percorro trilhas transpassadas por outras
segues comigo por onde não há sinais
.
sigo sem dor e corro
.
não vens
vacilas e cais
.
esperar-te é não querer
.
temo o veneno do vinho
bebo-o
a mente se abre e explode
.
o instinto é rota
que sigo e não sei
.
sinto-me só, não penso, apenas avanço
o escuro da floresta é o manto protetor
percorro caminhos feitos a noite
.
escravo da decisão
busco o lugar onde deveria estar
na tua desistência, encontrei fôrças
.
há dúvidas que eu chegue
mas haverá trilhas para ti



Publicado por vera lucia kalahari em Novembro 8, 2009 10:44 am às 10:44 am
Por quantos trilhos passamos todos nós? Em quantos tropeçamos, caímos, levantamo-nos e prosseguimos a viagem? Acho que este é o destino comum da humanidade. Mas talvez os poetas fiquem mais marcados por estas caminhadas, na sua maioria percorridas tendo apenas por companhia a solidão. O essencial é encontrar o parceiro ideal para não nos tornarmos viajantes
solitários.Por que, parafraseando José Régio, todos pensamos igual e podemos assegurar que ”Não é em mim que me sonhei viver. Meu ser-eu só me aperta, e só sonho esmagá-lo. Livre, sou tudo que é, foi, e há-de ser, vivo em tudo que vive,há-de viver, viveu”.
O seu poema é lindo.
Um abraço forte
Vera Lucia
Publicado por Zuleika dos Reis em Novembro 9, 2009 20:29 pm às 20:29 pm
“Mas há trilhas para ti “Trilhas, atalhos, veredas, clareiras, vagares, lumes, clamores, todos os modos por onde se esconde e se vislumbra a amada no caminho. O Poeta percorre a senda, ao longo da escuridão iluminada do amor.