DAS RAÍZES DA FALA por darlan cunha

Energia intelectual e introvisão: eis os atributos da consciência do leitor solitário que mais se desenvolvem através da leitura.
HAROLD BLOOM. Por que ler.

 
Leio porque me enrijece e dana com mil vazões de sono e vigília e, mais ainda, leio pelo fato de que a união com a minha maior fonte de erros e acertos não é a mão do guarda nem a da tua mãe, nem aqueloutra figura arquetípica que, lá no fundo tu quiseste ter e não a tiveste. Saibas que eu sei de ti, que percebo quase tudo, pelo que podem os atos da leitura e da escritura me dar.

Escrevo porque são danações inequívocas, e é preciso pô-las ou superpô-las nalgum lugar ao sol ou nas brasas de algum acampamento, num breu de toca ou numa oca tão gritante quanto uma camisa do tipo habanera, e coisas mais que me fazem escrever (não corrigir) sobre manias & endemias – todas elas matéria de escrita, como se em palpos de aranhas, sobre ovos e vidros eu não andasse. Ora, escrevo para me danar, achar e espalhar mais danações.

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