ONDE – de jb vidal / florianópolis

percorro trilhas transpassadas por outras

segues comigo por onde não há sinais

.

sigo sem dor e corro

.

não vens

vacilas e cais

.

esperar-te é não querer

.

temo o veneno do vinho

bebo-o

a mente se abre e explode

.

o instinto é rota

que sigo e não sei

.

sinto-me só, não penso, apenas avanço

o escuro da floresta é o manto protetor

percorro caminhos feitos a noite

.

escravo da decisão

busco o lugar onde deveria estar

na tua desistência, encontrei fôrças

.

há dúvidas que eu chegue

mas haverá trilhas para ti

2 Respostas to this post.

  1. Por quantos trilhos passamos todos nós? Em quantos tropeçamos, caímos, levantamo-nos e prosseguimos a viagem? Acho que este é o destino comum da humanidade. Mas talvez os poetas fiquem mais marcados por estas caminhadas, na sua maioria percorridas tendo apenas por companhia a solidão. O essencial é encontrar o parceiro ideal para não nos tornarmos viajantes
    solitários.Por que, parafraseando José Régio, todos pensamos igual e podemos assegurar que ”Não é em mim que me sonhei viver. Meu ser-eu só me aperta, e só sonho esmagá-lo. Livre, sou tudo que é, foi, e há-de ser, vivo em tudo que vive,há-de viver, viveu”.
    O seu poema é lindo.
    Um abraço forte
    Vera Lucia

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  2. Publicado por Zuleika dos Reis em Novembro 9, 2009 20:29 pm às 20:29 pm

    “Mas há trilhas para ti “Trilhas, atalhos, veredas, clareiras, vagares, lumes, clamores, todos os modos por onde se esconde e se vislumbra a amada no caminho. O Poeta percorre a senda, ao longo da escuridão iluminada do amor.

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