188 anos da imigração alemã – dia 25 de julho de 1824 / por paulo timm – portugal.pt

 

Há 188 anos, dia 25 de julho de 1824, 39 colonos alemães chegavam  à Feitoria do Linho Cânhamo, oriundos do veleiro Anna Louise,  dando início à aventura da imigração teuta no Rio Grande do Sul. Este dia ficou consagrado, no Brasil, como o “DIA DO COLONO”, hoje pouco lembrado. Seus nomes ficaram registrados  e se encontram na obra de  Telmo Lauro Müller- UM MARCO NA HISTÓRIA GAÚCHA.

Eu tenho a honra de ser o sexto na descendência de um deles – o Patriarca Heinrich Timm. Meu pai  era Olacyr e meu avô Álvaro, com o qual convivi até sua morte, em 1954;  os “bisas” foram  Vô Andréa, de quem só ouvi falar, quem saiu da colônia para lutar na Guerra contra Rosas, no Uruguai, no início de 1850 acabou  em Santa Maria, onde fez família. Seu pai era  André, filho do Patriarca,  dele já nascido em terras brasileiras.  Digo-os como homenagem a todos aqueles bravos  homens contratados por um agente do Governo brasileiro, o major  Von Schafer,  que estava no Brasil desde 1814 e que veio cair nas boas graças da  Princesa austríaca D. Leopoldina, filha do Imperador Francisco I , da Áustria,  quando esta, casando-se com  Dom Pedro I, veio para o Brasil.

Fala-se em imigração alemã para o Rio Grande do Sul, mas, na verdade, àquela época não havia uma Alemanha unificada. Naquela região pululavam diversos reinos e ducados. A Áustria, porém, de origem também germânica, era o centro do mundo, depois de ter derrotado Napoleão e congelado seu internacionalismo militante de boca de canhão. Ela comandara no continente europeu, a realização do Congresso de Viena, em 1815 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_de_Viena-  e, desde essa cidade comandava a reconstrução conservadora das áreas devastadas pelas guerras. Não permitia, sob hipótese alguma, o recrutamento de soldados, com medo de uma recidiva belicista, mal desconfiando que, a partir daquele momento, o perigo não seria mais externo, mas interno. Em 1848, várias cidades europeias seriam varridas por revoluções sangrentas. A proletarização das cidades inchadas  com o advento da era industrial e  a inflamação do discurso iluminista,transbordando para o socialismo,  estava num curso inarredável.

A difícil missão de angariar colonos e contratar soldados alemães para os Batalhões de Estrangeiros do Brasil, coube ao Major Johann Anton von Schaeffer, que havia chegado ao Brasil em 1814 e conseguido granjeara amizade de D. Leopoldina, pelo interesse de ambos nas ciências naturais.

De posse de uma procuração que o nomeava de “Agente de afazeres políticos do Brasil”, Schaeffer encontrou inicialmente grandes dificuldades em contratar soldados na Alemanha. A exportação de soldados era proibida, desde o Congresso de Viena em 1815, pois as grandes potências europeias ( Prússia, Inglaterra, Áustria e Rússia) não permitiriam o surgimento de um outro “Napoleão” no mundo, e , D. Pedro I, com a independência do Brasil foi considerado um usurpador do poder, um rebelde que traíra o pai.

(http://www.marquardt.com.br/hist_imigr6.htm)

 

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Formou-se na UFRGS – Economia,

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA
Técnico de Planejamento · Brasília
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