…TALVEZ DEUS PUDESSE… por joanna andrade

O silencio na vida em um segundo, mortal, sobrepõe-se às vivas vozes,
Tão veloz, cala o mundo como num apagar de luzes em noites de verão,
 Pela expectativa da luz se intensifica com o inesperado suspiro vindo do alheio.
O silencio cala tanto que emudece a alma, que por si morre aniquilada pela surpresa da própria escuridão,
 É  tão rápido enquanto em vida, mal dá noticias do lado de lá, deixa no ar um fúnebre cheiro de amor a vagar,
Se pudesse ser escutado, longamente, talvez Deus pudesse ter a chance de, pelo menos uma vez, ser ouvido.
O silencio é o prenuncio do nascer em um grito mudo de dor,
Amedronta a solidão, chora o desespero, assusta o coração,
Dá vida à monstruosas indagações.
O silencio nada mais é do que o sopro da ante-vida,
um instrumento surdo  em desatino,
um piscar de olhos remanescido
intacto.

Uma resposta

  1. Parabéns Joanna Andrade

    Muito lindo esse poema
    gostei mto

    bjos

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