FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA – ARRIBA, CURITIBA!

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A montagem teatral de “Laranja Mecânica”, que lotou o Espaço Cultural Falec em sua estréia anteontem (18), é uma das boas opções do Fringe deste ano.
O diretor Edson Bueno preferiu se guiar pelo livro de Anthony Burgess, mantendo um distanciamento do filme inspirado por ele, de Stanley Kubrick. A escolha foi acertada e coloca em cena o final original, e não aquele que se consagrou no longa-metragem.
Mesmo assim, é nítida a influência do cinema, principalmente, na primeira parte da peça, em que Alex – o ator Dimas Bueno, em seu primeiro grande papel – e seus amigos praticam todo o tipo de violências em cenas de movimentação rápida e transição seca. Os estupros, assaltos e espancamentos, mesmo de mentirinha – os atores não chegam a se encostar – lembram o que foi feito na peça “Educação Sentimental do Vampiro”, de Felipe Hirsch, e provocam um riso constrangido do público, em dilema entre o ódio e a simpatia pelo personagem.
Dimas Bueno não decepciona. Sem nunca sair de cena, imprime em seu corpo as inúmeras emoções, por vezes contraditórias, de Alex. Algumas vezes, no entanto, é difícil distinguir algumas de suas palavras, embora, muitas delas sejam mesmo incompreensíveis, pois são expressões particulares à gangue criada por Burgess.
São méritos também a iluminação de Beto Bruel, em constante diálogo com a encenação; o figurino agressivo e feito, em boa parte, com vinil preto e vermelho, de Áldice Lopes; e as escolhas ousadas do sonoplasta Chico Nogueira.

Annalice Del Vecchio
blog do festival – por email

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2 Respostas

  1. Oi! Meu nome é Agnaldo mais conhecido como Guina, sou ator, escri tor e instrutor de artes cênicas.
    Trabalho em uma escola de artes na cidade de Osasco-SP há quase 20 anos onde produzimos diversos espetáculos durante todo ano com nossos alunos. Trabalhei lecionando também na secretaria de cultura de são paulo em alguns projetos e no 1º curso de artes cênicas do Senac. Estou com um projeto de um monólogo entitulado Ayuverda “O Caminho que Caminho” trata-se de um acústico teatral que retrata os caminhos da vida da personagem de maneira que isso reflita na pláteia e faça uma analise dos caminhos de cada um e de seu jeito, se emocionando a todo instante e regado sempre com uma energia muito positiva do inicio ao fim.
    Tenho grande interesse em participar deste festival no qual me honraria e muito pois, é um de meus sonhos independente de qualquer outra coisa.
    Desde já agradeço!

    Valeu a atenção!

    Guina Vitória

  2. Olá, sou atriz e poeta, estou com um espetáculo que une as duas coisas + livro publicado ”Infrutescência”.Gostaria de participar do próximo festival.
    Abraços,
    Helena Soares

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