OS “INTELECTUAIS” VÃO AO TEATRO no FESTIVAL DE CURITIBA

Mais engraçado do que Terra em Trânsito, espetáculo encenado neste sábado (22) no Teatro do Unicenp, com texto e direção de Gerald Thomas, foi o comportamento do público que o assistiu. Antes mesmo que a personagem Fabí – interpretada pela ótima Fabiana Gugli – soltasse um de seus comentários a respeito de personalidades como o jornalista Paulo Francis, grande parte da platéia já não continha as gargalhadas.

O curioso é que quando, na peça, foi citado o também jornalista, porém um pouco menos conhecido do grande público, Reinaldo Azevedo, ou ainda quando Fabí reclamava, aos berros, que havia outra pessoa que não ela interpretando em seu lugar a Isolda, da ópera de Wagner, houve um silêncio brutal. Mas foi só ela falar em George W. Bush que todos voltaram a sorrir.

Por essas e outras, às vezes chega a ser constrangedor pôr os pés num espetáculo da Mostra de Teatro Contemporâneo. Além de aturar alguns espetáculos de qualidade duvidosa, o espectador pode ter que aturar a pessoa da poltrona ao lado, que, para não parecer que não entendeu a piada, não pára de rir.

Interrupção e revolta

Um problema em um projetor levou ao cancelamento da peça Vestido de Noiva na noite deste domingo (24). A peça, encenada pela companhia Os Satyros, estava em cartaz no Guairinha.

Com meia hora de espetáculo, o equipamento começou a apresentar problemas, fazendo com que a apresentação fosse interrompida – o que fez com que o público se revoltasse e criticasse o festival. Bastante nervosa, a atriz Norma Bengell subiu ao palco para acalmar a platéia.

Western no Largo da Ordem

Os atores Paulo Américo e Thiago Barros, da Cia Independente de Teatro, passaram por apuros neste domingo (23) enquanto encenavam a peça “O abajur Lilás”, integrante do Fringe. De acordo com a reportagem da Folha Online, um homem, que teria se identificado como policial militar, apontou uma arma para a cabeça dos atores, reclamando dos palavrões ditos durante o espetáculo.

A montagem estava sendo encenada na rua, nas proximidades de barracas de artesanato da feirinha do Largo da Ordem – uma das quais seria do suposto PM.

A diretora da peça, Fernanda Levy, conta que o homem armado teria dito que “em Curitiba ninguém diz palavrão”, e que, apesar de não conseguir pegar o nome dele, uma queixa na polícia foi feita.

Por: Daniel Fonseca – Gazeta do Povo Online

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