga, Jorge Fernandese e Marcus Mattioli
Ano: 1984
XXIII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Los Angeles, EUA
Posição: 19º
Número de Atletas: 129 homens e 22 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, natação, natação sincronizada, pólo aquático, saltos ornamentais, futebol, ginástica – artística e rítmica -, hipismo, judô, remo, tiro com arco, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 01 Ouro Atletismo – 800m masculino Joaquim Cruz
05 Prata Futebol masculino
Judô Meio-pesado masculino – Douglas Vieira
Natação – 400m medley masculino – Ricardo Prado
Vela – Classe Soling – Daniel Adler, Ronaldo Senfft e Torben Grael
Voleibol masculino
02 Bronze Judô – Leve masculino – Luís Onmura
Judô – Médio masculino – Walter Carmona
Ano: 1988
XXIV Jogos Olímpicos de Verão
Local: Seul, Coréia do Sul
Posição: 19º
Número de Atletas: 135 homens e 35 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, ciclismo, esgrima, natação, natação sincronizada, saltos ornamentais, futebol, ginástica artística, hipismo, judô, levantamento de peso, lutas, remo, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 01 Ouro JudôMeio-pesado masculino – Aurélio Miguel
02 Prata 800m masculino – Joaquim Cruz
Futebol masculino
03 Bronze 200m masculino – Robson Caetano
Vela – Classe Star – Nelson Falcão e Torben Grael
Vela – Classe Tornado – Clínio de Freitas e Lars Grael
Ano: 1992
XXV Jogos Olímpicos de Verão
Local: Barcelona, Espanha
Posição: 25º
Número de Atletas: 146 homens e 51 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, natação, natação sincronizada, saltos ornamentais, ginástica – artística e rítmica -, handebol, hipismo, judô, levantamento de peso, lutas, remo, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, vela e vôlei
Medalhas: 02 Ouro Judô – Meio-leve masculino – Rogério Sampaio
Voleibol masculino
01 Prata Natação – 100m livre masculino – Gustavo Borges
Ano: 1996
XXVI Jogos Olímpicos de Verão
Local: Atlanta, EUA
Posição: 25º
Número de Atletas: 159 homens e 66 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, natação, futebol, ginástica artística, handebol, hipismo, judô, levantamento de peso, remo, tênis, tênis de mesa, tiro esportivo, vela e vôlei – de quadra e de praia
Medalhas: 03 Ouro Vela – Classe Laser masculino – Robert Scheidt
Vela – Classe Star – Marcelo Ferreira e Torben Grael
Volei de Praia feminino – Jacqueline Silva e Sandra Pires
02 Prata Basquetebol feminino
Natação – 200m livre masculino – Gustavo Borges
Volei de Praia feminino – Adriana Samuel e Mônica Rodrigues
09 Bronze Revezamento 4x100m masculino – André Domingos, Arnaldo Oliveira, Edson Luciano Ribeiro e Robson Caetano
Futebol masculino
Hipismo – Saltos por equipe – Álvaro Affonso de Miranda Neto (Doda), André Johannpeter, Luiz Felipe Azevedo e Rodrigo Pessoa
Judô – Meio-leve masculino – Henrique Guimarães
Judô – Meio-pesado masculino – Aurélio Miguel
Natação – 100m livre masculino – Gustavo Borges
Natação – 50m livre masculino – Fernando Scherer (Xuxa)
Vela – Classe Tornado – Kiko Pelicano e Lars Grael
Voleibol feminino
Ano: 2000
XXV Jogos Olímpicos de Verão
Local: Sidney, Austrália
Posição: 52º
Número de Atletas: 111 homens e 94 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, natação, natação sincronizada, saltos ornamentais, futebol, ginástica – artística e rítmica -, handebol, hipismo, judô, levantamento de peso, remo, taekwondo, tênis, tênis de mesa, triatlo, vela e vôlei – de quadra e de praia
Medalhas: 06 Prata Revezamento 4x100m masculino André Domingos, Claudinei Quirino, Edson Luciano Ribeiro, Vicente Lenilson
Judô - Leve masculino – Tiago Camilo
Judô – Médio masculino – Carlos Honorato
Vela – Classe Laser masculino – Robert Scheidt
Volei de Praia feminino – Adriana Behar e Shelda
Volei de Praia masculino – Ricardo e Zé Marco
06 Bronze Basquete feminino
Hipismo – Saltos por equipe Alvaro Affonso de Miranda Neto (Doda), André Johannpeter, Luiz Felipe Azevedo, Rodrigo Pessoa
Natação – Revezamento 4x100m livre masculino Carlos Jayme, Edvaldo Valério, Fernando Scherer (Xuxa) e Gustavo Borges
Vela – Classe Star – Marcelo Ferreira e Torben Grael
Volei de Praia feminino – Adriana Samuel e Sandra Pires
Voleibol feminino
Ano: 2004
XXVI Jogos Olímpicos de Verão
Local: Atenas, Grécia
Posição: 16º
Número de Atletas: 125 homens e 122 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica – artística e rítmica, handebol, hipismo, judô, lutas, natação, natação sincronizada, pentatlo moderno, remo, saltos ornamentais, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei – de quadra e de praia
Medalhas: 05 Ouro Hipismo – Saltos – RodrigoPessoa
Vela – Classe Laser masculino – Robert Scheidt
Vela – Classe Star – Marcelo Ferreira e Torben Grael
Volei de Praia masculino – Emanuel e Ricardo
Voleibol masculino
02 Prata Futebol feminino
Volei de Praia feminino – Adriana Behar e Shelda
03 Bronze Maratona masculino – Vanderlei Cordeiro
Judô – Leve masculino – Leandro Guilheiro
Judô – Meio-médio masculino – Flavio Canto
Ano: 2008
XXVII Jogos Olímpicos de Verão
Local: Pequim, China
Posição: 23º
Número de Atletas: 145 homens e 132 mulheres
Modalidades: Atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, futebol feminino, ginástica artística, ginástica rítmica, halterofilismo, handebol, hipismo, judô, luta livre, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, remo, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro com arco, triatlo, vela, vôlei de quadra e de praia
Medalhas: 03 Ouro Salto em distância feminino – Maurren Higa Maggi
Natação – 50m livre masculino – César Cielo
Voleibol feminino
04 Prata Futebol feminino
Vela – Classe Star – Bruno Prada e Robert Scheidt
Voleibol masculino
08 Bronze Futebol masculino
Judô – Leve feminino – Ketleyn Quadros
Judô – Leve masculino – Leandro Guilheiro
Judô – Meio-médio masculino – Tiago Camilo
Natação – 100m livre masculino – César Cielo
Tekwondo – > 67kg feminino – Natalia Falavigna
Vela – 470 feminino – Fernanda Oliveira e Isabel Swan
Volei de Praia masculino – Emanuel, Ricardo
Quadro das Medalhas do Brasil em todas as Olimpíadas
20 medalhas de ouro
25 medalhas de prata
46 medalhas de bronze
Colocação geral do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos: 37º
Fontes: http://www.cob.org.br/ http://www.quadrodemedalhas.com/