CANÇÃO DA TORRE MAIS ALTA de arthur rimbaud / marselha.fr

Mocidade presa
A tudo oprimida
Por delicadeza
Eu perdi a vida.
Ah! Que o tempo venha
Em que a alma se empenha.

Eu me disse: cessa,
Que ninguém te veja:
E sem a promessa
De algum bem que seja.
A ti só aspiro
Augusto retiro.

Tamanha paciência
Não me hei de esquecer.
Temor e dolência,
Aos céus fiz erguer.
E esta sede estranha
A ofuscar-me a entranha.

Qual o Prado imenso
Condenado a olvido,
Que cresce florido
De joio e de incenso
Ao feroz zunzum das
Moscas imundas.

Uma resposta to this post.

  1. Publicado por paulo queiroz em Julho 11, 2009 17:37 pm às 17:37 pm

    Rimbaud é sempre Rimbaud, insuperável e único. p. queiroz

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