AS SOMBRAS PRÓFUGAS poema de walmor marcellino

As sombras prófugas
Vou só até a esquina,

comprar longos fósforos,

meu aquecedor não aquece

sem fósforos acesos.

Compro pão d’água,

não posso viver a pão e água.

A dignidade me compraz no modo

eternidade sem fim.

Porém posso perturbar-me

se me vou comovido;

posso masturbar-me

nessa dolência

de alguma vontade absurda.

Poderia revoltar-me, mas

não posso bastar

a mim mesmo. Alter eco ma non troppo.

É preciso ajustar esta imagem num canal aberto

tão dissimulada quanto conveniente,

sobremaneira pormenores.

Minha independência é um rasgo

neste céu fundo infinito.

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