O TIBETE X CHINA (hoje) por walmor marcellino

pastoreio das almas

Ignoro como os bonzos do Tibete (igual maneira aos bonzos em qualquer geografia?) disciplinam sua dominante sociedade de crentes e ensinam trabalho, lucros e perdas ao cidadão das alturas. Tampouco sei se a China tem direitos políticos, históricos e etno-sociais, sobre o “topo do mundo”, a Xangri-lá ou “O Paraíso Perdido”, descoberto por James Hilton (o que lhe valeu o Prêmio Nobel e muitas esterlinas e dólares), o que sei é de coisas ininteligíveis no topo do globo.
Sei que a imagem pública do Dalai Lhama e do Príncipe Rainier me pareciam iguais (até que um começou a viajar pelo mundo e o outro se foi para outra viagem) e embora o jogo no Tibete e em Mônaco sejam diversos: um negocia com almas e o outro (negociava!) com fichas, mas ambos apostando que azar dos homens é sorte.
Não sei se há um bom casamento entre o capitalismo e o pastoreio das almas por esse mundo de vários deuses; como ignoro se o socialismo e as almas têm feito bom conúbio ou se um convele o outro pelos fundamentos. Sei é que Karl Marx disse que o pastoreio de almas é parte de alienação dos homens; enquanto Max Weber afirmou que o calvinismo é sobrevalente gênero do capitalismo, assim como nos fundamentos todo o protestantismo (quiçá o judaísmo). Entretanto, vai daí que o sistema econômico-financeiro faz sociedades e as doutrinas apenas as abençoam.
Para o imperialismo, o mercado é que faz as almas; por isso enquanto negocia com os chineses enfatiza a obra missionária do Dalai Lhama em nome das liberdades privadas, e não só as públicas porque estas não pagam espórtulas e não se oferecem ao controle da mente. Assim se compreende que não é o atraso social e político que atrai as canhoneiras colonialistas para realizar obras edificantes em nome da “civilização”; é o firme controle das almas e a possibilidade de mercado; coisas indissolúveis.
Os norte-americanos “Wallwoorld” (pai e filho), missionários (e profetas naturalmente! Não me lembro se do Missouri) publicaram o livro “Armagedon” (sobre religião, professias e petróleo) e eu os cito porque aquele país é a pátria da “congruência civilizatória”; o que dá de imbecil como George W. Bush, Dick Chaney, Condoleezza Rice – nunca sei se ela já perdeu um l, um e ou um z – dá de artista de rua, escola, igreja ou de clube. Por isso é o maior mercado mundial e está a ensinar civilização para acabar com xamãs, abaquistas, trompeteiros e almuadens que atormentam e corrompem indivíduos nos países de pequeno ou caótico mercado.
O Tibete não vale, entretanto, apenas pelo mercado; a geopolítica de encurralar inimigos e concorrentes é uma só, global.

ilustração do site. foto sem crédito.

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