Arquivos Diários: 20 janeiro, 2008

A BURRA por carlos alberto pessoa (nêgo)

A constituição de 88 é moinstruosa no tamanho, na redação, na pretensão e na burrice. Feita nas coxas e pouco antes da queda da fraude socialista, ela acolheu todo o besteirol anti-64, pré-64, mais o besteirol gestado nas más cabeças sociais-democratas.

Um horror. Que teve como líder a “besta do Ulisses”, terceiro time à época anterior a 64. E que só veio à boca da cena por gravidade. Ulisses assessorado pelos bobocas esquerdistas tipo FHC, Covas e outros. Deu nesse cocô que aí está. Certo?

GREVE

Entre outras asneiras está o direito de greve amplo, geral e irrestrito. Inclusive pro funcionalismo público. É de uma estupidez sem tamanho essa permissão. Pela simples e boa razão seguinte: na greve da vida real quem se ferra é a empresa; na greve do serviço público quem se ferra é o distinto público, sacou? É por isso que não pode haver greve no serviço público, sacou? Porque não é greve, é chantagem! Os grevistas miram suas armas pras nossas cabeças. E o governo, claro, baixa as calças. Ok, empresa estatal é diferente. Desde que não esteja na linha de frente de uma atividade essencial ao País. Entre outras razões, essa é mais uma contra a concessão de monopólios à empresas públicas. O país pode virar refém de meia dúzia de chantagistas.

IDADE MÉDIA RENASCE por walmor marcellino

A seita dos templários renasce; agora, capeando Karl Marx, como farsa, ou, como Groucho Marx, uma comédia para quem à seriedade prefere o vaudeville. Não bastasse a depressão em que está mergulhada a esquerda desconexa ‑ que se agarra à burocracia oficial e, no mercado paralelo, à escrivania de uma “revolução ao tempo” ‑está na moda endiabrar Bush, Gordon, Merkel, Sarcozy e toyotistas asiáticos, juntando-se-lhes Uribe e Fernando-Henrique e aproveitar o hiato político nacional não para exigir a República e a democracia social mas para formar uma seita de idiotas que se identificam e comprazem na defesa do protelário Luiz Inácio Lula da Silva e suas políticas do capitalismo social. Quem os contestar passará ao índex do momento histórico ou empoado livro negro no “hagiológio da história”.Quanto mais exaltado pela bruxuleante luz socialista de Brasília e alteado na missão de salvar seu “Santo Sepulcro” da revolução política, social e cultural brasileira ‑ onde a revolução econômica (até a reforma real) foi inumada pelo reino das multinacionais e agronegócios “nacionais”, e onde pastejam os felizes mutuários do crédito e bolsistas avulsos, em seu esplendente brejo das almas ‑ os novos templários dividem os créditos de sua militância à esquerda, isto é, pelos lados das massas que fazem o IBOPE de São Sebastião, aquele que pereceu no combate aos hereges ocupantes das terras transmontanas.A nova ordem dos templários, formada pelo p(i)etismo de São João à base do Apocalipse, dirige sua fúria pentecostal e homicida para aqueles que sabem a que servem realmente essas cruzadas: Por trás do milenarismo exaltado da fé o pedágio do poder estratégico (prático e ideológico, claro!) e o tráfico de especiarias e mensalidades. Virou grife e paixão apostólica endiabrar os adversários e até os alheios à ordem desse satanismo; basta a dúvida que dirá a suspeita, quanto mais a certeza de que o bom povo está sendo enganado. À atoarda da horda se fundem os gritos dos templários: o Santo Sepulcro estará salvo da revolução dos hereges; até que se convertam todos ao rebanho do Senhor das Moscas. A miséria da política é a desesperança nacional (dos trabalhadores, bem entendido). 

IMIGRAÇÃO E TORTURA em PORTUGAL por luis carlos lopes

DEBATE ABERTO

O caso da jovem brasileira presa e torturada em Portugal é um dos fatos mais pavorosos da onda emigratória recente. Ana Virgínia é só uma entre muitos que buscam resolver seus problemas, buscando trabalho fora do Brasil. Não há registro de que tenha cometido qualquer crime e, mesmo que assim fosse, nada justificaria o tratamento que recebeu e vem recebendo.

Ana ainda está presa, já tentou o suicídio e sua situação ainda não foi resolvida. Este caso está fartamente documentado na Internet (*).
É bom lembrar, que o Brasil recebeu os portugueses por décadas. Eles imigraram para cá, ao longo do século XX e da crise social provocada pelo fascismo salazarista e suas guerras coloniais. Jamais um português foi expulso do Brasil por ser português, rico ou pobre. Encontraram por aqui uma nova pátria, sempre bem tratados, respeitados e amados como `patrícios´. A grande maioria veio para cá pobre e, não poucos, melhoraram de vida.
Alguns enriqueceram a custa do trabalho dos brasileiros, outros galgaram posições de classe média. Todos puderam viver por aqui e considerar a ex-colônia Brasil como um eldorado.É verdade que muitos deles sempre imaginaram os brasileiros como indolentes, `pretos´ e imprestáveis. Isto não os impediu de se misturarem, constituindo novas famílias inter-raciais com bastante ou algum sucesso vivencial.
O racismo e o conservadorismo político e social dos portugueses jamais lhes deram dores de cabeça. Os brasileiros, com a imensa tolerância que lhes caracterizam, passaram por cima e deixaram para lá. Por vezes, os xingavam de `galegos´, sabendo que isto era uma ofensa aos brios lusitanos. Reclamavam dos seus modos agressivos, principalmente com as mulheres, e de seus hábitos de asseio pessoal incompatíveis com os trópicos. Quase sempre, tudo isto não passava de galhofa. Raramente, superava o nível da agressão verbal, quase sempre em resposta e defesa.
Os brasileiros jamais boicotaram o comércio e outros negócios dos portugueses. Aceitaram candidamente que eles dominassem por muito tempo, em algumas cidades do país, principalmente nos setores alimentícios e imobiliários. Seus descendentes estão por aí. Continuam sendo comerciantes, rentistas, dentre outras atividades do velho capitalismo. Não foram molestados por décadas. Continuam vivendo por aqui, com seus descendentes, sem nenhum problema. Hoje, não mais atravessam o Atlântico para ficar.
Depois da Revolução dos Cravos (1974), Portugal percorreu a senda tortuosa que o transformou em um país `europeu´.
No Brasil, adora-se o progresso português. Muitos de nós vibraram com o 25 de abril. Ai!, como se quis, guiados por Chico Buarque, que o Brasil viesse a ser `um imenso Portugal´. Talvez, o poeta sensível, vendo o caso da Ana, que não é das loucas, reescrevesse o seu `fado tropical´. É uma pena que não se tenha, hoje, grandes mobilizações, que se viva em um momento de apatia e profundo individualismo.
Este caso é um exemplo dos desrespeitos aos direitos humanos que os brasileiros emigrados vêm sofrendo pelo mundo afora.
Cadê o Tribunal de Haia? Onde está a ONU? Quando vão parar estas novas formas de genocídio? Por que não se exige do governo português a imediata libertação, reparação econômica e repatriação de nossa compatriota?
Será que Salazar renasceu do monte de excrementos de sua história?
A PIDE foi refundada?
Quando os culpados serão de fato julgados?

USINA MOVIDA A ENERGIA SOLAR NA ESPANHA por editoria

Um projeto gigante, que gera tanto eletricidade quanto resultados positivos para o meio ambiente, foi inaugurado no sul da Espanha: a primeira usina do mundo movida inteiramente pela energia do Sol.
No meio do terreno árido da região, a usina se destaca pela magnitude e imponência. Do chão brotam os raios que convergem no topo da torre de 160 metros, mais alta que um prédio de 50 andares. É radiação solar em estado puro, concentrada em um único ponto.

Calor natural que aquece a água que corre para dentro da torre até virar vapor a 400ºC, para mover as turbinas que produzem energia elétrica sem poluir o meio ambiente.
Novecentos espelhos gigantes se movem lentamente como girassóis. Nem dá para perceber a mudança de posição, mas eles estão sempre alinhados com o Sol para refletir o máximo de luz, direto para a torre de captação. É a maior usina solar com produção de energia em escala comercial do mundo.
Daqui sai eletricidade para abastecer 180 mil casas, uma cidade do tamanho de Sevilha, que fica a 30km.A construção ocupa uma área do tamanho de 60 campos de futebol. E custou o equivalente a meio bilhão de reais. Cada centavo saiu da iniciativa privada, um consórcio de empresas espanholas que planeja recuperar o investimento em apenas dois anos.
“Trocamos o gás, o carvão e o petróleo pelo Sol, que brilha 240 dias por ano na região sul da Espanha. E é de graça”, diz o engenheiro responsável pela produção de energia.A segunda usina, ainda maior, já está em construção.
Outras sete completarão o projeto da plataforma solar de Sevilha até 2014. O plano é fornecer eletricidade para todo o sul da Espanha. E o melhor de tudo: evitar que sejam despejadas 600 mil toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera.
“É um tecnologia que pode servir a sociedade, em qualquer parte do planeta”, diz o engenheiro. “Inclusive no nordeste do Brasil, onde o que não falta é Sol”.
Trata-se da fonte de energia mais antiga do mundo, mas ainda considerada por muita gente um negócio do futuro. Não na Espanha, onde já é, claramente, um sucesso.
fonte: ambiente brasil