JÚPITER: CONQUISTA DA GALÁXIA – FESTIVAL DE TEATRO

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JÚPITER:  CONQUISTA DA GALÁXIA.

 

A Ópera de Arame não chegou a sua lotação máxima na estréia de ‘Júpiter: Conquista da Galáxia’, na noite de quinta-feira (20). Mas as gargalhadas que tomaram conta do teatro-ponto turístico durante a apresentação do único grupo estrangeiro presente no festival, a companhia japonesa Condors, foram mais que suficientes para preencherem o espaço.
Dançando, os condores parecem uma boy-band ao dobro em seus ‘gakurans’ – uniformes pretos para meninos das escolas japonesas. As coreografias do fundador da companhia, Ryohei Kondo, que também entra em cena, são vibrantes, espontâneas e leves, repletas de movimentos aéreos e aparentemente elaboradas a partir das músicas que as embalam – em sua grande maioria, pérolas do rock de todos os tempos (‘Paradise City’, dos Guns n’Roses e ‘Do You Remember Rock’N’Roll Radio, dos Ramones, encerram a noite).
Com a ciência de que a maioria dos bailarinos não possui formação em dança – antes de entrarem para o Condors, grande parte dos integrantes atuava em outras áreas, como Filosofia, Artes Plásticas e Publicidade – o trabalho coreógrafico de Kondo torna-se ainda mais interessante. É incrível (e um tanto quanto engraçado) notar como cada um dos condores interpreta os movimentos independentemente de coordenação motora, porte ou jeito pra coisa. Todos dão o máximo de si e fica perceptível ao público como eles se divertem em cena.
Estruturado em esquetes humorísticas intercaladas por coreografias (ou vice-versa), ‘Júpiter’ é deboche do início ao fim. Não faltam referências à cultura de consumo em massa – hilária a cena em que dois astronautas tomam Coca-Cola e comem yakisoba de cabeça pra baixo, puro pastelão! Televisão e cinema também não são poupados. O inocente ‘Vila Sésamo’, na versão japonesa vira o desbocado ‘Vila Suja-Me’, esquete em que três integrantes dublam um tosco show de marionetes com texto todo em português, com forte sotaque nipônico, é claro. Até o capenga Ronaldo Fenômeno dá as caras em ‘Júpiter’. Para interpretá-lo, um dos atores mais rechonchudos da trupe surge em cena pintado de marrom, com peruca afro, uniforme da Seleção Brasileira, mancando e com um gigantesco curativo no joelho, fazendo a platéia chorar de tanto rir.
Se a intenção é ir ao teatro, entender o espetáculo do início ao fim sem precisar perguntar nada para a pessoa sentada na poltrona ao lado e voltar para casa com as bochechas latejando de tanta risada, ‘Júpiter’ é a opção ideal.
Juliana Girardi

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