ESPERANÇA poema de joão batista do lago

(Para o poeta Manoel Andrade)  

Disse-me o Poeta:
– ainda não encontraste a porta da Esperança!

– De fato, Poeta, ainda não atravessei a porta!
E confesso-te, ó Mago das Palavras:
Sou deveras criança a caminho do Sol.
Não tenho pressa…

Nos meus umbrais, ó Poeta,
Ôntica é a Esperança, que se
Lança na eternidade do em-mim de si
Sendo não Ser para sempre Ser.

Não tenho dúvidas, contudo, há-de a
Esperança um dia tornar-se presença…

Estrela que se fixará no céu da eternidade,
Donde, como Zeus, amarei a humanidade!
Donde, como Dionísio, sorverei do vinho da sanidade!
Donde, como Apolo, iluminarei toda dignidade!
Donde, como Deus, serei eu-em-si por toda eternidade!
__________

2 Respostas

  1. João Batista, meu irmão na poesia!
    Obrigado pela honra do teu poema. Não esperava que minha singela observação motivasse, em você, tão transcendentes promessas. Mas, na verdade, que seríamos nós, os poetas, sem a química da esperança e o ingrediente dos sonhos? Pois que agora, pelo encanto da poesia, eles possam entrelaçar nossas almas nos caminhos da imortalidade.
    Te abraço fraternalmente, com meu lírico carinho…Manoel de Andrade

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