ULTRAPASSAGEM (para Bia de Luna/in memorian) poema de walmor marcellino.

 “A janela com sua vista
pra fora é para dentro,
sem uma ida e uma volta
bastando o olhar atento.”
(Ehud Emin)

Inerme, à máscara definitiva
que fulgor agora alimenta?
]Bia, no escuro protegia
essa ânsia que alenta
o sopro, palavra-poesia.

Se estava viva, se ia morta
ela escondia, nos sinalizava
várias vidas atrás da porta
numa só máscara que engendrava.

Uma resposta

  1. Bia foi, e sempre, uma querida grande amiga que conheci ainda no fim dos anos 1960, quando éramos ainda estudantes de Jornalismo: ela, na Federal (e penso ter-se formado em 1971); eu, na Católica do Paraná, formado em 1970 – ano em que muito frequentei a casa de seus pais e conheci os irmãos Mário e Renato, por ocasião dos jogos da Copa do Mundo. Quando, também, aliás, Jaques Brand, no auge e euforia de um dos jogos em que o Brasil foi vitorioso, jogou os braços para o alto e, na sala, despedaçou parte do lustre. Bia foi e é, sempre, nosso ícone. Fomos felizes num tempo de heróis, quando a inocência ainda nos regia. Pena eu comentar isso apenas nove anos após o desaparecimento de uma querida criatura que soube, com seus olhos morenos e sua poesia “Clivada”, nos dizer das coisas simples, sempre bonitas – porque era, mais que uma menina doce, uma poeta inteira.

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