A VERDADEIRA HISTÓRIA DO HOMEM PÚBICO – por alceu sperança

Havia um país em que as pessoas eram inocentes. Não havia maldade. Inexistia a aids e ninguém sabia para que serviam as partes. Os homens púbicos andavam sempre à vontade, pois não precisavam de roupas. Não esfriava, o El Niño era só o nenê de um vizinho paraguaio e assim os homens púbicos podiam passear inocentes por onde bem entendessem.

Mas sobreveio uma granizada ventosa e todo mundo sentiu aquilo ficar roxo de frio e os homens púbicos pela primeira vez sentiram vergonha. O vendaval traria a notícia de que no dia 3 ou 4 de outubro viriam as ereções. As ereções serviriam para que os homens púbicos subissem na sociedade.

Daí que depois das ereções os homens púbicos se tornariam só homens. E aqueles homens púbicos que desprezavam as ereções e só começaram a pensar em eleições se tornaram homens públicos e não pararam mais de infernizar a vida da gente até hoje.

Daí porque a bruxa Roxa, a suposta autora dessa história, filosofa com seus caldeirões e suas poções:

– Essa modernidade toda que taí só deu em mutretas e auditorias. Nós precisamos, mesmo, é de mais ereções.

 

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