A VIDA DOS OUTROS – por frederico fullgraf

– O número para o qual você ligou está desativado há mais de um ano, você deve ter conversado com o serviço de espionagem, hahahah, debochou Wolf Biermann e recebeu-o com mesuras: “seja bem vindo”! Conduziu-o até a cozinha, onde se juntaram à então jovem cantora lírica (e futura roqueira) Nina Hagen e sua mãe (uma das ex-namoradas), Tine (a então mulher do poeta) com o filho recém-nascido no colo, e vários outros artistas de Berlim Oriental. Tomando chá, deblateraram até o sol se pôr no oeste, atrás do muro, tentando elucidar como aquele antigo número de telefone se instalara em sua agenda; provavelmente por um engano ou ato falho do próprio Biermann. Enfim, concluiu, perspicaz, o bardo: não desativaram a linha, mantêm-na grampeada e mapeiam meus contatos ocidentais que, como você, ainda não dispõe do número novo…

A confusão tinha começado assim: era início de tarde de um dia de outono, gris, quando ele ligou de Berlim Ocidental para Berlim Oriental, anunciando sua visita ao outro lado do muro. Estranhamente o poeta pareceu não reconhecê-lo ou lembrar-se do encontro previamente marcado, para uma entrevista a O Pasquim. E ele se surpreendeu com a reação. E também com a vibração daquela voz. Intrigado, mergulhou no túnel do metrô com o percurso mais doidivano do mundo daqueles dias: a linha Zôo – Märkisches Viertel, que partia do centro do mais coruscante cartão postal do capitalismo, se embrenhava nas entranhas do “primeiro estado operário-camponês em solo alemão” (protegido por um muro) e, feito toupeira distraída, re-emergia por baixo deste muro, vinte quilômetros adiante, em pleno ocidente, território do inimigo de classe – uma dupla ironia, geográfica e ideológica, e aventura simultânea no túnel do tempo, pois a cada estação subterrânea em território já oriental, o metrô reduzia sua velocidade, proibido de parar, policiado desde as plataformas fantasmáticas, abandonadas desde os anos 60, por guardas de fronteira com fuzis Kalashnikov em punho.

Alcançada a histórica estação Friedrichstrasse, em plena fronteira da cidade dividida, e desembaraçado do controle de passaportes, fez nova ligação à casa do poeta para confirmar que já pisava seu território. E na outra extremidade da linha atendeu-o uma mulher, pelo seu tom de voz, uma mulher jovem. Ele perguntou se era Tine, a namorada de Biermann, e ela tropeçou na resposta, agravando sua apreensão. Mas não lhe fez caso e logo alcançou o prédio antigo da Chaussee-Strasse, com frontispício Jugendstil, barbaramente agredido por intempéries e sinais de guerra, em irônica vizinhança com a “representação diplomática da República Federal da Alemanha”. Por uns instantes parou na calçada e sob a alça da mira do olhar perscrutante dos policiais orientais, que do outro lado da rua protegiam aquela pseudo-embaixada, encimada pelo brasão nacional da inimiga Alemanha Ocidental, não conteve o riso ao sentir-se encarado pela imensa águia preta de maus bofes, ironizada como “gavião da rapina” numa das faiscantes canções políticas do bardo que eu deveria avistar nos próximos minutos. E depois de alguns lances na velha escada, bateu então à porta do apartamento e abriu-a o próprio, Wolf Biermann; de queixo caído quando lhe contou dos dois telefonemas. Mas havia também algum desconcerto em sua atitude, espécie de pedido de desculpas sussurrado de viés, alguma vergonha por um constrangimento só admitido sob pressão.

Biermann acabara de lançar seu quinto ou sexto LP, com dois títulos que pela primeira vez em sua carreira faziam referência à América Latina: a brilhante versão alemã da canção cubana Comandante Che Guevara, de Carlos Puebla, e a Balada do Câmera-man – arrepiante poema musical sobre o fuzilamento do cinegrafista sueco, que durante o tancazo de junho de 1973, em Santiago do Chile, aponta sua câmera para um soldado. Este se volta enfurecido para o cinegrafista, aponta sua arma, mira e… então as cordas do violão de Biermann sonorizam a macabra contagem regressiva do vídeo-clipe, tal como o vimos na TV, até a imagem tremular, a câmera cair no chão, ainda empunhada por seu operador, que acabara de filmar sua própria morte. Já outro motivo para a entrevista inédita era a dissidência de um dos intelectuais mais inquietos e prestigiados do “socialismo realmente existente” – auto-definição daquela república alemã, cuja perversão autoritária, paranóica e repressiva estava fazendo inveja às ditaduras latino-americanas; Marx e Engels virando-se indignados na sepultura.

Filho de pai comunista (e judeu), militante das Brigadas Internacionais, morto na Guerra Civil Espanhola, Biermann opta voluntariamente pela RDA, muda-se de Hamburgo, sua cidade natal, para a Berlim da Guerra Fria dos anos 50, estuda com Bertolt Brecht e faz carreira amealhando a aura do “intelectual orgânico”, confiável. Até o início dos anos 70. É quando se solidariza com a revolta estudantil em Berlim Ocidental (esquerdista demais para o paladar do partido único SED, oriental), suas obras são publicadas por editoras ocidentais, (as únicas que impediram que morresse de fome), e o poeta percebido como “influência nefasta”; considerado um “renegado”.

Começa então a crônica da perseguição anunciada de Biermann, sua ex-mulher Sarah Kirsch, o físico nuclear Robert Havemann, a roqueira Nina Hagen e sua mãe, e muitos outros; alguns presos e narcotizados em Niederschönhausen; a penitenciária política da Stasi (abreviatura de MfS, “Ministerium für Staats-Sicherheit” = [Ministério] da Segurança do Estado), uma Gestapo com fraseado “socialista”. Havemann morreria pouco tempo depois, Biermann seria expulso da RDA em 1976, Nina Hagen e sua família também. E durante mais treze anos a Stasi, com seus 200 mil agentes e uma rede de mais de 150 mil informantes “voluntários” (alcaguetes, dedos-duros), para uma população que não passava de 18 milhões (1 agente para cada 60 habitantes), continuou bisbilhotando, achacando, desestabilizando e arruinando A Vida dos Outros – Das Leben der Anderen – título alemão premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007, em cartaz pelo Brasil afora e altamente recomendável.

Sendo guiado agora pela câmera dentro daquele apartamento de Dreymann, infestado de microfones escondidos sob tapetes, reboco, vão de portas e janelas, assento de cadeiras e vaso sanitário, ele percebe finalmente por que em certos momentos de suas conversas no apartamento de Biermann, sobretudo quando ele falava da boca para fora, habituado como estava no ocidente, parecia instalar-se certo constrangimento, o poeta e seus amigos entreolhando-se; às vezes em silêncio, noutras mudando subitamente de assunto.

Mas vendo na tela a namorada do personagem Dreymann (emblema do intelectual trágico, porque oportunista, comendo da mão do regime) sendo acoimada e molestada pela Stasi, abriu-se uma janela para outro “filme”; risível, do qual ele fora protagonista, com um título também divertido: No Café com os Secretas… – um prato cheio, roteiro hílare. Garoto ainda, mal tinha colocado os pés no setor ocidental da cidade dividida, e revoltado com a violação dos direitos humanos no Brasil, certo dia assaltara-o um repente e com a aura dos heróis, do paladino de justa causa, rumou à fronteira e às portas do paraíso socialista pediu para falar com o oficial de plantão.

Enquanto aguardava alguma resposta naquela recepção do céu de São Pedro comunista, presenciou e não entendeu por que um trabalhador turco, de simples vestimentas, mal conseguindo expressar-se satisfatoriamente em alemão, era agredido, maltratado com ofensas e violentos pontapés sob a bandeira socialista, expulso da pátria dos proletários… Aquilo o indignou, evocava imagens do nazismo (a propósito: a semelhança daqueles uniformes!). E apareceu então um guarda, que cara de anjo não tinha, marcando um encontro para a semana seguinte. Encontro?! Momentaneamente sentiu a vertigem do mergulho no escuro, naquelas tramas de Green e Le Carré, em grande parte inspiradas em Berlim, praça globalizada da Guerra Fria, maior concentração do mundo de espiões por metro quadrado: esbirros do Circus (M-16 britânico) caçando os de Karla (KGB soviética), os Primos (CIA) bisbilhotando ambos; todos admiradores do mitológico Alm. Canaris, o quase infalível oráculo de Delfos, digo: de Adolfo, o austríaco.

E no dia e hora marcados aproximou-se pela calçada daquela imensa avenida, zombeteira alegoria da inevitável “transição para o socialismo”, pois iniciava no Ocidente como Kaiserdamm (= esplanada do Imperador) e terminava do outro lado do muro como Stalin-Allee (= Avenida Stálin); nome logo corrigido, quando o georgiano caiu em desgraça e sua imagem foi raspada das fotos históricas do Politburô. Acomodados a uma mesa próxima à entrada estavam dois senhores engravatados. Um deles apressou-se como professor de alguma cátedra e ele consenti na mentira. E então lhes entregou em mãos o motivo de sua tempestiva visita: o pedido de divulgação através da Rádio Berlim Internacional, de uma lista do comitê brasileiro pela anistia. Emissora que tinha no ar um programa em Português e cujo locutor sem dúvida era membro do PCB (filiação que não era a dele, como sem outra dúvida deduziram de sua estampa “foquista”).

Matreiros, tentaram empanturrá-lo com torta de cereja rançosa e café de sabor indecifrável, enquanto num canto deste histórico e agora decadente Café Unter den Linden ouviam poutpurris desafinados, arrancados de seus instrumentos por um pianista coxo e um violinista que parecia surdo. E marcaram novo encontro para confirmar a divulgação da lista de presos políticos da ditadura militar brasileira, que corriam risco de vida.

Pontualmente, outra semana depois lá estava ele flanando no trottoir (melodioso galicismo que desde a passagem de Napoleão ainda designa a calçada em Berlim) socialista, confundindo os passantes cabisbaixos com as figuras imaginárias de Brecht, Piscator e Tucholsky, ou de Fritz Lang e G.W. Pabst entrando e saindo pelos cafés e bistrôs da Praça Potsdam (arruinada então, cruzada pelo muro), quando já adentrava o Unter den Linden. E lá estavam novamente dois obsidiantes (um deles novo) e desta vez ele se absteve da torta de cereja e do café. Mal lembrando, pediu uma dose dupla de vodca russa e saudou nasdrovje! Mas os anfitriões agradeceram, “não bebemos em serviço”.

Pois começaram a circunavegar o motivo do encontro, comendo pelas bordas feitos gatos (certamente a lista brasileira estava sendo analisada, perscrutada, esmiuçada, a textura do papel inclusive…). E trocando o atacado pelo varejo assaltaram-no então com perguntas sobre sua jubilosa vida de estudante. Insinuaram que no ocidente a vida não deveria ser fácil, mas que poderiam dar um jeito nisso, “uma mão na roda”. Como assim, senhores camaradas? Ora, certa “ajuda de custo em troca de algumas observações”, provocou a dupla cara-dura e generosa, a proposta indecorosa – e ele quase vomitou no colarinho do “professor” a vodca revolvendo-se nas entranhas, seus olhos encharcados de aguardente, buscando o sorriso salvador de Brecht, mas deparando-se com a figura apoquentada dos dois instrumentistas aleijados. Deu um “bolo” no terceiro tête-à-tête com a Stasi e apostou que abririam uma ficha com seu nome naquele imenso, perverso arquivo sobre A vida dos outros, que ainda há de consultar.

E no caminho de volta, do oriente para o ocidente, reparou no muro uma intrepidez impossível de denunciá-lo como mero outdoor – quem imaginaria que poucos anos depois “tudo o que é sólido se desmancha[ria] no ar” (Karl Marx) e que – insólita ironia – o que caía não era exatamente a velha e odiada burguesia?

6 Respostas

  1. O comentarista foi extremamente feliz ao postar sua denúncia como comentário desse texto principal, em específico! Identificação, empatia… encontrou um interlocutor no autor! Esse sim deve saber como o comentarista-denunciante se sente!

    Senhores! façamos alguma coisa para proteger o nosso amigo dessa invasão de privacidade já!

  2. Raro caso em que a qualidade e a importância do texto principal rivalizam com a pulga que os comentários nos põem atrás da orelha. Longa vida, Fullgraf!

  3. A tecnologia faz-nos acessar palavras inaudíveis, internet, sons, vidas, denúncias… mas não acessa o sentimento, o pensar lúcido, a inteligência crescente e vívida de um povo!

    Usam a tecnologia para teleguiar? Usa teu raciocínio e inteligência para articular outros métodos! Onde existe uma tecnologia para espionar, outras mais inteligentes existirão e serão criadas! Na ciatividade e calma sempre haverá algo a proporcionar o conforto e a liberdade mental para os que verdadeiramente a buscam. Isso tudo lembra a palavra mais desejada: Paz e apagão para a tecnologia absurda e medíocre dos espiões!

  4. sr. frederico, o “comentário” do senhor ramalho, que não é um comentário e sim uma DENÚNCIA/QUEIXA, poderia ter sido postado em qualquer outro post deste site, entretanto, coube ao seu recebê-lo. como este site prima pelas atitudes democráticas e, como o “comentário” do sr. ramalho não traz ofensas, vamos mantê-lo, até por sua curiosidade e “estilo literário.” lamentamos nada poder fazer pelo sr. ramalho.

    grande abraço e obrigado por seu espírito público e atilado à folguedos.

    jb vidal
    editor

  5. Nobilíssimo sr. editor:

    pelo amordedeus, faça alguma coisa pelo Ramalho de Oliveira Nunes, antes que sua “câmera térmica” nos delete!
    (a propósito: desconfio que é codinome de um X-9 que não veio do frio, este é baiano, veio do calorrr)

  6. ramalho de oliveira nunes | Responder

    DENUNCIA/QUEIXA RELATÓRIO
    Ramalho de Oliveira Nunes, 26 anos, segundo grau completo. rua da concórdia 1868, caseb, feira de santana-bahia e rua Teodoro Lopes, alto da boa vista,n69, Mairi- BA.RG 15500854 41
    nota: isto não é uma maldita brincadeira.

    20/09/07 RELATÓRIO
    peço que vocês analisem isso, investiguem, acompanhem o andamento, façam o que puderem, pelo amor de deus. arquivem vocês ainda vão ouvir falar nisso -pode demorar dezenas de anos pra vir a tona,a publico,mas vira.
    um grupo de pessoas, ricas, estudadas, que se colocam acima da lei e de tudo, tem uma câmera térmica capaz de “diferenciar calor”. ela grava através de paredes(não o que esta quente, um tipo de calor escolhido,”regula”), alcança centenas de metros, indica emoções através das variações de calor do corpo ((ela grava de radiação y gama pra lá, algum tipo de radiação emitida por reação química))… uma tecnologia nova e particular:”não vamos divulgar,””vai ficar pra família”
    sou objeto de diversão de uma pequena parte desse grupo que é muito bem assessorada por outros membros que vem e vão. é extremamente difícil provar a existência disso sozinho, as vezes nem eu acredito. espero que vocês percebam o quanto grave é a minha situação.

    EU NISSO
    trabalhava construindo um quarto, dava pra ouvir os visinhos de lá,comecei a ouvir comentários de uma menina e seus colegas. escrevi na parede:”fim da brincadeira, pare de gravar”. não parou. ela continuou gravando e comentando. não sabiam que eu escutava. voltei a escrever:”isso da processo, delegacia, advogado, indenização…pare de gravar”.logo ouvi:”eu mato ele”.continuaram gravando e comentando. tudo bem ate que passaram a mim gravar dentro de casa. como?”câmera de calor” disseram. eu tive problemas com o banheiro, problemas pra dormir, pra tudo. os dias iam passando e não paravam de jeito nenhum. escrevi nova frase:”vocês tem quatro dias pra parar de gravar”.((“ele tem provas” viram como ameaça)) não pararam. ao invés disso falavam em matar. fingi ter gravado as novas ameaças e disse que iria na delegacia se não parassem. só fez atrair ainda mais a obsessão e
    atenção deles, viram que o gravador era falso e passaram a tramar, especular a minha morte. tentei faze-los parar procurando provas,informações, pedindo ajuda e ao mesmo tempo, com uma suposta prova, tentando um “concorda”: concorda em seguir teu caminho e mim deixar em paz. dai pra frente eu só mim afundei e mim afundaram mais e mais nessa merda.

    x/06/07 ((enviei para a policia, usei como uma forma de defesa)) PERSEGUIÇÃO, AMEAÇAS… GRUPO ORGANIZADO USANDO CÂMERA DE ALTA TECNOLOGIA

    socorro! estou sob perseguição e ameaça:”deixa ele ficar só que eu vou lá e mato ele”,”vão pensar que foi assalto, roubo,” “ninguém acredita nele”.. o grupo possui uma câmera térmica capaz de gravar através de paredes:”não a luz, o calor emitido por qualquer coisa”. alcança centenas de metros. estão COMEÇANDO e empolgados. querem mim matar:”pode deixar não(“neinho”)”,”sabe de mais”… mim monitoram. zombam de mim ((sabiam que eu escutava e se divertiam com as minhas reações)). assistiram esse e todos os meus pedidos de socorros.
    começou isso em mairi-bahia. ” léu”, “mainha”,”molequinho”,”neinho”, “toin ivo”,foram nomes citados além da conhecida voz de S. M. virou tortura quando eu disse que ia processar se não parecem de gravar:”tem que matar mesmo”, “chama toinho pra matar”…e terror agora que perceberam que eu escutava ((muito mais do que imaginavam)) o que eles diziam.

    não adianta investigar:”o DEIC não vem, já olhei”… todos os meios possíveis de esquiva e ocultação de provas são e serão usados. esse grupo sorri para a justiça brasileira e esta fazendo de mim uma cobaia, um brinquedo.

    se é prepotência ou não, eu não sei. o fato é que eles teen uma câmera térmica ultra capaz de “diferenciar calor”, estão mim perseguindo e eu estou numa fria por saber sobre isso(” ô…ô…não adianta é nada”,”ele pensa que vai viver”,” ele escuta é a voz”,deixa esse cara aí, quando ele ganhar dinheiro a gente vem e mata ele”,”mato ele é de todo jeito. -vai dar problema.-não tem como ligar não, vão pensar que foi crime comum).
    ((policia resposta: insuficiente para abrir uma investigação))

    x/07/07 ESPIONAGEM?
    (( pode ter a ver com o desenvolvimento de tecnologia para celulares pois)) eles têm equipamento que interfere, faz alterações nos celulares -usaram na minha tentativa frustrada de gravar alguma prova.

    x/08/07 SITUAÇÃO ATUAL
    um grupo de pessoas tem uma câmera térmica capaz de “diferenciar calor”,ela grava ((a radiação que passa)) através de paredes e outras coisas sólidas. três dessas pessoas estão extremamente viciadas e ((foram encarregadas de ))mim monitora o tempo todo (“vamos ver o que ele vai fazer”). querem mim matar por que eu sei sobre eles(“quem mandou ele brincar com agente”). não mim mataram ainda porque todos acham que eu tô doente, doido(“ninguém vai acreditar!”). e não mim deixa em paz porque(“vai da problema”)?…

    A filosofia deles é, em tom de zombaria e menosprezo, perguntar: “e ele vai fazer o que?” isso revela um conhecimento deles sobre o descaso e a incapacidade das pessoas, autoridades e instituições.

    x/08/07 QUERO PROTEGER A MINHA VIDA, A MINHA PRIVACIDADE E A MINHA LIBERDADE!
    A CÂMERA ((dados))
    NO COMEÇO- uma câmera térmica com regulagem manual,alarme de movimentos
    e indicador de emoções básicas:

    -“ficou escuro o bonequinho.(e lendo) emoções negativas”
    A\”ali ta quente”.J\”ai regula”
    “ali ta bom ta frio”,”a câmera segue”,”o alarme toca se ele levantar”,”já
    vou ate regular aqui”,”ela gosta dele,ó como ficou quente ali”
    M\”vou embora! o cara vai chamar o DEIC(sarcasmo)”.V\”tem o que? M\”se o DEIC vier
    ai o DEIC detecta, detecta não?
    (outro dia)V\”só detecta se chegar perto que ai tem ?..ânio (urânio?).
    (os fones de ouvidos)”ta ligado, olá a eletricidade passano.”
    J\”ficar perto pra ver o que ele escreve.”
    *J\”a câmera diferencia”
    eu\tecnologia microbolometer! eles riram disso
    mover rapidamente ou digitar rapidamente deixa um rastro, um vulto na imagem;
    tocar em objetos,paredes…fica a marca;

    cobrir com papel alumínio. J/”neinho disse que ai é que fica bom”
    estar diante de um vidro,espelho só melhora a imagem.

    A câmera destaca, mostra o que interessa. mostra o que esta vivo o que oscila, o que se move, balança…”REGULA”, “DIFERENCIA”,SEPARA…
    a maldita câmera consegue mostrar algo(uma fita)que eu escondi dentro
    de uma caixa de isopor, faz de qualquer cidade ou mato um campo aberto((parece celular, nada consegue bloquear)).

    EM SEGUIDA ((alguns meses depois))- uma câmera térmica com regulagem automática, fixa/segue um alvo e não mais um simples indicador de emoções básicas, essa maldita câmera consegue reproduzir voz interior.
    é com esse poder que eles se divertem e alimentam o ego de posso tudo,tramo tudo, encurralo tudo.

    ESCAPE OU IMPENETRABILIDADE
    quem vai/pode chegar perto ou se afastar de uma coisa dessas? uma porcaria
    que alcança centenas de metros; que ignora paredes e destaca você;consulta advogados,pessoas que entendem inglês,técnicos em informática; usa carros e tudo que o dinheiro pode comprar: eu\ladrões!- risos-?\” pra que a gente quer dinheiro”.

    Quem vai escapar de um programa de busca funcionando a vários gigahertz (bilhões por um segundo) associado a um equipamento que, provavelmente, capta a centenas de metros um tipo de radiação que atravessa tudo?

    ((SITUAÇÃO DIFÍCIL

    sair por ai eles entram num carro e vão atrás, é diversão para eles; ficar em casa eles montam acampamento, é diversão para eles. não da pra correr nem pra se esconder -não até que eu encontre algo que essa porcaria não atravesse)).

    SÍNTESE DE:

    – DEFESA – “recolho a câmera”; “guardo a câmera”; * “a gente não fez nada, não tem provas”; “ficar de olho”; “a gente mata antes”; “deixa, vão pensar que é doido”
    – PERMANÊNCIA – seguros; confiantes; intrigados; protegidos por todos os recursos que essa
    tecnologia proporciona e mais o suporte.
    – ATAQUE – *”não tem como ligar”; “parecer crime comum”; “ninguém vai investigar”;simplesmente farão quando decidirem pois a câmera torna tudo viável, possível.

    PESSOAS (do inicio)
    ANTA VADIA(batizada por mim)-suspeito que ela seja uma das filhas de S.(“mainha”),é cínica, debochada, supérflua…moça,20 a 30 anos;
    “MOLEQUINHO”-15 a 25 anos, usa botas, tira conclusões, parceiro da anta vadia;
    ~JOÃO-20 a 35 anos,calado, fala pouco,pouco presente(ele vai e volta
    geralmente a noite), não é daqui:”vou embora”,”ia viajar já não vou mais”,entende
    de computação,tem colegas iguais -com quem anda durante o dia, provavelmente;
    TOINHO- pouco conhecido, pouco presente:”ta viajano”,”quando toinho chegar”,”já
    matou”,fala pouco;
    NEINHO-30 a 50 anos, tem influencia sobre todos eles, é a quem eles consultam
    e mostram as novidades;
    no mais é visitante que eles trazem, geralmente pela manhã e principalmente
    nos finais de semanas. eles, os visitantes, falam muito:”é esse ai que vai pegar a gente?”. A\-“aonde ele for agente vai atrás”,” não pode tirar dele não.
    O TEMPO

    conclusõesao longo do tempo:

    “dali escuta…”é tele pata”, “super-audição”;

    “ele escuta!”;

    “ele escuta é tudo!!”.
    durante aproximadamente um mês e meio- eles não sabiam que eu escutava:”pra menina treinar”, “é inteligente”,”o cara é tele pata”…falavam muito:pro nosso lado, nosso lado, agente…tinham as câmera e mais microfone.((concluíram: dali escuta))
    mais um mês((e mais instigados ainda))- suspeitavam:”ele escuta é a voz”,”ele tem provas”,”ele blefa”,”ele vai ficar é doido”,”quem mandou ele brincar com a gente”…
    dai em diante- certeza:”ficar de olho”,”é burro”,”foi blefe ele ta é
    só”,”não tem provas”vão pensar que é doido”,”deixar não”…
    parte deles são debochados, cínicos, se acham donos do mundo e das possibilidades. tramam pelos cotovelos motivados por prepotência, pelas minhas reações e por toda a estrutura por trás deles. claro, estão extremamente viciados -são encarregados de mim monitorar, pra “ver o que eu apronto,fujo, chamo”.
    nota: a descoberta aqui é um cara que consegui ouvir o que é dito próximo a câmera.

    O QUE MIM INCOMODA ((incomodo é o de menos numa situação dessas))
    DA monitoração- a arrogância desse povo,a invasão,as criticas, a falta de liberdade,a violação total da privacidade,o controle.
    DA vulnerabilidade- o roubo de senhas,idéias, bens,a facilidade de conspiração,a falta de futuro -já que minha vida depende da “boa” vontade deles pois se vê que tem algo muito maior por trás disso e a câmera torna tudo viável,possível, quando eles decidirem isso.

    ARROGÂNCIA/AMEAÇAS/((na verdade ESCÁRNIO . eles se divertem com as minhas reações. Reações físicas, neurológicas/ideológicas, emocionais/químicas e interações, vida pessoal no caso da anta vadia)).
    ao longo de quatro meses:

    S=S. A=anta vadia; M= “molequinho”; N= “neinho”; T= “toinho”;V=visitante;*=muito usado

    S\-vai processar agente, pode não. M\ – eu mato ele! S\-tem que matar mesmo. M\-é só chegar alie dar um teço nele. M\-se ele subir ali eu atiro. M\-eu subo ali do um teco nele digo que ele subiu. “Quando a mãe sair”. “quando ele ficar só”. ?\-vou buscar léu pra matar. A\-léu veio ai pra matar ele quando soube que era amigo de Jair disse que não ia matar não, foi embora. S\-ameaçando agente, disse que ia denunciar. M\- toinho mata!(…) foi briga!
    “sobe no telhado e manda bala”. *quando ele tiver só. “quando dormindo se não ele corre”. “deixa ai pra menina treinar”.————————————-

    ?\-é só entrar ali e pegar ele. M\-vai pelo telhado. A\-ele pensa que vai viver(riso). S\-pode deixar não, ele mata a gente(receio)depois do que agente fez com ele. J\-é só toinho chegar aqui pra ir lá matar ele. EU\-vou na delegacia registrar queixa….A\-ai ta vendo, já não pode matar mais.M\-agente manda outra pessoa.J\-mata sim, não tem prova. ?\-vamos sair daqui.?\-não ele vai ficar é forte. tem que matar é logo. V\-por que não deixa esse cara ai? A\-não ele vem atrás da gente. V\-deixa esse cara ai. M\-nada, vai matar mesmo. *ele brincou com a gente. ?\-esse cara ta ai anda? J\-eleta é morto. ?\-o cara vai denunciar agente. ?\-ele não tem provas, vão pensar que ta é louco. “eu apago”A\-ele vai mandar é pelo correios. J\-ele não chega lá. ?\-por que não mata logo??\-vamos ver o que ele vai fazer. ?\-o que ele sabe??\-ele ouvia era tudo! J\-a parede é fina(blocos)ali atravessa. *ta morto!(irritado). S\- na cabeça dele! (enchi bem ela) A\-na cabeça. J\-matar é logo.(motivado por alguma ação minha) A\-e se ele viver? J\-eu chego ali e queimo ele. M\-se oDEIC vier?J|- dei um tiro nele e já to é longe. V\-deixa esse cara. depois agente vem ai e mata ele. S\-se esse menino foge, ele mata a gente. M\-bora lá matar o cara??\-e aquele papel ali?M\-a gente pega tudo. ?\-a família vai ta ocupada com o velório, eu entro lá e pego tudo. S\-tadinho. eu não sou a favor de matar ele não.(não diga) M\- o cara é doido, o cara vem atrás da gente. A\-neinho disse que não é pra matar não. M\-é só chagar ali e da um teço nele.?\-esse cara tem prova, o cara ta tranqüilo. ?\-ele não ta acreditando não.T\-pera ai que ele acredita (três tiros ouvidos) J\-ele ta esperto, ele vai correr J\-eu corro atrás. S\-ali tem muita gente. S\-vão pensar que foi assalto. M\-o cara é doido, o cara vai sair sozinho. é só encostar o carro e da um teco.A\-e se tu errar? “ele quer é morrer mesmo”. “quando ele tiver só”. J\-é ruim de toinho não matar ele. V\- se ele ganhar dinheiro agente vem matar ele, deixa o cara aí, o cara é burro. ?\-ele não tem prova não, ele ta é só. J\-mato ele de todo jeito. A\- é pra matar mesmo! S\-eu vou ate sair daqui. A\-eu quero é ver(empolgação). J\-nada! vão pensar que foi assalto. S\-deixa ele xingar, ele ta morto mesmo. M\-toinho mata. toinho já matou.. S \-ameaçando a gente disse que vai denunciar. J\-ele vai ficar é doido A\-e se ele não ficar?J\-eu vou lá e mato ele. A\-(riso). J\-ali não tem saída, eu encho ele de balas. M\-eu ainda do um teco nele… M\-o cara é feio.T\-chego lá e apago ele. não quero nem olhar pra cara. *A\-ele não sabe que vai morrer! ?\-deixa esse cara ai, vai da problema. J\-não, né pra matar gugu não. gugu não mexeu com a gente. ?\-matar é hoje, eu vou lá chamar toinho.?\-toinho ta viajano. *ele ta esperto. ?\-deixa ele esquecer que agente vai lá e mata ele. *não tem prova. ?\-não é mainha que vai lá atirar nele. J\-ta morto! ta morto! ?\-ali é a sentença de morte dele. *\-(matar) antes dele falar,antes dele escrever,antes dele mandar. ?\-depois. (…) ai complica. “o cara é burro, deixa esse cara ai. S\-pode deixar não… A\-ele ta pensando que é brincadeira(riso) A\-e se ele fugir??\-ai que é bom pra dá um fim nele. EU\-fujo pra roça escoltado por minha família.”a gente usa radio””é ruim dele chegar lá”. A\-neinho disse que só é pra matar se ele fugir. “ô,ô, esse aí já era”.

    Passaram meses batendo na mesma tecla. A anta vadia chegou a ficar oito horas seguidas repetindo a mesma palavra, repetindo rindo e intercalando, revezando com o parceiro molequinho. Tinham um objetivo claro.

    NOTA: isso no inicio, depois a coisa ficou bem mais séria.

    SÓ UM POUCO DO MEU DIA

    S. M. quis mim processar, dar uma queixa não o fez, não deixaram, pois isso seria uma forma de registro e eles pretendia “apagar” essa historia (contavam com a impunidade o esquecimento e o descaso). naquele dia pronunciaram com empolgação:”quero ver a cara dele”. Logo meu irmão trouxe o telefone. era minha irmã:”baú fica bem aí, o pessoal ta aqui, passaram aqui pela minha lojinha. Maria também viu elas passeando lá pela rua”. Duas horas separam as duas cidades, Aquilo aconteceu de manhã. é… ficar tranqüilo? ou eu estava louco ouvindo vozes e etc., ou aquilo era um álibi e eles iam mim apagar era logo. fiquei preocupado. fui para a internete e de súbito enviei um texto para a policia federal contendo nomes e relatos sobre o ocorrido. foi a única forma de defesa que encontrei. Os dias eram assim, o tempo todo assim. dai pra frente a coisa mudou um pouco, pra pior pois eu perdi o meu maior trunfo. é lamentável.

    ESQUIZOFRENIA?
    eu nunca vi esquizofrenia aparecer na janela; falar coisas que eu não sabia, que nunca vi; ser gravada; piorar com dois remédios diferentes . eu nunca vi um esquizofrênico manter se cociente assim; ouvir vozes quando esta a beira de um desmaio tanto quanto quando esta alegre, ou não depende de situação, horário…

    Todomundo diz que nao é real, mas tenho fortes indícios que provam o contrario. Se é ou não é real só o tempo dirá. Eu digo, parece esquizofrenia, tem sintomas de esquizofrenia, mas não é esquizofrenia. Eu digo vou cobrar meus direitos e todas as omissões. E o tempo, o que dirá?

    FAMÍLIA
    familiares não entendem a situação. ignoram, acham que eu ouvi vozes
    de “espritos”, que é só levar ao médico vitamina, chá… pronto! ta curado.
    e o que é pior, ignoram a possibilidade disso ser real. não querendo alimentar,
    ouvir “isso” eles chegaram a mim deixar numa situação de risco extremo.

    QUEIMA DE ARQUIVO
    essa gente((não os que mim observam. os “profissionais” que ha. por trás deles, os que estão por ai com as outras câmeras.)) é capaz de invadir uma garagem roubar um caminhão só pra esconder o verdadeiro objetivo: mim matar… se especializam em planejar crimes a serem realizados por terceiros sem que aja possibilidade de vínculos.

    23/10/07 CINCO MESES DE SOFRIMENTO, TERROR E TORTURA
    vulnerável é o nosso estado. inacreditável é a minha situação. eu preciso de ajuda, por mim e por nos todos.

    injustiça, perversidade,crueldade,frieza,calculismo,vicio… (radiação térmica, energia radiante, “diferenciar”).

    20/12/07 SITUAÇÃO ATUAL 2
    extremamente viciados eles mim observam, cada segundo, cada ação, cada pensamento.(“olho nele”). acreditam que eu não posso alcança-los e que se, de alguma forma, eu conseguir atingi-los eles vão lá e concertam tudo usando a câmera. alem disso:” da um tiro nele e pronto”. ó as idéias: tentar mim enlouquecer evitando que eu durma, interrompendo o sono antes que alcance o estado mais profundo.

    x/01/08 SITUAÇÃO EXTREMA

    NÃO ADIANTA MANDAR E-mail, ELES TEM A SENHA E APAGAM TUDO.

    PS: o miserável ainda disse: “ali não tem nada”.

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