POEMA de otília martel/portugal

A ti me dou, em forma de palavras
Para que nos teus sentires, despertes os meus
E nessa paixão que nos enlaça
Um poema satisfazemos.

Um poema…
 
 
O dia morre… e, a terra, escurecendo
diz ao céu que vele o nosso dormir,
e nossos olhos docemente, adormecem a sorrir…

As estrelas começam a luzir
com a luz hesitante e mal segura
que pronuncia a noite que há-de vir…

É a voz do silêncio a murmurar
em palavras de sonho à natureza
as vozes dos anjos a balbuciar

E tudo dorme, tudo sonha docemente
Numa tranquilidade indefinida
a alma, o corpo, sonha… calmamente

Vem muito longe a luz da madrugada,
e as estrelas, como visões deslumbrantes
são pontos distantes na noite sossegada…

 
É noite… nada vibra…nada fala…
Tudo mergulha num sonho vago e mudo…
E a solidão desprende-se de tudo
Qual bálsamo subtil que a noite exala…

Silêncio…estou sózinha…eu me desnudo
Manifestando a dor, sem disfarçá-la…
E por adormecê-la e suavizá-la,
A noite envolve a terra, qual veludo!

Eu não quero quebrar esta magia!
Silêncio…a noite morre…é quase dia…
E eu, não sei quem sou, nem onde vou.

Nada murmura…nada…tudo dorme…
A noite é para mim deserto enorme,
Aonde meu destino me atirou!

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