Arquivos Diários: 4 maio, 2008

TOTALITARISMOS, SOCIALISMO, CAPITALISMO…e depois? – por márcio salgues

“A revolução mais necessária parece ser a mais improvável” Herbert Marcuse.

Nesses tempos em que os noticiários falam de milhões de reais – ou de dólares – trocando de mãos – normalmente inescrupulosas – com uma frugalidade tal que parece se tratar de um prato de alface, uma ninharia qualquer, a única impressão que me resta é a da falência dessa democracia inerte, de vitrine, bem como do, já ruim, Estado de Bem Estar social.

Referi-me à nossa democracia como sendo “de vitrine” pelo seu aspecto meramente decorativo, freqüentemente exibido ao mundo como um belo exemplo de democracia. Ainda que esse “belo exemplo” seja forjado a cada eleição, quando somos forçados, sob a pena da Lei, a “escolhermos livremente” aqueles que irão legislar sobre nossas vidas, nos governar e cuidar da nossa sociedade, administrando o dinheiro que nos é cobrado para fazer funcionar o sistema de “bem estar social” que não funciona, visto que os cidadãos comuns, por sua própria posição dentro do organograma social, alijados que são da estrutura do poder, apenas tentam se manter vivos, em busca de alimento e manutenção da prole.

Para essa “livre escolha” nos são oferecidos candidatos previamente fabricados, forjados numa retórica enganosa, maquiados com recursos hollywoodianos de som e luz, cheios de efeitos especiais e interpretações dramáticas. Ora, não são gente como a gente. São personagens irreais, tão fictícios quanto seus programas promocionais que, como toda boa produção cinematográfica, custa bem caro e alguém tem que pagar a conta. Como aprendemos desde crianças que dinheiro não nasce em árvores, não sei porquê a sociedade não protesta contra esse espetáculo carnavalesco cuja conta será paga por ela mesma. Ou seja, dentro desse modelo de democracia que nos é imposto, apertar o botão “Confirma” tem sido um gesto parecido com o apertar o botão da descarga do vaso sanitário só que, despejando algo com pelo menos seis zeros.

Referi-me também ao Estado falido não em termos financeiros, pois, como lembrei no início, dinheiro em caixa existe, nos dois. Mas, falido na sua missão precípua de promover o tal bem estar social do seu povo. Sendo assim, o Estado deixou de ser, perdeu o rumo ou está vivendo uma crise de legitimidade – e não estou falando a respeito do governo – compelido pelas forças de mercado em torno das quais o mundo gira como se fosse uma das Leis da Física.

O Estado tornou-se, assim, apenas mais uma empresa capitalista que não compete apenas com suas concorrentes mundiais, mas, e também sob a pena da Lei, com seus cidadãos, drenando seus recursos na forma de impostos. Pior ainda, uma empresa que não gera renda nem bem estar, apenas consome como uma praga, gasta, desvia as riquezas que deveria produzir em benefício comum. O Estado tornou-se uma máquina de engorda para os que o administram e nós os carvoeiros que alimentam as caldeiras.

O Socialismo sucumbiu à corrupção humana, os regimes totalitários sequer merecem alguma consideração, o Capitalismo fincou suas raízes. E este, por sua vez, já traz em sua natureza a necessidade de corromper como ferramenta adicional para a obtenção do lucro. Uma social-democracia de fato, nunca saiu do campo das idéias. O que nos reserva o futuro? Definitivamente, não sei.

Rumorejando (Ciclones, temporais, tempestades, cá na terra brasileira, constatando). por josé zokner (juca)

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (De uma quadrinha de dúvida crucial que incomoda os pais).

Começar por onde

Para educar bem os filhos?

Talvez mostrando um bonde

Que nunca sai dos trilhos…

Constatação II

Rico é realista; pobre, ainda acredita em Papai Noel.

Constatação III

Rico faz amor; pobre, malcriadez.

Constatação IV (De uma dúvida crucial via pseudo-haicai) 

O mal de um improviso

É que, quando ele vem,

Ele vem sem prévio aviso?

Constatação V (Democracia não é o Parlamento ter a oportunidade de fazer o que eles estão fazendo).

Estadismo e estadistas este assim chamado escriba, nos seus 71 anos de idade, não conhece ou conheceu em nosso país. Talvez muitos não concordem. Estão no seu direito.

Porém será que governantes são capazes de imaginar o mal que fizeram para pessoas, os dramas familiares, as doenças psicológicas e psicossomáticas e, mesmo, os suicídios, os que apelaram, no desespero, para o alcoolismo, drogas etc. Quantas pessoas o presidente Collor de Melo prejudicou com a surrupiada do dinheiro e que não levou a conter a inflação? Quanto dinheiro foi parar da corrupção com os eternos mensalões da vida que deveriam ir para Educação e Saúde que, ao longo do tempo vem matando gente nas filas do SUS e nos prazos protelatórios de marcar uma consulta, operação, etc.? E os prefeitos que desviam até a merenda escolar. A lista é interminável. No Brasil, a vida das pessoas, da fauna e da flora não é respeitada.

Constatação VI

Rico é impulsivo; pobre, engrossa.

Constatação VII (Exemplos de vantagens e desvantagens de ser septuagenário, ex-sexagenário, ex-qüinquagenário, etc.).

Vantagens: não é mais obrigado a votar; fila no banco junto às gestantes para atendimento prioritário.

Desvantagens: As gatas te chamam de “tio”, definindo bem a tua condição de vetusto; Os joelhos ficam travados por causa da artrite e, onde é necessário, não trava mais.

Vantagem e desvantagem: As jovens te oferecem lugar no ônibus o que te enseja viajar sentado. O fato apresenta desvantagem, pois você é considerado necessitado de atenções especiais e não é bem àquela almejada.

Constatação VIII (Quadrinha para ser recitada em ambiente que comporte uma espécie de patriotada).

Seja na minha cara Balsa Nova

Em Curitiba, ou em Mongaguá

Mesmo que o time leve uma sova

Eu sempre torcerei pelo Paraná.

Constatação IX

Rico renúncia; pobre, é despedido.

Constatação X (Passível de mal-entendido).

O sucesso daquela bailarina dependia do ângulo de abertura de suas pernas.

Constatação XI (Quadrinha assaz laudatória).

Ela pareceu muito sensata

Ao não fazer escândalo

Quando cruzou com uma barata

No seu perfume de sândalo.

Constatação XII

Rico freqüenta a própria piscina ou a do clube; pobre alguma cava alhures.

Constatação XIII

Rico vai pro tudo ou nada, mas não tem nada a perder; pobre vai pro tudo, mas não pega nada.

Constatação XIV (Dúvida crucial via pseudo-haicai).

Ninguém providencia

Que os jovens aprendam

Um pouco + de geografia?

Constatação XV (Outra dúvida).

E ninguém providencia

Que os alunos dominem,

Do plano, a geometria?

Constatação XVI (De uma dúvida ingênua).

E, ainda, ninguém providencia

Que em lugar da violência,

Um pouco mais de cortesia?

Constatação XVII

Não é por nada, não, mas o que é que a bola andou fazendo para os três times, considerados grandes da capital do nosso estado, para ser tratada como vinha sendo? Será que a coitadinha tem culpa? Quem souber a resposta, por favor, cartas ao cuidado do e-mail deste assim chamado escriba josezokner@rimasprimas.com.br

Constatação XVIII (Perdão, antecipadamente, caros leitores).

Quando a gente leva o material, colhido de manhã cedo, para o seu respectivo exame, no laboratório de análises clínicas, será que nele estão também contidos as nossas virtudes?

Constatação XIX

A Alessandra Ambrósio

E a Juliana Paes

Deveriam participar

Do meu simpósio,

De assuntos transcendentais,

Com participação

De representações

Federais,

Estaduais

E municipais

Que acabei de preparar

Para que a chatice

Dessas tais reuniões

Onde se ouve só tolice

Atenuar.

Constatação XX

Rico refreia os maus impulsos; pobre dá plena vazão a eles.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

 

OLAVO TENÓRIO está no site

OLAVO TENÓRIO

 

A. H. Fuerstenthal

Consultor em Ciências Comportamentais

 

 

 

Este artista é um mestre de formas. Seja num móbile, num corpo de luz, numa composição de estruturas contrastantes, na simbolização de um animal, num broche, num desenho, numa pintura ou em outra coisa que ainda não fez, mas certamente fará, ele se destaca pela originalidade, pela inspiração, pela simplicidade e pela espontaneidade estética.

 

O que impressiona em Olavo é a ausência de comprometimento. É moderno só no sentido de não seguir nenhum estilo historicamente marcado: não é gótico, nem barroco, nem renascentista e muito menos expressionista ou impressionista. O seu estilo pode ser chamado de “musical”, uma vez que cada uma das suas figurações toca o espectador como se fosse um som, ou, melhor, uma harmonia que agrada os sentidos sem que se saiba exatamente o porquê.

 

Outro traço característico do Olavo é a “unidade”. A obra e a pessoa são uma e a mesma coisa, tendo a mesma elegância genuína, o mesmo alongamento, a mesma sinuosidade e significação.

 

E não é só isso. A unificação estende-se também ao meio em que vive e cria este artista. O Olavo expressa o melhor do Brasil, suas danças, seus cantos, seus sorrisos, seus abraços e sua gentileza que atrai os visitantes, apesar de desavenças sociais, desordem e insegurança.

 

Olavo tem a resposta certa para todos aqueles embaraços do meio tropical: pega a madeira, o metal, o acrílico, o cristal e raios de luz para criar um mundo de pequenos milagres, capazes de dar à pessoa sensível um impacto de beleza em plena existência cotidiana.

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os palavreiros da hora dão as boas vindas para o amigo e brilhante artista visual olavo tenório que com sua página vem oferecer mais opções de lazer e oferta para nossos leitores.