O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS – de mário de andrade / são paulo

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

.

Em 9 de abril de 2010. (esta postagem na mesma página postada em 23 de março de 2010).

o leitor Helcio J. Tagliolatto, em comentário, alerta o site com relação “a fruta” que consta do texto. que teria sido “trocada” de JABUTICABAS para CEREJAS. fomos pesquisar  e nos deparamos com uma quantidade de “autores” do texto acima O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS. corre na internet como sendo autoria de RUBEM ALVES e de MÁRIO DE ANDRADE e por fim por quem se diz autor do texto cujo nome real seria O TEMPO QUE FOGE de RICARDO GONDIM cuja afirmação publicamos aqui, transcrita de seu blog após um comentário acusando-o de plágio:

Querem roubar e ainda me chamam de ladrão
Ricardo Gondim

Escrevi “O Tempo que Foge”. Alguém o fez circular como de um Autor Anônimo. Depois, disseram que era de Mário de Andrade. Agora, por último, me acusam de tê-lo roubado de Rubem Alves. Insisto, o texto é meu. Eu o escrevi no meu computador, na privacidade de meu ambiente de trabalho e está publicado no meu livro “Creio, mas tenho Dúvidas”, Editora Ultimato.

Recebi um e-mail cobrando explicações. Circulo o conteúdo do mesmo na esperança de que seja feita justiça.

Daisy Almeida
assunto: O texto que o senhor assina é de Rubem Alves
telefone:
mensagem: O texto “tempo que foge” que o senhor assina em seu site é de Rubem Alves. O que ele faz no seu site com sua assinatura embaixo? Como o senhor explicaria isso numa discussão sobre direitos autorais? (tempo que foge)

Prezada Daisy,

Não, Daisy, o texto não é do Rubem Alves. Ele é meu! Eu o escrevi. Está em meu livro “Creio, mas Tenho Dúvidas”, publicado pela Editora Ultimato, com registro no ISBN, consta na página 107.

Portanto, se alguém, inescrupulosamente, atribui o texto a Rubem Alves, está sendo desonesto comigo e com a minha produção intelectual. Inclusive, sugiro que você pergunte diretamente ao Rubem Alves, se é de sua lavra “O Tempo que Foge”. Sendo ele um homem digno, honesto e verdadeiro, certamente, reconhecerá que o texto é meu.

Grato. Como você duvida da minha integridade, lamento, mas o mesmo texto tem sido atribuido a várias pessoas, inclusive a Mário de Andrade.

A única coisa que me resta é esperar que um dia a justiça prevaleça.

Sinceramente,

Ricardo Gondim

para acessar o blog de RICARDO GONDIM clique AQUI

agradecemos o alerta do leitor HELCIO TAGLIOLATTO que terminou por conduzir a duvida além das frutas “trocadas” para  autores “trocados”. lamentalvemente a internet contempla pessoas de má fé. RUBEM ALVES e MÁRIO DE ANDRADE, com absoluta certeza, estão fora dessa lama virtual.

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34 Respostas

  1. Realmente, quanto mais se pesquisa na internet, mais fica evidente a nossa IGNORÂNCIA, que abrange desde o mais até o menos letrado. Somos, de fato, um país de analfabetos funcionais. A grande maioria é a favor de “nada se cria, tudo se copia”. Pior,
    muitos acham NORMAL, é característico do brasileiro! “Pelamor de Deus”! Onde vamos
    parar? Qualquer publicação, texto, livro, etc. é de Direito do seu autor, não pode ser MODIFICADA por quem quer que seja! A não ser, claro, com autorização EXPRESSA do autor ou de quem detém os DIREITOS AUTORAIS. É todo texto reconhecido e publicado que faz parte do Acervo, do Patrimônio Cultural de um país. É como um Monumento.

  2. Pois é gente, pense que o texto em apreço fosse do Rubem Alves, mas pelos argumentos dos comentários estou convencido do verdadeiro autor

  3. Nem um nem outro, gostaria de apresentar ao sr. Mario de Andrade angolano, como citano num comentario acima…postado em seu site de ensaios…só pq alguém colocou algo em um livro e o registrou em seu nome tb não significa que seja oiginal…

  4. O texto é tão lindo e profundo que já esta fazendo sucesso no exterior, porém sendo creditado a Mário de Andrade, conforme link abaixo. Parabéns!

  5. seja quem for o autor….o texto é bom e reflexivo para aqueles da terceira idade…principalmente

  6. Olá prezado Pr. Ricardo,
    Conheço este texto há tempos e já o usei em diversas situações. Mas só agora descobri que é de sua autoria, o que me faz admirá-lo e respeitá-lo ainda mais. Obrigada por escrever e deixar registrado o que muitos de nós, ditos “maduros”, temos vontade de dizer e fazer! Lamento não ter sido eu a escrevê-lo … rsrsrsrs e a propósito desta discussão sem propósito sobre a autoria do texto, lembro-me das sábias palavras do meu irmão (Ed René Kivitz) que vc conhece muito bem: “Enquanto estiverem colocando seus nomes nos textos que eu escrevo, tudo bem. O problema será quando colocarem o MEU nome no textos que eles escrevem.” Com todo respeito aos seres humanos que são Rubem Alves e Mário de Andrade (que tanto admiramos tb), justiça seja feita ao seu trabalho e produção intelectual sim, mas entrega p/ Deus, Ele sabe quem escreveu pois foi Ele mesmo quem o deu! Parabéns por estte e por tantos outros!
    Abraço,
    Evelyn Kivitz

  7. Eu conheci o texto em 2008 e também tive a mesma dúvida que a Dayse, portanto pesquisei e descobri que o verdadeiro autor era Ricardo Godim, contudo parece-me uma paráfrase do “Valioso Tempo dos Maduros”, o que não tira o valor do texto ” O tempo que foge”, parabéns!

  8. Tem gente que posta comentário de forma apressada, sem ler até o fim…

  9. O criador e a criação devem ter importância máxima e relativa.
    Um poema deste nível, se fosse vivo, tivesse alma, certamente estaria perplexo com a quantidade de “pais” solicitando sua “adoção”. Não se orgulharia de causar inveja a tantos e tantos órfãos de carne e osso, que não são alvo de semelhante disputa.
    Dizem alguns acima, que a grandiosidade da obra dispensa o criador.
    Discordo.
    O valor da obra é universal, mas a mente inspirada é individual.
    A Monalisa se criada por outro que não Da Vinci, não teria os mesmos enigmáticos olhos. Seria mais bela ou menos bela? Seria mais famosa ou menos famosa?
    Nunca saberemos.
    Mas sabemos que NÃO foi outro além do Da Vinci quem a imaginou e conseguiu traduzir em uma tela, após sabe-se lá quantas correções.
    Parabéns ao Ricardo Gondim.
    Se ele diz que é o autor (não o dono!), por que teimamos em duvidar?
    Mário de Andrade e Rubem Alves teriam criado poemas tão belos, semelhantes e penetrantes quanto este em discussão, e seriam ao mesmo tempo tão diferentes quanto a cereja e a jaboticaba.
    Parabéns a todos por termos oportunidade de ler escritos de tamanha intensidade, e por termos escritores de tamanho nível, capazes de escrevê-los.
    E, para finalizar vamos dar a Ricardo o que é de Ricardo.

    1. Concordo com Valder: “O criador e a criação devem ter importância máxima e relativa.” Quando o texto é bom, surgem esses equívocos. Mas vai escrever uma heresia e citar como autor uma pessoa famosa, por exemplo, na hora a pessoa se defende, não é? Gosto muito de ler, mas com a internet, a velocidade das informações é incrível. Basta um postar e outros gostarem para se disseminarem inverdades.

  10. Sem querer eu encontrei um comentário do Sr. Helcio Jussioli Tagliolato, pessoa que eu conheci em Manaus-Am. Gostaria que, se por acaso, o Sr. Helcio leia este comentário que adicione-me através do e-mail sergio.souza@prosambr.com.

  11. Buscar a verdade e a JUSTIÇA é uma sede que só os íntegros sentem.

    1. Lendo seu comentário Denise, fico mais tranquilo, estava me sentindo um idiota que fica buscando as verdades e justiças. Quanto ao texto eu fui buscar o autor e me apareceu um novo: Mario Pinto de Andrade – escritor angolano – 1928-1990.

      1. Ari, a sede de garimpar as essências e o não conformismo com as coisas serem como se apresentam é um ímpeto de uma minoria(zinha), pelo que constatei em minha média vivencia. Mas importante é saber que não estamos sós e nutrir tal conduta, pois imagino que pelos escassos desejos de justiça e do triunfo do bem, é que ainda há sabor neste mundo, o qual se parece cada vez mais com uma praia poluída. Praia que outrora foi límpida e azul. Saudações. Denise

  12. maire ianaconi de oliveira almeida | Resposta

    Aqui, em Salvador, já li um poema de J G de Araujo Jorge, ganhar um premio de poesia, no jornal A tarde, na década de 1970?!?!?!

  13. Prezados amigos que adoram uma polemicana rede tudo é atribuido ao Pessoa, Veríssimo, Jabor,Quintana, GGM, preferencialmente. Jabuticaba, eu chupo, e ainda aperto pra extrair tudo; nunca me preocupei com o caroço(tem? deve ter!) cereja sim como e ainda na boca quase limpo o caroço antes de cuspi-lo. Agora cereja, jabuticaba, fulano, beltrano, a mim não interessa; interessa o recado, o conteudo, se pretensa filosofia barata, descarto. Já vi textos meus, inclusive a poesia premiada no concurso literario dos 500 anos de Cabo Frio rolarem pela rede em apresentações power point. Quer saber? fiquei muito contente de evr que alguém gostou a ponto de divulgar. Eu sei o que é meu! meus amigos chegados sabem!isso é bate boca primitivo e;ou infantil caracteristico do materialismo.
    abraços

  14. A palavra, quando dita, deixa de ser de pensamento. A palavra, quando escrita, deixa de ser do escritor e passa a ser do leitor.

  15. Recebi este email e achei linda a mensagem! Quiz pesquisar na internet a veracidade da autoria e me deparei com este debate.
    2 coisas me chamaram atenção:
    – ao invés de simplismente aproveitar as palavras, quiz comprovar a autoria, como se isso fosse o mais importante. Mostrando (talvez) que a incredulidade dos tempos modernos me invadiu a alma…
    – E, que a postura do autor, me parece, diametralmente oposta a sua obra, quando fala “…perder tempo com rótulos…” Está com bastante cereja e jaboticaba na bacia…rs

    sds,

    Luciano

    1. “O valioso tempo dos maduros” é efetivamente de Mário de Andrade, mas não o escritor brasileiro e sim o Mário (Coelho Pinto)de Andrade (1928/1990), ensaista e ativista angolano.Como Angola fôra colónia de Portugal até 1975 quando se tornou independente e sendo a cereja uma fruta popular em Portugal, é óbvia a alusão à “bacia de cerejas” que na adaptação do texto ao público brasileiro (atitude que veementemente reprovo), passou a ser “bacia de jabuticabas”.Já a citação no texto original da frase “as pessoas não debatem conteúdos,apenas os rótulos”, o autor teve o cuidado de colocá-la entre aspas “…” desta forma salvaguardando a sua autoria que suponho ser, isso sim, do escritor brasileiro Mário de Andrade (1893/1945). Já quanto ao texto “O tempo que foge” extraído do livro “Eu creio mas tenho dúvidas” isto sim que é da autoria de Ricardo Gondim, embora tenha muitas semelhanças com o de Mário de Andrade, angolano, do qual aparenta ter sido baseado seguindo inclusivamente sua linha de construção.Finalmente quanto ao Professor Rubens Alves, parece-me, salvo melhor opinião, estar ele alheio a todo este imbróglio.

  16. Prezado Ricardo, como músico profissional e compositor tenho, infelizmente, me habituado a constatar plágios, dos mais ingênuos aos mais escabrosos. Parece-me que o plágio é a mais sincera homenagem dos incompetentes. Deixo aqui o meu abraço e, se servir de consolo, lembre-se que seu texto foi atribuido a dois grandes ícones da literatura brasileira, que certamente assinariam a obra com orgulho.

  17. A discussão sobre a autoria do poema – se é seu, se de Rubem Alves – é extremamente pertinente e ncessária para o senhor, mas definitivamente não é de Mario de Andrade e alguém que conheça a obra desse poeta sabe disso. Que tudo se resolva a contento.

  18. Leitor: se este texto fosse “SEU” e estivesse sendo mal divulgado, o que o seu sentimento lhe diria, será que a sua visão diante de comentários como este mudaria? “O que importa se o texto é deste ou daquele”? Talvez nada, para os que não tem na alma um pesquisador e um bom divulgador (independente de suas ideologias internas).

    Quem edifica algo não teria o direito de assinar embaixo a obra? …se o seu trabalho está sendo divulgado, não teria o direito de se sentir orgulhoso?
    O que seria de uma escultura em uma praça, em um no museu se ninguém soubesse a sua origem? Teriam o mesmo valor as esculturas em série cujo os precursores da ideia não sabemos quem são?

    Quem são responsáveis pelos formadores de opinião? Existe uma grande diferença entre professor e educador: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.” [Paulo Freire] Se uma pessoa muito próxima tivesse escrito um texto (será que todos que escrevem gostam de ser anônimos ou não ter as suas autorias devidamente divulgadas?).

    Que mal se tem em lutar por algo que é nosso com unhas e dentes? Quem ama cuida. Sim, é bem mais fácil dizer não sei de quem é e nem quero saber, ou ignorar um apelo de reconhecimento, aqui acolá. O que pode denotar a “pseudo” indiferença nesta situação? Em primeiro instante, falta de valor por si mesmo (quem não se reconhece capaz como poderia observar as capacidades do outro?) entretanto também pode atestar uma espécie de “comodismo mental”.

    Em resumo: pior aquele que se diz entendido e faz questão de ficar de braços cruzados.

    Tem pessoas que pensam que estão dando aulas de interpretação de texto… um aluno hoje que faz um trabalho de escola e enxerta qualquer conteúdo intertextual sem identificar o verdadeiro autor da idéia estaria testando a capacidade do professor? Quem está conseguindo discriminar o que é… e como é quem? Felizmente a mentalidade dos educadores é outra: “O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.” (William Arthur Ward)

    Se o texto é de Ricardo Gondim, está na hora de “dar os nomes aos bois” que os verdadeiros autores surjam… assim como outros que estão na mesmas condições, um convite (sem apologia): visite a comunidade: Afinal, quem é o autor? (orkut)

    Segue um abraço,
    Rosangela

  19. Caro amigo Ricardo, não esmoreças pelo ocorrido, nem tentes entender o descaso alheio. Não pare de escrever. Somos sequiosos do conhecimento através da leitura, cultivando o hábito famoso do bom senso. Quando as pedras saem da frente, o caminho se abre. Te condecoro na mais sublime missão de honrar os feitos poéticos contidos nas mensagens e que rogo a Deus lhe dar inúmeras sensibilidades para que nunca falte demonstrar seu desejo de servir.

  20. Olá, Ricardo
    Parabéns pelo texto, é lindo!
    Eu já o recebi várias vezes e sempre percebi que a autoria estava trocada, uma vez que chegou até meu email com um desses autores renomados.

    Aliás, recebo – como todo mundo – muitos textos com nome de autores que nunca os escreveram.

    Lembro do primeiro que me chegou e eu “saquei” a falsidade… foi há dez anos, mais ou menos. O texto é bem conhecido, “saudade”, dizendo ser de Miguel Falabella. Eu logo percebi que estava trocado: o Falabell escreve escrachado, não teria sensibilidade para aquela escrita. Fui pesquisar – não havia o google ainda – e, busca aqui, busca ali, descobri uma crônica de Martha Medeiros no site Almas Gêmeas, era hospedado no Terra. Retornei aos endereços que vieram – em Cco, lógico .
    Mas a história se multiplicou de maneira vetiginosa. Até hoje ainda recebo como do Falabella… e lá vou eu explicar tudo de novo…

    Até uma professora de Literatura, que me ensinou a perceber nuances do gênero pessoal do escritor, até ela me enviou dizendo ser do Falabella… e ela tem enviado outros como sendo do Mario Quintana, que tenho vontade de chorar… como é que ela “desaprendeu”?

    O blog de Emilio Pacheco esclarece várias dessas situações:

    http://emiliopacheco.blogspot.com/2006/07/os-falsos-quintanas.html#4409302276382977349

    Um abraço de
    Rosah

    1. Rosah, o que eu recebo “Saudade” como sendo do Miguel é na verdade de MARINA COLASSANTI, esposa do tb poeta Affonso Romano de Sant´Anna. Martha Medeiros, essa gaucha fantastica, escreveu muita coisa linda, a considero a melhor cronista da atualidade, mas Saudade… nao é dela, nao!
      1abraço

  21. Boa tarde!
    A mim não cabe discutir de quem quer que seja.
    Parece-me e é de Mário de Andrade.Mas se for de Rubem Alves pouco importa.
    O que importa é o conteúdo.
    Sim,o que importa é o conteúdo.
    De que adianta discutirmos coisas banais neste momento sendo que o que conta é o que fazemos de bom,das risadas que dou e darei ,dos meus feitos,da alegria que me dão,das pessoas que conheço e que me acrescentam e que não aparecem para saber se sou bonita ou feia,se sei me comportar,se tenho bens materiais ,se sou elegante ….
    Enfim,vivemos uma fase de descobrirmos a essência,a identidade do outro,das coisas .
    Deixemos de fragmentos,rótulos.
    Sentimos falta desse olhar .
    Para quê discutir ;o poema é meu,não é do fulano?
    Ando cansada de meias palavras .
    Amei !

    Obrigado!

    1. Mia, facil dizer quando a autoria do texto não é nossa.

      Gostaria de saber se voce continuaria a pensar assim, constatando que um texto de sua autoria, circulasse na web, com crédito a outrem.

      De fato, temos mesmo que fugir aos rótulos mas creditar a César o que dele for!

  22. Oi, Ricardo Godim.
    Creia: a verdade é soberana.Ela vai triunfar.Não percarmos tempo com esses idiotas da NET que são desonestos e incautos ao atribuir autoria aos textos.Afinal temos poucas jabuticabas/cerejas na
    bacia , não é?

  23. fantastico abs

  24. Jose Antônio de Azevedo | Resposta

    Esta discução me assusta. Estou iniciando na arte literária e não sabia que poderia haver este tipo de velhacaria. Estes textos que postamos nos sites sociais, então, é fácil de ser plagiado? O seu que você prova estar no livro, registrado e acabado fazem isto!!! Como não fariam com os textos de pessoas que postam em sites sociais, heim???

  25. A verdade um dia aparece.
    É um princípio bem Cristão.
    Sob o olhar de Deus a mentira um dia se dissolve.
    Não sei porque se apossar de um obra literária.
    Sempre surge uma situação desta.
    Boa noite, Didi tenório/AL

  26. Meu Deus, o que é a internet!

    Curiosamente, ontem minha esposa se espantava ao deparar com uma situação (ela é da área de Propaganda e Marketing) vergonhosa de plágio, e a pessoa que plagiava ainda ganhava dinheiro com isso nos meios intelectuais da área.
    Fico contente que, ao menos neste caso, se chegou à verdade, e congratulo o editor J.B. Vidal pela seriedade ao pesquisar a situação.
    Hélcio

  27. Bom dia
    o original não consta Jabuticabas no lugar de cerejas??
    Porque teria sido alterado para uma frita não barsileira, logo para ele, o maior defensor da brasilidade?

  28. Há sessenta e cinco anos de sua morte é surpreendente a pertinente atualidade desse texto. Além de um grande poeta, um intelectual ainda maior, notabilizado pelo seu papel de vanguarda. Não conhecia este texto mas tudo indica que faz parte da “República das Letras”. É isso aí, meu editor?
    Obrigado Vidal, foi a parte mais saborosa do meu café da manhã. Degustei mas não vou digerir. Esses conceitos há muito que habitam meu espírito, apenas não tive essa requintada criatividade de expressá-los em palavras.
    “Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade”. Bem, meu caro amigo, você é uma dessas pessoas..

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