MARQUÊS de SADE por editoria

marques-de-sade-011.jpgDonatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade (Paris, 2 de junho de 1740; Saint-Maurice, 2 de dezembro de 1814) foi um aristocrata francês e escritor marcado pela pornografia violenta e pelo desprezo dos valores religiosos e morais. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava em um hospicio, encarcerado por causa de seus escritos e de seu comportamento. De seu nome surge o termo médico sadismo, que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros. Foi perseguido tanto pela monarquia (Ancien Régime) como pelos revolucionários vitoriosos de 1789 e depois por Napoleão.
Além de escritor e dramaturgo, foi também filósofo de idéias originais, baseadas no materialismo do século das luzes e dos enciclopedistas. Era adepto do ateísmo e obcecado por fazer apologia do crime e afrontas à religião dominante. Em seu romance Os 120 Dias de Sodoma, por exemplo, nobres devassos abusam de crianças raptadas encerrados num castelo de luxo, num clima de crescente violência, com coprofagia, mutilações e assassinatos – verdadeiro mergulho nos infernos, sem nenhuma concessão ao bom-gosto. Esse romance foi produzido durante sua prisão, manuscrito em letras miúdas num rolo feito de papéis colados, e teve sugestões dadas pela mulher do marquês, Renné, que passou parte da vida defendendo o marido nos tribunais e só se separou dele quando o marquês foi libertado da cadeia, num breve intervalo de vida livre pós-Revolução Francesa.

CRONOLOGIA:

1740. Dia 02 de junho, nasce em Paris, Donatien-Alphonse-François de Sade, Marques de Sade. Dos quatro aos 10 anos, primeira infância no “Comtat-Venaissin”.
1750. Colégio “Loius-Le-Grand” e preceptor particular.
1754. Escola de cavalaria leve.
1755. Sub tenete no regimento de infantaria do Rei.
1757. Serve na “guerra dos Sete anos”.
1759. Capitão do regimento de infantaria da Bourgogne.
1763. Desmobilização. Casamento com Renée-Pélagie de Montreuil. Quinze dias de encarceramento na prisaõ de Vincennes, sob acusação de práticas libertinas agravadas por atos de blasfêmea.
1764. Recepção no parlamento da Bourgogne, nas funções de tenente geral das províncias de Bresse, Bugey, Valromey e Gex.
1765/66. Ligações públicas com atrizes e dançarinas.
1767. Morte do Conde de Sade, seu pai. Nascimento de seu primeiro filho.
1768. Processo Rose Keller em Arcueil. Quinze dias de detenção em Saumur e mais sete meses em Pierre-Encise, próximo a Lyon. Festas e bailes em seu castelo de “La Coste”, na região de Provence.
1769. Nascimento de seu segundo filho.
1771. Nascimento de sua filha.
1772. Processo a partir do caso das quatro jovens de Marseille. Condenação à morte à revelia. Fuga para a Itália, acompanhado de sua cunhada(?). Execução simbólica na cidade Aix-en-Provence, no dia 12 de setembro. Preso em Chambéry é transferido para Miolans na Savoie.
1773. Fuga de Miolans. A senhora de Montreuil, sua sogra, obtém ordens do Rei para prendê-lo e seqüestrar seus documentos e escritos. Sem resultados.
1774. Ele se esconde em seu castelo de “La Coste”.
1775. Processo a partir do caso das cinco jovens de Vienne e de Lyon. Nova fuga para a Italia, com estadias no seu castelo de “La Coste”.
1777. Morte da senhora Sade, sua mãe. Detido em Paris, é mantido prisioneiro em Vincennes.
1778. Anulação, na sua presença, do julgamento de Aix-en-Provence. Escapa e é detido em “La Coste” e reencarcerado em Vincennes.
1782. Conclusão do Dialogue entre un prêtre et un moribond.
1784. Transferido para a Bastilha.
1785. Redige a última versão da obra Cent vingt journées de Sodome.
1787. Redação de Contes et d’historiettes.
1788. Redação de Eugénie de Franval e do romance Infortunes de la vertu.
1789. Redige provavelmente a última versão da obra Aline et Valcour. Transferido às pressas para Charenton na noite de 03 para 04 de julho. Tomada da Bastilha e pilhagem de seus pertences e documentos.
1790. É libertado da prisão de Charenton. Estabelece relações com Marie-Constance Quesnet, que não o abandonará até a sua morte.
1791. Publicação (clandestina) de Justine, ou les malheurs de la vertu. Primeiro texto político. Primeira representação de Oxtiern.
1792. É nomeado membro da “section des Piques”. Textos políticos. Representação do Suborneur.
1793. Textos políticos. Nomeado jurado de acusação e em seguida presidente da “section de Piques”. Intensa atividade anti-religiosa. Detido.
1794. É conduzido à prisaõ “Carmes”, “Saint-Lazre” e finalmente à casa de saúde de “picpus”. Condenado à morte é após Thermidor posto em liberdade.
1795. Publicação-clandestina- da La philosophie dans le boudoir, e- oficial- de Aline et Valcour, ou le roman philosophique.
1796. Publicação(clandestina) do romance L’histoire de Juliete.
1799. Remontagem da peça teatral Oxtiern em Versailles onde Sade mora em condições de pobreza. Ele representa o papel de “Fabrice”.
1800. Publicação oficial da peça Oxtiern e dos Crimes de L’amour e publicação clandestina de La Nouvelle Justine.
1801. Detido e conduzido à prisão de Sainte-Pélagie” e posteriormente à “Bicêtre”, sob a acusação de ser o autor do romance L’histoire de Juliette. A edição de L’histoire de Juliette é recolhida.
1803. A família consegue a transferência de Sade para o hospício de Charenton. Lá ele organizará espetáculos.
1807. Redação da obra Journées de Florbelle. Os manuscritos são seqüestrados de seu quarto.
1813. Publicação oficial da obra La Marquise de Ganges.
1814. No dia 02 de dezembro, Sade morre no hospício de Charenton. 

 

Uma resposta

  1. O melhor de todos, o mais humano, o imperfeito mais perfeito, o filosofo mesmo, esse homem foi incrivel

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