Arquivos Diários: 30 novembro, 2007

A FARSA das FEMINISTAS por paula lameu



Desde que o mundo é mundo a “supremacia masculina” está estabelecida. A partir daí as mulheres tinham duas escolhas: aceitar a condição imposta ou lutar para mudar essa situação. O direito de votar e de trabalhar são duas de muitas conquistas, entretanto essas conquistas variam conforme a cultura, região, contexto histórico e religião da sociedade.

As mulheres brasileiras desfrutam de uma posição de prestígio em relação àquelas de países como a Arábia Saudita, Paquistão e China, sem contar com países africanos.

No Brasil, a mulher é valorizada por conciliar trabalho, filhos, marido e casa. Destacam-se nas empresas por possuírem a capacidade de enxergar diversos problemas, em determinada situação; possíveis soluções e as consequências que acarretariam cada decisão tomada.

O que significam realmente essas “conquistas” femininas? Todas as mulheres que lutaram, o fizeram contra que, ou quem? Com que objetivo?

As mulheres que lutavam por direitos iguais não queriam o reconhecimento da condição de mulher, mas o de se assemelhar ao homem.

Sabe aquela velha história “mulher no volante, perigo constante”, pois esse é o melhor exemplo a ser dado. Uma mulher só conseguiria dirigir direito se dirigisse como um homem, ou seja, nunca, uma mulher por si dirigirá direito, a menos que troque de posição social e passe a agir como homem.

A relação de diferenciação homem/mulher é explicada por Stuart Hall, em , afirmando que algo só pode ser estabelecido mediante a diferenciação pelo outro. A mulher só se reconhece como tal por indentificar o homem como diferente dela. Não existe um meio-termo, o que há é a troca de pólo, ou seja, a mulher para dirigir bem, muda para o pólo masculino, não há troca de condição de que a mulher é quem dirige bem.

Toda relação de diferenciação se dá pelo binarismo – dois pólos opostos – e é cercada por relações de poder, onde um pólo é dominante e o outro é dominado, um certo e o outro errado. O que exerce a função de dominante não abrirá mão de sua condição, assim a mulher sempre estará fadada a posição de má motorista. A luta das feministas sempre foram os direitos iguais para as mulheres que, na verdade é a tentativa de reconhecimento da ocupação da posição do pólo oposto, o masculino. Não houve nenhuma ruptura significativa em qualquer sociedade ou época.

As mulheres precisam refletir e determinar seu real objetivo se é mesmo parecer cada vez mais com os homens ou proporcionar alguma ruptura nos padrões da sociedade.

O clichê é válido como conclusão: “É assim que se faz um país mais justo”