BRASILIA 48 ANOS poema de josias de souza

JK

Céu

Ermo

Sonho

Cerrado

Alvoroço

Niemeyer

Dá, não dá

Lúcio Costa

Modernidade

Mexe, remexe

Risca e rabisca

Ah! Plano Piloto

Ou vai ou racha!

Lobbies, trejeitos

Jeitinhos, arranjos

‘Quanto levo nisso?’

Início do novo Brasil

O público privatizado

Desbravamento moral

Canteiro de obras: lama

Máquinas e tratores: lama

Movimentos pesados: lama

Uma cleptocracia emergente

País de inocentes e cúmplices

De repente, o cerrado vira mar

Mar de gente; humilde e ingente

Gente punjente; daqui, dali, d’acolá

Cimento, tijolo, ferro, aço e vidro

Suor, lágrima, ‘concreto amado’

Grita, sussurra, bate e levanta

Horizonte largo, tempo curto

Correria, pressão, algaravia

Avenidas, prédios, euforia

Munumentos curvilíneos

Teatro, eixos, Catedral

Supremo e Congresso

O Palácio do Planalto

Praça dos ‘poderes’

Lá se vão 48 anos

A cidade é duas

A modernidade

A Idade Média

Absenteísmo

Clientelismo

Espertezas

Culpados?

Ora, nós!

O voto

Vesgo

Torto

Cego

Oco

2 Respostas

  1. Goste muito dos poemas Sobretudo estrutura!

  2. Muito bom. Visual e literalmente. Parabéns.

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