ENLEIO eio eio poema de marilda confortin

  
 
Quando abro a pasta de emails
E vejo que o disco está cheio
Deleto tudo, jogo pra escanteio
Se o assunto é trabalho, gazeio
Só tuas mensagens, eu leio
 
Quando pegas a falar em seios
Me frustro – sei que são alheios
Mas para fantasiar, me bobeio
Finjo que são meus,  gateio
Entro no clima e proseio
 
Quando me vens com floreios
Disfarçando fins com os meios
Fico indecisa, confusa, titubeio
Não sei se encaro ou volteio
Se acelero, ou piso no freio
 
Mas se falas galanteios
Aí o negócio fica feio
Perco o prumo, desnorteio
Entro  no páreo, sapateio
Pulo na arena e toreio
 
Abro arquivos,  te releio
Links, jornais, tudo folheio
Procuro pistas, escaramuceio
Folha por folha te manuseio
Até nas entrelinhas, rastreio
 
Daí, me dou conta do enleio
Dois doidos movidos a charleio
As palavras, chumbo do tiroteio
A poesia, alvo desse torneio
E feliz me entrego ao devaneio.
 

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