O nome falso que Salman Rushdie usou enquanto durou a sentença de morte contra ele vai batizar o livro de memórias do escritor britânico nascido na Índia.
“Joseph Anton” terá lançamento mundial em 18 de setembro. No Brasil, o livro sairá pela Companhia das Letras.
Em 1989, após a publicação do romance “Versos Satânicos”, o aiatolá Khomeini, do Irã, anunciou uma “fatwa”, um decreto religioso que naquele caso estipulava uma sentença de morte, contra o escritor, alegando que o livro blasfemava o islã e o profeta Maomé.
Rushdie viveu por nove anos escondido e sob proteção policial, até que em 1998 o governo do Irã anunciou que não mais incentivaria o cumprimento do decreto religioso.
Segundo a editora Random House, que publicará “Joseph Anton” no Reino Unido, quando passou a viver escondido o romancista escolheu o pseudônimo –exigido pela polícia para dar-lhe proteção– em homenagem a dois de seus escritores prediletos: Joseph Conrad e Anton Tchékhov.
| Zsolt Szigetvary/Efe | ||
![]() |
||
| Escritor Salman Rushdie durante entrevista coletina em Budapeste em novembro de 2007 |



