Arquivos Diários: 28 janeiro, 2008

MARILÚ, a penetradora – por frederico fullgraf

   Vestiu uma blusa de fino algodão, decotada, mal domando seus dois frutos rijos, aprisionados, introduziu-se num tailleur justo, que lhe esculpiu as curvas saradas e – cúmulo da luxúria anunciada – carregou nos lábios aquele batom com a tonalidade da carne, concupiscente. E foi à luta, digo: ao quartel, oferecer os seus serviços. As preliminares remetem àquele filme peruano, cujo protagonista, o valente capitão, arrinconado nas profundezas da Amazônia, bota ordem na pornéia, profissionalizando a fornicação. É verdade que a floresta é a mesma, a soldadesca aquartelada ama zona, mas a Marilú que foi à guerra é colombiana. Compareceu como especialista em relações públicas e, arrebatados, os camaradas dispensaram o aborrecível currículo e as mentirosas referências escritas, convenceu-os sua… “apresentação de armas”. Patente coruscante – olhar lúbrico, peito e bunda triunfantes –, “sus encantos hicieron que rapidamente se ganara la confianza de la superioridad”, resigna-se, nostálgico, um recruta, e logo a morena pousaria na foto de graduados coronéis e generais como a loura do pirata. Desaforada (cara-de-…pau aplica-se também à fêmea impudente?), infiltrou-se num curso de Inteligência da Escola de Guerra e a partir daí ascendeu até o cargo de vice-diretora de La Dorada, prisão de segurança máxima para narcotraficantes, paramilitares e “insurgentes” (Hugo Chávez), tropeçando em seus corredores com sumidades como Rodrigo Granda, o liberado “chanceler” das FARC. E jamais levantaram suspeitas, nem mesmo quando explodiu aquela bomba no estacionamento da Escola, cobrindo de estilhaços e terror o dia 19 de novembro de 2006. E sobreveio então aquele inusitado revide do exército, em meados de 2007: durante o enfrentamento, o azarão Carlos Antonio Lozada, chefe de uma coluna Brancaleone, perde sua agenda eletrônica e lá estava Marilú; com nome, endereço e telefone… Don Álvaro em pessoa anunciou o indiciamento de Marilú (sobrenome de paz Ramírez) por “terrorismo, rebelião e formação de quadrilha”. Matreiro, fê-lo apenas em novembro, quando já se armava a lona para o grande circo midiático de Villavizenzio, ponte aérea do resgate dos reféns das FARC, em cuja aritmética 1 + 1 = 3, pois Emmanuel, o filho bastardo da Colômbia, já estava sob a custódia do Estado desde 2005.  E enquanto do fundo da mata a choldra rebelde continuava atirando pedras em Lozada, o Estulto (cretino, mané, molongó, pacóvio!), os homens de Don Álvaro Uribe, o Durão, rastrearam sua agenda e ¡joder!: não é que reconheceram mais quatro atrevidas penetradoras?  Obedeciam todas ao mesmo figurino: mulheres jovens e bonitas aproximam-se de uma guarnição militar. E da sentinela fraquejante, pelos tenentes baba-ovos aos coronéis mulherengos, a hierarquia implode e a penetração se consuma… É quando elas abrem o jogo, mas não o zíper, oferecendo aos repulsivos milicos serviços profissionais que não os horizontais, como relações públicas, jornalistas ou assistentes sociais; sem nunca esquecer no olhar lânguido, resvaladiço, uma janelinha sempre aberta para just in case…  Foi o caso da descolada, que durante vários meses chefiou a assessoria de imprensa de uma importante unidade militar em Bogotá. Por razões óbvias os militares mantêm sua identidade em sigilo: inverteu-se o jogo, agora é ela a penetrada, bombardeada por perfurantes interrogatórios… Outra burlou os controles de segurança do aparatoso exército de Uribe, movido a US-Aid, e credenciou-se em cinco eventos de alto nível da Escola de Guerra em 2006. Num deles chegou a trocar olhares – “y quizás algo más” – com Don Álvaro, ninguém menos que o odioso presidente da República. “Odioso”: adjetivação apaixonada, pronunciada com ideológica convicção, mas como pensamento sob severa proibição – e se as traísse um imperdoável ato falho? Alarmadas e mais sortudas que a compañera Marilú, as quatro espiãs que vieram de cafarnaú escaparam para a noite fresca, antes que o fogo amigo lhes chamuscasse as serpejantes cadeiras. Já Marilú, dizem, trocou sua bandeira. Tudo agora é espera pelo trovador de uma salsa brejeira a da potranca de Tróia, “que se fue con un milico”, a lendária Mata Hari guerrilheira… Mas enganam-se, o ansioso leitor e a vexada leitora, ao presumirem segundas intenções do autor, já no título desta crônica sobre a farsesca e próspera guerrilha-mercante: “penetração” é linguagem politicamente incorreta e ordem superior do Capitão-Gancho Marulanda, o “Tiro Fijo” da farândola revisionista, hoje reles extorsionista: responder ao poder de fogo do inimigo com a arma milenar de mulheres fogosas, eis a tática. Porque a carne (de desafetos e afeiçoados também) é fraca e – intercursos à parte, “consentidos” por reféns – o campo de batalha não é convento de clarissas! Leitor tardio de Greene e Le Carré, baixou dez mandamentos para as aspirantes à missão: as introduzidas devem ser “chamativas, melosas e dicharacheras” (enfeitiçadoras) e usar, principalmente nos primeiros encontros, “roupa atrevida”. Uma última conferida diante do espelho e…¡penetración o muerte, venceremos!   Publicado pelo jornal El Tiempo, transcrito pela imprensa hispânica de todo o continente e, como sempre, hilariante estória ignorada pela ignávia e borrega “mídchia” brasileña, a impudica ordem do dia não deixa dúvidas: “Ali, em meio ao recrutamento de civis e das tentativas dos militares em mostrar sua melhor cara, pode então efetivar-se a intrusão”… – acorrentado Marx, vendado Freud, sorri a metáfora de guerrilha-pornô.   

ALGUMAS HISTÓRIAS QUE “O CAÇADOR DE PIPAS” NÃO CONTA por aurélio weissheimer

“O filme “Caçador de Pipas” apresenta um painel sobre a história recente do Afeganistão, a partir do relato sobre a amizade de dois meninos afegãos. Flutuando entre a imaginação e história, o filme denuncia monstruosidades mas silencia sobre o papel de alguns dos pais dos monstros que devastaram o país”.

O filme “O Caçador de Pipas”, dirigido por Marc Foster, tem o mérito de apresentar um painel sobre a cultura, as tradições e a vida no Afeganistão, a partir do relato sobre a amizade de dois meninos afegãos. É uma obra de ficção mesclada com uma tentativa de painel histórico sobre um período da história do país que compreende a queda da monarquia nos anos 70, a PIinvasão dos soviéticos e a ascensão dos talibãs ao poder. É aí, em seu pano de fundo histórico, que os méritos definham e os problemas florescem. O filme é uma adaptação do best-seller do médico Khaled Hosseini, nascido em 1965 em Cabul e que vive nos Estados Unidos desde 1980. O livro foi escrito inteiramente na Califórnia. Hosseini só voltou ao Afeganistão depois do livro ter sido lançado, 27 anos após ter deixado o país. Essa distância espacial e temporal ajuda a entender as omissões históricas e a visão generosa do autor com o papel dos EUA na destruição de sua terra natal.Quando visitou o país, após a publicação de seu livro, Hosseini ficou chocado. “Infelizmente, o que vi por lá era pior do que aquilo que imaginei e narrei. A destruição do país é impressionante, muito triste”, declarou em entrevista à revista Época. No livro (e no filme), o escritor é grato pela acolhida que teve nos EUA. Ao imaginar como poderia ter sido a vida do personagem Hassan, caso tivesse conseguido fugir para a América, escreve que o amigo estaria vivendo em um país “onde ninguém se importa com o fato de ele ser um hazara”. Essa visão, escancarada em todo o filme, mostra os soviéticos e os talibãs como seres monstruosos e pervertidos sexualmente, mas omite alguns “detalhes” históricos relacionados ao papel que os EUA tiveram no fortalecimento dos talibãs e na sua chegada ao poder. Assim como ocorreu com Saddam Hussein no Iraque (contra o Irã), os talibãs também foram aliados dos EUA (na luta contra os soviéticos). O civilizado e laico Ocidente foi cúmplice direto dos terríveis crimes cometidos pelos talibãs.Guerra pela civilização?
Se Hosseini não tivesse escrito o livro inteiramente na Califórnia, baseado apenas em sua memória e imaginação, talvez tivesse produzido um relato um pouco mais equilibrado historicamente. Ao final do filme, o que fica, do ponto de vista histórico, é o seguinte: a selvageria soviética e talibã, de um lado, e o papel salvador e civilizatório do Ocidente, do outro. Nenhuma referência sobre como países como EUA e Inglaterra – e seus aliados na região, como Paquistão e Arábia Saudita – contribuíram decisivamente para tornar o país um monte de ruínas. Alguém poderá objetar que não se pode cobrar do autor o relato sobre fatos que não presenciou. Objeção discutível. Mas, mesmo que a tomemos como razoável, isso não elimina o problema de que o pano de fundo histórico que caracteriza o filme é repleto de omissões, buracos e deformidades. Mesmo quem tenha gostado do livro e do filme, portanto, não sairá perdendo com algumas informações.

Em seu filme “Fahrenheit 9/11”, Michael Moore expôs as ligações entre a família Bush, empresas petrolíferas do Texas, a Halliburton, a Enron e os talibãs para a construção de um gasoduto que partiria do Turcomenistão, seguindo através do Afeganistão e chegando ao Paquistão. Mostrou também que, quando era governador do Texas, Bush chegou a receber uma visita de autoridades afegãs do Talibã para tratar de negócios. Depois da guerra contra o Afeganistão, após os atentados de 11 de setembro, o projeto do gasoduto foi entregue a Halliburton, empresa que tem entre seus executivos o atual vice-presidente dos EUA, Dick Cheney. Todos esses fatos já são bem conhecidos. Mas a obra de Moore não é o melhor relato sobre como os EUA ajudaram os talibãs chegar ao poder e sobre como, durante um bom tempo, silenciaram sobre as atrocidades que estavam sendo cometidos no país. Silêncio e cumplicidade justificados pela geopolítica e por interesses econômicos.

Um pedido de moderação aos talibãs
Na página da embaixada dos EUA do Brasil, há um interessante material na seção “Resposta ao Terrorismo – Programas Internacionais de Informação”, sobre a situação das mulheres no Afeganistão durante o regime talibã. Lá, podemos ler o seguinte: “Antes dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, oficiais dos EUA opunham-se à subjugação das mulheres pelo Talibã através de reuniões com talibãs para pedir moderação, além de trabalhar com outros países, tanto bilateralmente quanto multilateralmente, para refrear os excessos do Talibã”. Não há porém nenhuma referência sobre como foi asfaltado o caminho para que os excessos do Talibã chocassem o mundo.

Uma boa fonte para preencher essa lacuna é o livro “A grande guerra pela civilização – A conquista do Oriente Médio”, do jornalista inglês Robert Fisk, que passou os últimos 29 anos cobrindo as guerras no Oriente Médio.

Em seu livro de quase 1.500 páginas, publicado no Brasil pela Editora Planeta, Fisk conta algumas histórias que o caçador de pipas não conta. Vejamos algumas delas:

“Os sauditas e os paquistaneses ajudaram, por encargo dos EUA, a armar as milícias do Afeganistão contra a União Soviética, e depois – enojados pelas disputas entre os vencedores – apoiaram o exército de clérigos camponeses iluminados do mula Omar Wahhabi o Talibã. A Arábia Saudita havia investido milhões de dólares nas madraçais – escolas religiosas – do Paquistão ao longo de todo o conflito afegão soviético, e o Talibã era um produto genuíno do wahabismo, a fé estatal muçulmana, estrita e pseudo-reformista da Arábia Saudita.

“E o Paquistão? Ao juntar-se à “guerra contra o terror” promovida pelos Estados Unidos, o general Musharra conseguira de fato a aceitação internacional do golpe de Estado que perpetrou em 1999. De repente, tudo o que havia desejado – a suspensão das sanções, grandes investimentos para a cambaleante indústria paquistanesa, empréstimos do FMI, uma renegociação da dívida de 375 milhões de dólares e ajuda humanitária – foi concedido. Evidentemente, tivemos que esquecer também que foram unidades dos Interserviços de Inteligência do Paquistão – o escalão mais alto das agências de segurança do país – que ergueram o talibã, fizeram entrar armas no Afeganistão e ficaram ricas com o tráfico de drogas. Desde a invasão soviética do Afeganistão em 1979, o ISI havia trabalhado junto com a CIA, financiando os mulas do talibã, mais tarde condenados como arquitetos do terror mundial”.

“Depois do 11 de setembro os EUA, incapazes de conseguir a rendição do Talibã por meio de bombardeios, tentaram ficar bem com os assassinos e estupradores da Aliança do Norte, responsável por mais de 80% da exportação de drogas (heroína, principalmente) do país, após a proibição talibã do cultivo. De 1992 a 1996, a Aliança do Norte foi um símbolo de carnificinas, estupros sistemáticos e pilhagem. Por esse motivo, nós – e incluo o Departamento do Estado dos EUA – demos boas vindas ao talibã quando chegou a Kabul”.

“Após o 11 de setembro bombardeamos povoados afegãos até transformá-los em um monte de ruínas, junto com seus habitantes e culpamos o Talibã e Bin Laden pela carnificina.. Depois permitimos que nossa desapiedada milícia aliada executasse seus prisioneiros. O presidente George W Bush assinou uma lei que aprovou a criação de uma série de tribunais militares seretos para julgar e depois eliminar todo aquele que fosse um “assassino terrorista” aos olhos dos serviços de inteligência”.

Há muitos outros relatos sobre esses temas. A fonte de Fisk não é a imaginação, mas a experiência direta. Ele viu e presenciou in loco o que relata. A obra de Hosseini é uma ficção, é certo, devendo ser avaliada com outros critérios. No entanto, tem pretensões históricas que acabam produzindo um cenário esburacado. Não seria tão grave se, ao sair do cinema, não ouvíssemos frases do tipo: “não dá para defender esses muçulmanos, que povo bárbaro”. Aí a imaginação do Caçador de Pipas presta um desserviço à verdade e à justiça.

 

GÊNESIS e outras histórias – por artur de carvalho

– A verdade é que a humanidade não tem jeito mesmo, deve ser um defeito genético!

– É verdade, é verdade…

– Veja só esse negócio do Abel.

– Abel? Que Abel?

– O Abel, aquele que matou Caim.

– Ah, sei… mas não foi o Caim que matou o Abel?

– Hum, pode ser, mas isso não importa. O que eu estou querendo dizer é o seguinte. Veja bem. Naquele tempo do Caim e do Abel tinha só quatro pessoas no mundo, certo?

– Quatro?

– É, ué. O Abel, o Caim e os pais deles, o Adão e a Eva.

– Ah é, o Adão e a Eva, eu tinha esquecido deles.

– Pois então. Quatro pessoas no mundo. E o que é que acontece? Um deles mata o outro. O que quer dizer que naquele tempo, um quarto da humanidade era composto de assassinos.

– Um terço.

– Como assim, um terço?

– Um terço, ué. Um deles não morreu? Ficaram só três.

– Puxa vida. É mesmo! Um terço! O que só vem reforçar ainda mais a minha tese. Como é que uma espécie pode dar certo se ela já começou com um terço de assassinos fratricidas e…

– Frati o quê?

– Fratricida. O cara que mata o próprio irmão.

– Ah.

– Pois então, se a humanidade já começou com um terço de fratricidas, como é que podia dar certo? Não podia. A coisa vem da genética mesmo. Pra você ter uma idéia, é a mesma coisa de, hoje em dia, dos seis bilhões de habitantes que a Terra tem, dois bilhões deles serem assassinos! Já pensou numa coisa dessas? Dois bilhões de assassinos andando por aí, prontos para matar até o próprio irmão?

– Já imaginou só que coisa horrível?

– Pois não precisa imaginar nada. Olha só aí em volta e vê a porcaria que está. E é tudo por causa desse negócio do Caim matar o Abel. O ser humano já nasceu estragado. Todos nós temos no sangue o DNA de um assassino!

– E isso sem contar outras coisas.

– Que coisas?

– O Caim, ele teve filho com quem?

– O Caim? Bem, sei lá, com uma mulher, evidentemente.

– E qual era a única mulher que estava ali, disponível no momento?

– Minha nossa senhora! A Eva! Rapaz, a coisa é ainda pior do que eu imaginei!

– É verdade, é verdade…

 desenho do autor.

NOS QUINTAIS DE SOL DA MINHA VIDA poema de nelson padrella

     Nos quintais de sol da minha vida
    existem frutas e pássaros. Sobre flores
    voam borboletas e besouros.
    As pessoas estão além da cerca
    e nenhuma ameaça me ameaça.
    No rio de trás da minha casa
    – que nem rio é, mais um regato –
    crianças como eu brincam na água.
    Sei que a tarde levará embora o sol
    as aves se aquietarão nas árvores
    o silêncio dará a mão ao véu da noite.
    Nesse momento eu rio porque estou vivo
    nos quintais de sol da minha vida

POEMA de joanna andrade

A musica, os ouvidos e EU,
Sutil passadas de veludo,
Corre repentina, sem sentido,
Desenterra VOCE.
Imagem intocável, virtual,
Minha vida nesse momento,
Infindável, iluminada.
Musica não pare,
Se parar,
Quero voltar a sonhar de novo,
Eu quero, eu quero.
Fazer o que puder até,
Não agüentar mais, até,
Esgotar.
O sorriso, o choro, as brincadeiras, as noites e os dias, as viagens, a beira da estrada, os limites, as diferenças,
Eu e Você e
O sapato perdido no telhado, a garagem, a escada, o terraço, a chuva, a dança toda, as roupas rasgadas, os gritos…..
                  Blank!  Blank!   Blank!
 

O PASMO NA CASCA DE UMA PEDRA poema de darlan m. cunha

Se algum legista quebra as pernas
de um acordo tácito, e a mulher combina
um novo par
de brincos com um sutiã

de seda
chinesa, ou cetim paraguaio, novinho
igual a tudo o que a vida leva de tanta gente ainda

no berço, não te desesperes
tanto, não,
que a vida vive com poemas duros feito peroba
ou aroeira, de dentro deles saltam
ariranhas e araras, dunas

foram pedras, e com quebras
de linha é que o artista quebra as curvas
do modelo, tentando aplacar as ondas do mar
que dentro dele se quebram

e o quebra.

DOIS MONÓLOGOS e UM QUEBRA PAU de luis felipe leprevost

onde: na CASA do DAMACENO rua 13 de maio em frente ao colégio anjo da guarda.