Tanto blefou esse jogador
que a si mesmo enganou
temendo perder no amor
mentiu nas cartas, apostou.
Usou todo seu ouro, o tolo
para comprar bijouterias
nada muito valioso, só “rolo”
vaidoso, usava uma por dia.
Manteve um coringa na manga
para qualquer eventualidade
caso aparecesse uma franga
ele (a)batia, sem piedade.
Desprezava as juras de morte
dos pobres e infelizes traídos
acreditava tanto na sorte
que nem sequer dava ouvidos.
Desperdiçou muitas cartas
perdeu a paciência, contudo
gastou sua palavra farta
com quem era surdo-mudo
Mas um dia, virou um valete
e o espada, acreditando na fama
subiu na mesa e gritou o blefe
trucou, sem ter nenhuma dama.
Foi então que se deu conta
que era sua ultima rodada
e que boa dama não se encontra
em baralho de carta marcada.
Pobre rei, ficou nú, derrotado,
sem castelo, sem posses nem trono
teve todas as prendas do reinado
e hoje, nem desta coroa ele é dono.



Publicado por joanna em Novembro 5, 2009 11:39 am às 11:39 am r r
Voce eh simplesmente FANTASTICA!!!!!! Parabens………………. adoro seus escritos, as verdades com seu humor sao Otimas……………..
Publicado por marilda em Novembro 5, 2009 21:45 pm às 21:45 pm r r
Oi Joanna. Obrigada pelo comentário. Fico feliz em saber que os meus escritos divertem alguns leitores. Minhas verdades e mentiras se confundem (ou se fundem?).Não escrevo para críticos literários (nada contra, mas eu não saberia fazê-lo) nem sou profissional da escrita, por isso me dou a liberdade de escrever sobre qualquer coisa, qualquer tema e de qualquer jetio. Na verdade, escrevo pra me divertir. Um beijão e mais uma vez, obrigada pelo retorno.