PALHAÇO RA-FACISTA por walmor marcellino

Eu não deveria ocupar o meu e o tempo de vocês com tais assuntos, porém o destino nos cobra ágios, deságios e espantos: Dia 28 último, noite avançada, o palhaço trivial Arnaldo Jabur foi convocado a expender suas considerações filosófico-políticas sobre sociedade, política, cultura e o mundo, a moralidade e seus costumes, o bem e o mal; pois essa é a tarefa prioritária numa “imprensa livre e democrática”  e isso lhe é perfeitamente ajustado. A gente não deveria estranhar essas esdrúxulas coisas, mas existem fatalidades…
E ele então, que vive se excedendo como a Shell, atirou mais última: não disse que os árabes e jabures seriam uma sub-raça comparada com a anglo-saxônica, nem mesmo se referiu dessa vez aos negros, esquimós e curdos, ao modo depreciativo; deixou até asiáticos, chicanos, latinos e brasileiros de lado e… tcham, tcham!… apostrofou os índios bolivianos.
Sabemos que Arnaldo Jabur, Diogo Mainardi et al. são aberrações de circo e ganham notoriedade para sardonizar não ao Sarcosy, que é patife novo no cenário decadente da França, nem ao Uribe, que é um bandoleiro autorizado a traficar com os Estados Unidos em cima. Esses como alguns outros rapazes da imprensa notória têm sido induzidos agentes da civilização ocidental cristã, introduzidos no noticiário das cotações da Bolsa de Nova York, Frankfurt, Londres e Tel-Aviv, o que é uma nobérrima missão ultra-secreta. Porém, sendo trêfegos palafreneiros, bandeirolas ao alto e matracas à frente, das idéias “politicamente confiáveis”, essa escória intelectual a soldo se excede como a Exxon e a Shell.
Não é que o patife do Jabur disse altissonante que os “cholos” (como eles são apontados desprezivelmente pela “aristocracia altiplana” até agora dominante), isto é, os índios bolivianos jamais poderão se igualar a feitos e obras da “sociedade superior boliviana”, ou agir e pensar produtivamente como “seres humanos normais” (brancos, ricos e fâmulos cosmopolitas, quis dizer). Sei que diante de tal acinte racista, os “cholos” bolivianos, o Evo Morales nem os nossos indígenas ou todos nós não vamos invocar a Lei Afonso Arinos contra o pilantra da Rede Globo. Todo mundo anda ocupado com a subsistência honesta.
Pode ser inusitada, mas a expressão ra-fascista é tão só uma síncope de racista e fascista, como deveríamos indexar e condensar esses conceitos chulos (não cholos)… Pois o dia 28 foi uma dessas fatalidades dificilmente explicáveis ao bom-senso, quando eu vi e ouvi à noite mais um aberrante jornalismo da TV-Globo. Imperdoável!

Uma resposta

  1. meu DEUS do ceu…lamento MUITO que um cara como esse walmor marcelino tenha espaço em QUALQUER mídia….

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