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Arquivo da categoria ‘poemas’

Quase todos os que estudam o haicai acreditam que Bashô escreveu seus poemas de acordo com a iluminação Zen. Portanto, pensam que o haicai é uma poesia que nasceu do zen-budismo. Mas o próprio Bashô disse que não era bonzo nem adepto da seita Zen, apesar da grande amizade com o bonzo Bucchô.
Pode-se dizer que [...]

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Quando a palavra “eu”,
Prevalece em auto-enaltecimento,
(eu faço,eu viro,eu mexo… ;) O sentimento “NÓS”,
Desprevalece na mesma proporção.
 
Então,
Ao invés deste iludido enaltecimento,
Prevalece a sensação de sofrimento,
E quando ainda assim,
Não presta-se à conscientização,
A própria dor perde função.
 
E as “vítimas” deste pseudo-amor,
Auto-produzidas em dor,
Não assumem a própria vitimação,
Desintegradas,
 
Partem-se, Excluem-se, Separam-se. 
 

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Quando fores dormir, ó bela tenebrosa,
Em teu negro e marmóreo mausoléu, e não
Tiveres por alcova e refúgio senão
Uma cova deserta e uma tumba chuvosa;
Quando a pedra, a oprimir tua carne medrosa
E teus flancos sensuais de lânguida exaustão,
Impedir de querer e arfar teu coração,
E teus pés de correr por trilha aventurosa,
O túmulo, no qual em sonho [...]

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Para Saramar, a aprendiz de poeta (que mentira!), em luta constante com as palavras
 

 
 
Palavras são lepidópteros
a riscar desenhos invisíveis frente a meus olhos.
Bruxuleantes, gatafunhantes, coisa de criança,
que é pra ninguém entender na primeira leitura.
E como fiz uma boa rede de caçar borboletas
às vezes eu as capturo, uma a uma,
e colo em um pedaço de papel
onde [...]

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Não usa sapatos novos
Nem assoma na janela
O uivo de sete paredes
Nosso medo
 
Ruas mal-iluminadas
Pedra assentada no ombro
O que espreita na lida
O nosso medo
 
Signo de nenhuma estrela
Crucificada no erro
Em vestes corruptíveis
Nosso medo
 
Fala pelos cotovelos
Entre ossos e lama e aço
Cerra olhos e punhos
Nosso medo
 
Não tem a morte no rosto
Não oferece a outra face
Ferro e fogo do verso
O nosso [...]

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                        “…executo meus versos na flauta das minhas vértebras…”
                                            (Maiakóviski)
                          
                                    (líricas de um evangelho insano)

A taça de espumas seca o signo.
A matéria mágica dos sonhos
se molda ao pensamento.
Meus dedos cegos de luz
se alimentam e moldam a argila,
e o peso do teu breu molda
a minha alma incandescente.
Desde sempre moldam-se
os golpes da adaga,
desde sempre as margens
e as cabeceiras [...]

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Olá! Prezado JB Vidal,
Tenho trabaiado munto
Mas, referente ao assunto
De escrivinhar poesia
Pra  mim, é sempre uma alegria
Esse poeminha metido a poesia com arguns pés quebrados, eu escrevi em homenagem a mió coisa que Deus já criou nesse mundo, A M U I É… Hehehe
Veja-o.
         A MULHER
 
Eita! Que Deus tava inspirado
Quando fez sua maior obra prima
Acho que [...]

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I glance at the Universe
expecting to feel it,
pulse together, be limitless, be complete
 be it,
slowly, the image fades away
with no horizon, the retinae cannot remain focused
vision becomes heavy, eyes close, head over heels,
I spin inside myself
sweat rivers of salt,
feel and do not feel,
see everything and nothing
poorest, I  am  great,
great, I am my own Cosmos
look at indeed, [...]

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Alma rosa chá.
Vestida de rosa chá.
Na casa rosa areia.
Leva - enquanto passeia -
um oceano de espantos
nas mãos:
Cinzas de rosas
no ar do quarto do avô
morto.
Mistério ácido na boca
- sabor do fruto vítreo -
de figueira desconhecida.
Açúcar cristal brilha
- mínimas estrelas -
nas mãos.
Céu rosáceo de Dali
desce ao chão
e incendeia
o futuro lilás:
rosa chá + azul anil
Linhas do destino
emaranhadas
- já [...]

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Sabe aquela lua âmbar que apareceu ontem à noite? Linda, né?
Pois é… os homens são apaixonados pela lua. As mulheres não.
As mulheres são apaixonadas por homens que se apaixonam pela lua.
 
A lua e eu
 
Infelizes rivais, somos
A lua e eu.
 
Ela no espaço,
Longe dos seus braços
Contenta-se em segui-lo,
Sem nunca alcançá-lo.
 
Eu, tão perto, [...]

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JIA LÉVISTA

o signo quer existir existe sem minhas nominações :significante ou significado: sujeito ou objeto reflexo do reflexo sua nathureza isenta do olhar do homem o signo quer viver anárquico independente corrido na frente do pensamento jksdfjklsdfnb
fdsbjjkdjJKSDFmn
bejaseeuh
o signo insuflado de revoluções no mundo do incriado núcleos funções desígnios das partículas comunicantes
no mundo do incriado [...]

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I Ching
 
 
 
                  ou fico
 
 
 
                ou pássaro
 
 
=
 
 
                o dia acorda
 
           com cara de boa noite
 
               estrelas no chá 
 
 
=
 
                 antes só capim
 
              olhares de ikebana
 
              florescem o jardim
 
 
-
 
                 poeta róe
 
           todas unhas do dia
 
         lambe dedos da noite
 
=
 
 
                   cheguei amargo
 
                minha flauta doce
 
                    nem se toca
 
 

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                                        para Isabela
 
Teus olhos,
abrem o mundo…
inauguram o destino…
Teu ser…
luz que escavou o ventre em busca do amanhecer,
é a véspera de toda  ventura
o talvez de tudo
uma aurora retirada do mistério.
Passo a passo… e encantada…
ressurgiste na semente peregrina
caminhando como seiva palpitante.
Penetraste nos segredos da criatura
decifrando os idiomas do encanto.
Atravessaste as fronteiras do impasse
e de forma em forma, [...]

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De tempos em tempos penso no tempo
Tempo atemporal
Sobra diáfana

Augusta suspensão
De corpo ausente

Augusta interlocução
De mente presente

Correndo em direção
Não da discórdia
Não da concórdia

Correndo em direção
Do tempo

No contratempo
A gente se encontra

No compromisso
Dá gente nervosa

Na métrica
Mecânica
Da forma
Tempo desloca
Assumidamente sem compromisso
Daquilo que sei.

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Nas mãos do vento as chuvas amorosas
vinham cair nos campos de dezembro,
e de repente a vida rebentava
na força muda que as sementes guardam.
Nas ramas verdes rebentava a luz
e a doçura do tempo transformava
a terra e o gado na pastagem tenra
na alegria dos rios renovados
Cheiro de gado e de currais suspenso
no ar que os dedos do [...]

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Antes que a dor me arrie,
Emulo um lance de sorte
E empano a extinta alegria
Eu  a empunho como estandarte,
e a porto por toda parte…
(…rio só noites e dias!)
E a emprego de arma de marte
com artes de artilharia
E miro o motor da morte…
 
- Algoz com as minhas algias!!!
 

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