SEM AS POEIRAS DE VOLTAIRE – poema de tonicato miranda

Uma mariposa cinza

com a ponta de uma das asas quebrada,

mas com um desenho magistral,

mais trabalhado que kambé,

mais variado do que Roman

mais surpresa do que Poty,

mais elegante do que Mazé,

muito menor do que o sorriso da Desi

desceu em queda livre

de Piraquara a Morretes.

 

Depois de quase ser comida por um pombo,

uma gralha sobrevivente

e um gavião ancião;

depois de quase cair num canavial,

quase beijar uma grande pedra

às margens do Marumbi,

após a descida vertiginosa do cimo

dos picos da Serra do Mar,

pousou a teu pés.

 

Não declamou para ti

Ana Cristina César,

como era de se esperar,

mas Voltaire

eu não beijo a poeira dos vossos pés,

porque vós quase não caminhais,

vós levitais nos meus pensamentos“.

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