ESSÊNCIAS VERDES MASTURBADAS por benny franklin

Frasco n° 7

Por mais
Que as parábolas do mormaço
Gozem flâmulas em porções metafísicas,
Ou em medidas poucas se enervem;
Ou se dêem repartidas
Como etílicas boulevards belemitas;
Ou se dêem esqueléticas às madrepérolas despedaçadas
Embrenhadas de ponta cabeça
Em grande-profundas gretas,
É nelas que o pingar desbotado
De São Paulo se dá —,
Onde as flôres surrealistas do poeta
Prostituem-se em bando
(E sem tempo definido),
Copulam-se em prédios e praças,
Como as libélulas bissexuais
De São Petersburgo
Que veneram a gula sem desdizer das broxas enervadas,
Já que, entre si, todas,
Não se suportam,
Nem temem a fomedez
Do ovário.

Uma resposta

  1. Benny:

    – Vivemos nesse velho cais da poesia.

    ( As palavras chegam, e apaixonadas andam sob
    as sombras das árvores.

    E do mormaço sairá o poema maduro?
    E da chuva sairão sílabas melnacólicas?
    E dos prédios ( esse deserto vertical)
    descerão os amantes das praças? )

    O poeta é um metafísico em ruas-rios.

    Belém: é essa elegância tecida de águas : daí
    nasce o sexo das letras : o viver onde estamos : visíveis ou invisíveis : como paixão
    de Adão e Eva no paraíso etílico dos bares.

    E o calor…Flores e amores nele se deteriam.
    Tarde (ah, as nossas tardes) e manhã se abraçam: nossas libélulas…

    E sol e chuva: dois amantes.O sol: nosso pai
    A chuva: nossa mãe.

    Abraços > irmãozinho Benny.

    Ronaldo Franco.

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