QUEIMAR poema de jorge barbosa filho

  

não me toque

estou encantado.

morri ontem

entrei pra eternidade

com todo o futuro

enterrado.

 

o fio de mel

em minha língua

de arame farpado

secando as roupas

das brevidades

no horizonte.

 

não, não me ame

onde finda o olhar

cruel dos amaciantes.

apenas me chame

pra deitar ao sol

de tua boca infame.

 

que horas são?

preciso encontrar

um tempo

enquanto é tempo

antes do agora

em combustão.

   

 

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