ESPIRITISMO e CARTESIANISMO por ademário silva

A relação cartesiana com o Espiritismo é  fundamental na compreensão da lógica Kardequiana, que nos ensina que para compreendermos o que se estuda, ou seja, o objeto de pesquisa há que se partir do simples para o composto. Para conhecermos a árvore há que se conhecer a semente que é sua célula primária.
Assim como o próprio Kardec demonstra no estudo da Doutrina Espírita é preciso antes conhecer a causa para compreender os seus efeitos.
Nesse sentido podemos cogitar que o espírito é a causa da realidade que conhecemos, assim como o Universo em sua plenitude e infinitude é o efeito das emanações do Pensamento Divino. E daí com certeza derivam todos os outros fenômenos conhecidos por nós e aqueles também que se nos escapam ao entendimento ainda. 
Sabemos hoje que tudo é energia, que a própria matéria é energia condensada ou solidificada, surgida da mesma fonte que a energia do elemento espiritual. Isso nos leva também a entender que os subprodutos do fluido universal são os efeitos que podemos compreender.
E que tudo nessa infinitude e eternidade têm como útero causal a Suprema Inteligência do Universo que é Deus.
Os subprodutos que conhecemos, na ordem das descobertas ou revelações (aqui no sentido mediúnico codificante) são o corpo e o perispírito. Aliás, Moisés também vislumbrou contundentemente isso ao narrar em sua Gênese: “… que o espírito do Senhor estava em meio aos caos e ainda mais: … que Deus disse para separar os elementos por suas importâncias, utilidades e funcionalidades e disse mais: “Faça-se a luz e esta não se fez de rogada, instantaneamente obedeceu. Esse caos na verdade era a ignorância sobre ciências e matemáticas, químicas e biologias que mais tarde tirariam as cortinas de sobre o espelho, ou a luz debaixo do alqueire. Kardec nos mostra em todos os seus efeitos em a Gênese que: “… em torno de um foco inteligente se junta o fluido universal”, dando origem ao perispírito e que esse elemento sutil em suas características fisio-eletro magnéticas é pertinente a cada planeta, surgindo assim aos nossos olhos às leis de afinidade e atração compulsória ou amorável. Permitindo ao espírito uma relação íntima com a matéria.
Partindo do Velho Testamento para frente, caminhamos simplesmente do simples para o composto. Em o Novo Testamento Jesus o Cristo dá mostras outras desses fenômenos, nos incitando a compreender o quanto mais cedo, qual status espiritual a ser alcançado, quando prodigalizou ao povo suas curas e fenômenos, hoje perfeitamente explicável pela ciência espírita.
Pela força de sua mente reposicionou as moléculas da água e com seu magnetismo espiritual deu-lhe a cor e o sabor do vinho. Aqui o magnetismo aplicado pela força da vontade. E atentemos para o fato de que Jesus utiliza a água em sua simplicidade química.
Quando mergulhamos no leito da reencarnação e se nos escondemos por assim dizer nas cortinas da matéria e, pela própria natureza alcançamos a infância, pais e mestres se nos apresentam os fonemas básicos do idioma pátrio, às vezes de tão difícil assimilação, eles que serão na verdade nossos primeiros passos e degraus que nos levam a ciência e a literatura, pequenas investidas para uma aquisição maior.
Jesus ao selecionar os discípulos na verdade escolhe as sementes da boa nova, antevendo a propagação do Cristianismo nascente, por que seus ensinos germinavam dentro da consciência daqueles pescadores. Ele o Mestre afirma ainda uma vez sua humildade quando enfatiza em suas preleções: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim.”
Um outro fenômeno que se me emociona ao racionar sobre sua causa e efeito é que os espíritos amigos e benfazejos cultivam com respeito e humildade o ensinamento do Mestre ao fluidificarem a água nas casa espíritas. Introduzindo na intimidade da mesma, também por redisposição molecular da água, o fluido magnético eivado de propriedades medicinais laboradas no seio das naturezas físicas e espiritual, que interagiram na essência do perispírito.

1.ª) Só admitir como verdadeiro o que parece evidente, evitar a precipitação assim como a prevenção;
A intuição é o conceito, fácil e distinto, de um espírito puro e atento, de que nenhuma dúvida poderá pesar sobre o que nós compreendemos.

1 – PROVA DA EXISTÊNCIA DE DEUS: descubro em mim próprio, ser finito, a idéia do infinito. Ora, como não posso ser autor dessa idéia, é necessário que o autor seja Deus e que, portanto, ele exista. Daí surge o famoso cogito ergo sum, ou seja, “penso, logo existo”.

3 – UNIÃO DA ALMA E DO CORPO: prova que a alma é distinta do corpo. Para Descartes, a alma existe e isso deveria ser o suficiente. (Jerphagnon, 1982)

1 – PROVA DA EXISTENCIA DE DEUS: os Espíritos informam a Allan Kardec que Deus é inteligência suprema causa primária de todas as coisas. Para o Espiritismo, não há efeito sem causa. Tudo enquadra-se na lei natural. Ao “Penso, logo existo” de Descartes, J. H. Pires escreve “sinto Deus em mim, logo existo”. Quer dizer, Deus não é percebido pelo pensamento, mas pelo sentimento.

3 – UNIÃO DA ALMA E DO CORPO: partindo-se de que alma e corpo são distintos Allan Kardec, com o auxílio dos Espíritos, informa-nos que o perispírito – matéria quintessenciada – é o elemento de ligação entre a alma e o corpo físico.
Assim a espiral Cartesiana manifesta enquanto base do pensamento filosófico os acordes da sintonia cultural de ordem transcendental codificado por Denizard Rivail. E aí quando enxergamos o pensamento filosófico no método cartesiano é mesmo como se estivéssemos revendo a própria filosofia espírita em sua base de concepção, vazada numa literatura mais rebuscada e meio ao largo dos ecos mediúnicos banhados na luminosidade dos Espíritos Superiores.
A cultura semeada no mundo ao tempo de nossas necessidades e na medida de capacidades compatíveis para o aprendizado e assimilação, nos permite entrever nos postulados da Doutrina Espírita que o método de ação instrutiva parte dos Espíritos Superiores, mas, precisa de canais isentos das vaidades humanas para veicular a vontade do Mestre Jesus. Assim encontramos em Kardec o pedagogo por excelência a orientação de que a mediunidade é a liga insofismável nos campos da inspiração e da intuição que se nos patenteia que a Misericórdia do Altíssimo não nos abandona, mas que busca e infiltra nos canais disponíveis a luz que a nossa capacidade de compreensão permite-nos captar. Se por um lado, por mais que busquem outras palavras, os grandes pensadores não conseguem fugir a grandes distâncias do ensino universal dos Espíritos Superiores, ou seja, à vontade de Deus ninguém escapa, por outro lado, por serem respeitados pela elite pensante, estes pensadores propagam o Espiritismo apenas por outras palavras.
A Plêiade de espíritos de Scol, chamados por Jesus para a codificação de tão profunda quanto abrangente Doutrina fincada numa trilogia transcendental entende que ela não podia mesmo ser escrita de um só fôlego, de uma mente só e muito menos ter sido desenvolvida de afogadilho.
E para que alcançasse tão vertiginosa importância, tudo foi exaustivamente selecionado, experimentado e inclusive o método, que ganha importância incomensurável a ponto de mais tarde, pela própria universalidade do ensino superior dos espíritos, das suas raízes culturais, influenciar a filosofia, o pensamento Humano, que até nem se apercebe disso nesse método utilizado a força de um veículo disseminador. Desse modo podemos compreender porque em o Livro dos Espíritos Kardec analisa e avalia aos vários sistemas e suas fragilidades do pensamentos do homem terreno. Porque em sua sábia intuição antevia os resultados dos embates.
Do mesmo modo que Jean Jacques Rousseau e Henri Pestallozi ditam-lhe as veias da pedagogia, René Descartes geometriza a base do pensamento filosófico e Hippolyte Léon Denizard Rivail transcendentaliza-lhe o método sob as doces e exigentes influências dos Espíritos Superiores.  O pensador terreno, ao longo do tempo assistiu ao bloqueio de suas rotas de fugas, que eram Av. Preconceituosa esquina com a Pré-concepção que desembocava na Praça das Vaidades em Desvarios. E hoje, quando percebemos a similaridade do método Cartesiano com o Espiritismo podemos concluir que: quanto mais o pensamento da criatura humana evoluir, mais ele se aproximará do pensamento universal, tão bem traduzido por Kardec na codificação da Doutrina Espírita. Daí a insistência do mestre para estarmos atentos a uma fé raciocinada.

Uma resposta

  1. Muito obrigado pela deferência e os cuidados com os meus pensamentos, sempre que possível enviarei textos para a vossa aapreciação

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