Se o poeta é um fingidor,
e finge tão completamente
que chega a fingir ser amor,
o amor que deveras sente…
(desculpas a Fernando Pessoa)
me pergunto, porque nunca consegui…
fingir o que hoje senti.
Se seu ser o sangue me revolve,
como poderei fingir que se dissolve?
Se seu olhar me invade,
como poderei mostrar imunidade?
Se por ele sinto o amor mais profundo,
como poderei criar verso mudo?
Se por ele poderia morrer,
como sem ele poderei viver?



Publicado por carlos abrantes em Novembro 7, 2009 17:52 pm às 17:52 pm
A palavra não é amor, na primeira estrofe, mas dor se é que o verso se refere ao de Pessoa. abrantes