Arquivos Diários: 28 novembro, 2007

PROGRAMA do JÔ investigado pelo MPF

caricatura-28.jpg O Programa do Jô, exibido depois do Jornal da Globo pela TV Globo, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro por suposta manifestação de preconceito. A informação foi divulgada pelo MPF nesta segunda-feira(26).O programa do dia 18 de junho deste ano exibiu uma entrevista com o escritor Rui Moraes e Castro sobre a mutilação genital a que são submetidas mulheres angolanas. Após a entrevista, a campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania” – projeto que visa melhorar a qualidade da programação da TV brasileira – recebeu inúmeras denúncias de organizações sociais feministas e ligadas a comunidades negras.As denúncias recebidas acusavam o entrevistado e o entrevistador de manifestação de preconceito racial, especialmente em forma de ironia. Durante o programa, o entrevistado buscou relacionar o penteado das mulheres negras de Angola com as suas vaginas. As denúncias também acusam o programa de fazer alusão à pedofilia.A procuradora dos direitos do cidadão do MPF do Rio de Janeiro, Márcia Morgado, é a responsável por averiguar se realmente houve desrespeito às comunidades negras. O caso está sendo investigado. Radioagência , Vinicius Mansur.

GIULIANI no RIO – por walmor marcellino

Sérgio Cabral sempre foi não-confesso entusiasta do puritano Rodolfo Giuliani (de origem mafiosa), ex-prefeito republicano de New York e hoje candidato à substituição do êmbolo George W. Bush. Alegam amigos (dele, Cabral) que ele foi convertido ao clã Giuliani ao jurar-se na defesa da Guanabara branca contra negros, mulatos, pardos e mestiços da periferia do Rio de Janeiro, geralmente elevados na orografia carioca às moradias com maior descortínio turístico e valorização imobiliária. Mas “Honni soit qui mal y pense”?Seus inimigos, entretanto, afirmam que cretinice e identificação ideológica não têm causa única e certa; assim, esse “patife ilustre” fez carreira no PMDB carioca como poderia ter escolhido outro partido semi-ideológico qualquer; se o importante era ocupar o vazio ético no Rio ante um perfeito Democrata (digo, do PFL), prefeito César Maia.Ninguém deu a notícia por falta de provas objetivas, porém coincidências tantas comprovam o fato: sabíamos que Rodolfo Giuliani, o famigerado nazista ex-prefeito de Nova York, tem idéias ultraneoliberais e assim seus simpatizantes na América Latina como na América latrina. Ficava evidente que se nossa “imprensa livremente democrática” tem em George W. Bush seu ícone republicano-liberal, por que não em Giuliani, que conseguiu prender, arrebentar e matar negros, “chicanos”, latinos e pobres, fazendo “justiça” com as próprias patas; ajudando a depurar a cidade de New Amsterdam e os Estados Unidos da americana cidadania de segunda classe, que hoje corresponde a dois terços da cidade e daquele grande país?A intelligentsia que cerca Sérgio Cabral (Jr.) recomendara-lhe o golpe de mestre: “importe a filosofia e as técnicas suasórias de Rodolfo Giuliani antes que o “bandleader” Rodrigo Maia o recomende e o “gauleiter” (pai) César Maia o faça. E mesmo o Lulinha Paz e Amor não terá objeções, uma vez que, sendo neoliberal de esquerda, reconhece na direita o direito à boa convida e sobrevivência vasta; e daí ficará tudo ao par.Passim essa unanimidade ideológica no combate à exclusão social por vias diretas foi um passo. A sociedade brasileira viu e  acostumou à “blitzkrieg” contra os sudetos, os combros e escombros das moradias em morros cariocas. Apenas passaporte carimbado por país desenvolvisto, comprovação de moradia regular no asfalto e renda superior a US$ 120,000.00 a/a. garante imunidade ante as SA (digo, grupo tático móvel) de Sérgio Cabral. Convenhamos, foi assim que Cabral descobriu o Brasil; na marra. E quem souber que conte outra.