Arquivos Diários: 7 dezembro, 2007

CATARATAS DEL YGUAZÚ conto de josé alexandre saraiva

Sutil Teatro de la Vida

Es noche, noche alta. Estoy solo en las Cataratas del Yguazú. El virginal aire del Parque Nacional – señor de todas las tonalidades de los distintos verdes de las hojas – y el arcoiris en plenilunio, en silencio, filtran mis sentidos hacia un lujoso espectáculo. Por un momento, cierro los ojos. Me detengo en la ruidosa sintonía de las invencibles aguas. En velos perennemente alineados, ellas se arrojan de las majestuosas alturas, escenario de magnífico teatro diseñado por Natura en una inconmensurable pantalla semicircular.
 La sensación es la de estar frente al show de los tiempos. Anhelante, escucho más allá de mi respiración, de una sola vez, columpiados en intangibles sábanas de espumas, a un paso de distancia, el murmullo de todos los siglos; los estallidos  de todas las bombas; el silbar de todos los azotes; el silencio de todas las lágrimas; el “arroz con leche”de todas las criaturas; la orquestación de la caricia de todas las manos en la apoteosis del amor y de la paz. Oigo nitidamente el despertar  de las azucenas; el adiós de todas las hojas caídas; la disonancia de todas las ambiciones y mentiras; el rastreo de los lacayos; el estallido de Hemingway. Repercuten el diapasón de la verdad; el eco de todos los verbos; los versos de todos los poetas; el suplicio de todas las ejecuciones y de todas las selvas en llamas; el cantar de todas las aves y grillos; el zumbar de todas las cigarras y la sinfonía de todos los sapos. Puedo distinguir  aún los motores de todas las fábricas; el silbido de todos los vientos; el  ladrido de todos los perros; la ondulación de los océanos; el ruido de todas las puertas; las gotas de todas las lluvias; los minuteros de todas las horas; los pregones de todas las bolsas. Voces fuertísimas acusan, otras, pianísimas, perdonan.  También arrullan allí los suspiros, muchos suspiros de esperanzas perdidas; sollozos postreros de los que parten, llantos de los que quedan y la triste melodía de todas las añoranzas. Todo delante de mí, vibrando rítmicamente y desparramándose para siempre, irreversiblemente, en sonora y armónica sincronía rumbo a la eternidad de todos los más allás, de todos los misterios, de todas las dudas, de todas las búsquedas. Y yo, público espectador.
En una mezcla de éxtasis y miedo, dominado por la sinergia existencial, resuena dentro de mí el temblor de abisal distancia entre lo que pensaba ser y todo lo que existe más allá de los remansos de los ríos. Abro los ojos y miro al arcoiris envuelto en espesa niebla , que flota, acunando el baile de la golondrina nocturna.

Él me dice:-        
Es todo.  Con todos los colores visibles e invisibles…

Arrebatado, me dejo aletear en las alas de una mariposa azul. Flotando más adelante, allí cerca, veo las candilejas silenciosas del encuentro de las aguas de los ríos Yguazú y Paraná. Luego del profundo abrazo – hermanadas  en nuevo y único lecho, que conduce el auriverde de Brasil para márgenes de otros parajes -, velos plateados lentamente ocultan la luna, oscureciendo la noche y quitándole  a las aguas su color de plata. Miro de reojo el arcoiris que se desvanece. Las luces del teatro se van apagando inapelablemente y las primeras luciérnagas sentinelas  se presentan, titilando el encanto de sus bujías en los imperceptibles vericuetos de la oscuridad.            
Las hojas  de la arboleda bajo la cual me encuentro desde el comienzo del espectáculo hace mucho están  lloviznando sobre mí los copos emanados de espumas tiradas por soberbias piedras. Estoy  mojado, y mi cigarrillo, amargo, exhala su veneno, ahuyentando los afables y receptivos quatíes  que estaban merodeando. Estoy de vuelta.  Siento el mal aliento de la Civilización.            

Y una vez más, Dios fue aplaudido.

INVENÇÃO de LF conto de luis felippe leprevost

E se eu o chamar de LF? Parece-me bem, é justo. Aqui entra na história LF. Explico: Lembra que teve um momento lá atrás (ler Fagulhas, irrelevantes fragmentos de narração) em que me levantei e fui ao banheiro? A propósito dessa ida farei agora um flashback para o interior do banheiro.

O barulho do mijo na água da privada. Alguém que tivesse usado antes de mim aquele sanitário também não havia dado à descarga. A água suja, amarelada de um amarelo espesso e escuro. Preciso diminuir o café. Chacoalho o membro (como naqueles textos que a gente pode ler no http://www.contoseróticos.com.br). Ele mesmo, o pau, está um tanto encolhido, em respeito ao frio, espero, o que dificulta um pouco a manobra. Caem pingos na cueca. Levando o zíper da calça. Preciso decidir se lavo as mãos ou não. É líquido o sabonete que tem ali, odor de morango. Ok, excepcionalmente as lavo. Minúcias de decisões que devemos tomar nos banheiros. Depois faço um bochecho com água da pia. Enxáguo o rosto, a barba fica empapada. Enxugo-os com a toalha de papel. À força arranco do maldito suporte mais uma folha. E enquanto esfrego o rosto com uma terceira toalhinha me sinto culpado, meus olhos acabam de se deparar com a frase duas toalhas são suficientes para secagem das mãos. Mas estou secando a boca e o queixo babado, menos mal para o meu lado, é, afinal, uma boa justificativa à meu favor. Droga, com a quarta toalha penso não em enxugar o rosto, mas em apagá-lo.

É, estou me olhando no espelho. O que vejo? Barba, muita barba, como fosse um terreno baldio tomado por vegetação o meu rosto. Em meio aquela fauna e flora meus óculos se anunciam cheios de rancores em relação ao que me ajudam a ver. Por trás dos óculos, olhos verdes. Olhos verdes com chuva de granizo dentro. Meus cabelos são aloirados, alguns fios brancos. É uma vasta cabeleira que ainda não decidiu se vai cair ou embranquecer.

Visto um pulôver claro, cor magenta, manchado de café. Um corpo. Um corpo que nos últimos seis meses perdeu uns trinta e poucos quilos e mesmo assim ainda está mais para Pingüim do que para Batman. Pelo menos não sou um daqueles idiotas do Clube Curitibano que ficam disputando para ver quem é que agüenta correr por mais tampo encima de uma esteira ergométrica, para depois no Bar do Tênis se vangloriar por ser o novo campeão da Olimpicc.

Espelho espelho meu será isto aqui um filme de Jim Jarmusch? É a chance que tenho para me inventar. Talvez seja bom me ver assim tão turvo, desfocado. As deformações estão mais por trás da imagem que vejo. A máscara não é a própria cara, porém não é capaz de não traí-la repetindo suas feições e expressões de impiedosa auto-denúncia. Não sei se sou capaz de me construir em detalhes, e não me importo. Sei que informar a um leitor que o personagem não reagiu, que o personagem é todo ele a ausência de um sorriso, sei que tais detalhes dirão mais sobre ele do que construí-lo minuciosamente osso a osso.

Dou outra olhadela no espelho, a última, antes de sair do banheiro. Sei que construo de mim alguém que poderia ser chamado Solidão. E a meu ver tudo isso é menos que diabólico, menos que angelical. Devo ser um personagem que ficará no meio do caminho. As medidas daquilo que invento estão em meu punho doído, na força que os dedos têm que fazer para manter a caneta correndo no papel. As que estão ali em minha frente certamente são feições de tristeza.

Penso: Admita, paspalho, admita que você aprendeu direitinho a mimese da tristeza. Você é um canastrão, o melhor papel que faz é de macho condoído. Todas as ausências de caras-e-bocas, todas as faltas de entusiasmo se assiste em tua cara. Nem essa overdose de inconsciência te salva. Você é um cachorro, um dog, dos mais desprezíveis, você e tua cara de carente profissional, abanando o rabo para primeira garotinha um pouco esperta que aparece na tua frente.

Agora me pergunto se cachorros morrem de amor. Não, cachorros não morrem de amor. Cachorros morrem atropelados. Morrem da falta de ração. Mas não morrem, não mesmo, de amor. Se ao menos eu fosse um cachorrão fodedor, teria uma mandíbula temida e desejada. Deixaria minha marca indelével em cicatrizes eternas.

Será esse o personagem que busco? O sujeito que fará par romântico com S? Será essa triste figura o meu LF? Devo temê-lo? Quanto tempo de pesquisa frente a um espelho para extrair algo real de dentro daquela imagem, algum sinal de que ali há vida? Mas espelhos não guardam nada, espelho não guardam nem borrões de lembranças. Só um kamikaze procuraria um personagem onde seus piores sentimentos vieram à tona. 

ESPERANÇA poema de joão batista do lago

(Para o poeta Manoel Andrade)  

Disse-me o Poeta:
– ainda não encontraste a porta da Esperança!

– De fato, Poeta, ainda não atravessei a porta!
E confesso-te, ó Mago das Palavras:
Sou deveras criança a caminho do Sol.
Não tenho pressa…

Nos meus umbrais, ó Poeta,
Ôntica é a Esperança, que se
Lança na eternidade do em-mim de si
Sendo não Ser para sempre Ser.

Não tenho dúvidas, contudo, há-de a
Esperança um dia tornar-se presença…

Estrela que se fixará no céu da eternidade,
Donde, como Zeus, amarei a humanidade!
Donde, como Dionísio, sorverei do vinho da sanidade!
Donde, como Apolo, iluminarei toda dignidade!
Donde, como Deus, serei eu-em-si por toda eternidade!
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ATENÇÃO, COM A SAÚDE! ATENÇÃO! por dr. dráuzio varella

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“No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer.Daqui a alguns anos,teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro,mas eles não se lembrarão para que servem.”

Dr. Dráuzio Varella    

QUANDO CHEGA O VERÃO – pombos

Pombos trazem micose que pode matar. Perigo aumenta no verão

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Calor e umidade aumentam o risco de doenças transmitidas por animais que vivem em bandos, como aves e morcegos. Temperaturas elevadas e umidade excessiva criam um ambiente propício para a maior incidência de casos de doenças transmitidas por animais de hábitos gregários (que vivem em bandos), como aves e morcegos. Uma das complicações que podem se tornar comuns nesta época do ano é a criptococose, mal que atinge o aparelho respiratório e o sistema nervoso central, podendo levar à morte. Temperaturas elevadas e umidade excessiva criam um ambiente propício para a maior incidência de casos de doenças transmitidas por animais de hábitos gregários (que vivem em bandos), como aves e morcegos. Uma das complicações que podem se tornar comuns nesta época do ano é a criptococose, mal que atinge o aparelho respiratório e o sistema nervoso central, podendo levar à morte.