NOSSO FÓSFORO poema de julio almada

Sequestrar tua pupila
É a pira do meu olhar.
Só tua boca tranquila
Pode a minha acalmar.

Eu gosto é de conter
Fogo com gasolina.
Apagar e derreter
O céu desde a retina.

Tempestade de areia e deserto
Lua brilhante em tua mão
Dor no gozo ao certo

Cada carícia: maldição
Nada vejo estando perto
Afio as asas na prisão.

Uma resposta

  1. Julio, você tem uns poemas que doem feito espinho na unha. Não sou masoquista, mas quando sinto isso que você escreve, percebo que bem ou mal, ainda estou viva (afiando as asas…)
    Saudade
    Marilda

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