Arquivos Diários: 1 junho, 2008

CARTA PARA OUTRO-EU poema de joão batista do lago

 

Olá, meu caro.
Há quanto tempo não nos falamos!
Gostaria de ter notícias tuas…
Como andas? O que tens feito da vida?
Sabes, ainda ontem andei pensando em nós dois.
Quando éramos crianças (lembras?)
brincávamos no alpendre lá de casa,
corríamos por entre quartos, paredes e corredores…
Ah, o Rex sempre nos atormentando,
atravessando nossos caminhos
mordendo nossos tornozelos…

 

– Parem, meninos, parem com essa correria.
Gritava mamãe sempre que passávamos por ela,
escrava que era daquela máquina de costurar:
tchic, tchic… tchic, tchic… tchic, tchic… tchic, tchic… tchic, tchic…
tchic, tchic… tchic, tchic… tchic, tchic… tchic, tchic… tchic, tchic…
Assim ela ia cosendo nossas vidas, nossas histórias… e nossas estórias.
Dia após dia de intermináveis costurares!
Mas nós continuávamos a brincar, a correr, a pular:
E ela: – Parem, meninos, parem com essa correria – insistia em nos alertar.
E a máquina: tchic, tchic… tchic,tchic… tchic,tchic… tchic, tchic… tchic,tchic…
tchic, tchic… tchic,tchic… tchic,tchic… tchic, tchic… tchic,tchic…

 

Ah, meu caro, tenho pavor às saudades, mas
percebo que hoje, ao alcançar esta minha idade,
elas se apresentam tão salientes que são difícil não escutá-las.
Elas estão presentes em tudo e em todos os lugares!
Ó, amigo, essas saudades são de amargar, me
incomodam e se instalam em qualquer lugar
ficam o tempo todo a me vasculhar…
Saudades são como carrapatos de almas,
verdadeiros parasitas inconfessos
sanguessugas de velhas e novas lembranças, (que)
roubam a consciência da presente esperança.

 

Sabes! Hoje tenho nítida sensação de me haver
internado numa masmorra. Sinto-me preso.
Estou isolado num infinito labirinto.
Não sei quando entrei… e nem por onde.
Não encontro portas de saída. Estou só.
Vago noites e dias entre as paredes frias da
minha masmorra sem portas. Ouço o
lamento do vazio num eterno calafrio de
vozes que me vêm do além mais próximo de mim:
ecos de dores… de horrores. São
quermesses do nada exaltando o meu fim.

 

Vês, meu caro, o quanto sinto tua falta?
Preciso-te. Necessito alentar minha dor, pois
somente a palavra do poeta – palavra de sofredor! –
não resolve a carência maior de minha paixão em flor.
Sim! Preciso-te, caro amigo, para
novamente corrermos entre quartos, paredes e corredores
conversarmos com o vento e a infância, sem
precisar ficar espantado com a adulta ignorância.
Sim! Preciso-te. Urgentemente preciso-te.
Preciso-te para viver minha eternidade de criança.
Preciso-te para sair desta masmorra. Deste labirinto.

 

Abraço-te, meu caro.
Eu.

ALGUMAS LÍNGUAS QUE DOMINO poema da jairo pereira

 

 

domino línguas indominadas o Perinqnetsapier que só traz substantivos tudo é pedra cadeira vaso livro cavalo machado máquina carvão pássaro bandido gaiola pitanga trovão seu léxico e sua sintaxe extraordinária só aparecem em módulos comunicantes no espaço :alguns céus de lua-nova:

Trisosfhótermus idioma deitado no adjetivo belíssimo crucial altivo salutar indolor lídimo trânsfugo animado sonhador fieira de hastes palavras e seus fulgores brilhos nathurais na fala prosódia de rico filão o dito encantador

outra língua que me arrebata um mundo de presença em minha vida língua ampla e repartida o Lhymandyscusvesthifallis’s tríptico esplêndido combina substantivo com adjetivo e acrescenta pelo meio seus verbos mortos tatu-mirim carnudo cantifar a cor da lua enluarada cozido terçado de moela cauterar o sol recolhido vespas límias em transfunção silflertar

domino línguas irresolvidas acidentes do dizer versos terçados por conta e risco jias-palavras maldormidas no imenso charco do meu país coisas que enganam os loucos ditos ditados pra dentro mel de abelha no favo cuspir de palavras ao vento.

CUANDO YA NO IMPORTE poema de darlan cunha

 

 

O Assombro vive de suas cordas tensionadas, vive
o Espanto tirando sombras do instrumento,
abrindo mentações para o novo, eis o que para ti
e os teus importa: o aço das facas, sua beleza
de corte sem sutura, ouça

quem reclama
não teres mais mímese nem simbiose pelas quais
os dias eram sem nome e sem data, vê: ainda
o teor de sal há de ser revisto,
o açúcar regrado da sociologia que te ampara
já é gasto, e assim (pífia psicologia
à mão, cheio e cheia de psicopatologias de fatos cotidianos)

melhor será abrir com as dobras da música o acervo
entre os convivas, a mesa bem diluída,
o peixe (e sua simbologia)

à espera.

 

Escrito especialmente para o sítio PALAVRAS, TODAS PALAVRAS, reduto de PALAVREIROS DA HORA.
*: (título de um livro do grande escritor uruguaio JUAN CARLOS ONETTI).

HÁ MILONGA NESSA HISTÓRIA DAS LIVRARIAS – por reinaldo polito

·                                  

A partir desta semana (19/03) a história dos livros, das livrarias e da leitura em nosso país passa a ser contada de uma forma totalmente distinta. Provavelmente, com a compra da Siciliano pela Saraiva a educação no Brasil seguirá um rumo diferente, e, esperamos, muito mais promissor.Por R$ 60 milhões, a Saraiva, que possuía 36 lojas em sua rede de livrarias, ficou com mais 63, totalizando agora 99 lojas. Um império que chega a assustar muitas editoras, já que deverão se confrontar com um forte e, até então, desconhecido poder de barganha.

O lado positivo da questão é que uma organização desse porte só sobrevive se o país tiver muitos leitores. E pessoas começam a ler ou aumentam a quantidade de obras lidas se forem estimuladas, incentivadas e seduzidas a se aproximar dos livros.

Para a arte de falar em público a notícia não poderia ser mais alvissareira. Comunicação de qualidade pressupõe conteúdo e conhecimento. E um dos meios mais eficientes para se obter esses ingredientes fundamentais à estruturação da boa mensagem é a leitura.

Há pouco tempo a CBL (Câmara Brasileira do Livro) pediu que eu escrevesse um texto para falar sobre o mercado de livros no Brasil. Além de me dedicar à pesquisa sobre o tema em nosso país, aproveitei para incluir os argentinos na conversa. Vamos aos pontos e contrapontos.

Os argentinos se vestem melhor que os brasileiros – concordo. Produzem vinhos de qualidade superior aos nossos – concordo. ‘Los hermanos’ têm mais librerias que ‘nosotros’ – não concordo. Não? Ué, mas sempre disseram que na Argentina havia mais livrarias que no Brasil!

Pois é, jogaram essa milonga e nós a engolimos sem pesquisar os fatos. Não só não tem, como a diferença a nosso favor é quase a mesma que temos com o número de campeonatos mundiais de futebol.

Adoro a Argentina e os argentinos. Perdi a conta de quantas vezes aterrissei em Buenos Aires. Passear a pé por suas calles é sempre um prazer indescritível. Entretanto, essa história sobre o número de livrarias precisa ser contada direitinho.

Segundo levantamento da Associação Nacional de Livrarias (ANL), realizado com o apoio da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que está saindo agora do forno, temos hoje no Brasil 2.767 livrarias. Desse total, 50% estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Da outra metade, 35% estão nas regiões Sul e Nordeste.

As informações sobre o número recente de livrarias na Argentina são escassas e divergentes, mas, pelas publicações que li na imprensa dos próprios argentinos, com o fechamento recente de inúmeros pontos-de-venda, estão beirando mil.

Ou seja, a goleada a nosso favor é de mais ou menos duas vezes e meia. Antes que você empunhe a bandeira e comece a comemorar na Avenida Paulista com o grito de ‘ééé campeããão, ééé campeããão’, há outros pontos que precisam ser esclarecidos.

São quesitos negativos para o Brasil que, diante dos argentinos, nos obrigam a meter o rabo entre as pernas e ficar meio corados.

A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é que o número ideal de livrarias seja de uma para cada 10 mil habitantes. Nem os norte-americanos chegam lá, pois possuem uma livraria para cada 15 mil habitantes.

Pelos números recentes, demos uma melhorada, mas a estatística ainda é bem ruinzinha: 2.767 livrarias para 190 milhões de pessoas, o que dá por volta de uma para cada 70 mil habitantes.

O Estado de São Paulo, que com 676 livrarias está na liderança, para uma população de 40 milhões de habitantes atinge uma livraria para cada 60 mil paulistas. Aqui está a grande vantagem dos argentinos: eles têm uma livraria para cada 50 mil habitantes. Feito o mea-culpa, vamos a algumas considerações relevantes.

De acordo com um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a CBL e o Snel, do total de 310 milhões de livros comercializados no Brasil em 2006, apenas 125 milhões foram comprados e vendidos pela livre iniciativa; os outros 185 milhões nem passaram perto da porta das livrarias, pois foram adquiridos pelo governo diretamente das editoras.

Para 2008 o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) irá comprar, de 14 editoras e grupos editoriais, 127 milhões de livros para serem distribuídos aos alunos dos ensinos médio e fundamental.

É fácil deduzir que, se esse público comprador estivesse adquirindo livros normalmente no mercado, o número de livrarias seria muito maior.

O ponto positivo dessa informação é que o governo compra em grande quantidade e, por isso, consegue fazer negociação mais vantajosa. É o maior programa de compra de livros por parte do governo para estudantes em todo o mundo.

Mais um dado para refletirmos. Quando se fala em grande livraria na Argentina, as pessoas só se lembram da El Ateneo e de mais uma ou outra. Cada megastore inaugurada pela Fnac, Cultura e Saraiva no Brasil representa quase dez pequenas livrarias. Vai somando tudo isso para ver aonde chegam os números.

Embora as informações atuais indiquem que, enquanto o brasileiro lê em média 1,8 livro por ano, o colombiano 2,4 e o argentino 4, os próprios argentinos reclamam do baixo nível de leitura dos seus estudantes.

A pesquisa da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) de 2002 não está atualizada, mas mostra bem como, pelo menos dentro das escolas, estamos na frente: um estudante argentino lê 0,9 livro por ano; no Brasil a média é de 4 livros anuais.

Outro dado alentador para o mercado livreiro do Brasil está no interesse pelas bienais. Os números da última Bienal do Livro de São Paulo impressionam: 1,5 milhão de livros expostos, mais de 800 mil pessoas circulando pelos estandes e 3 mil novos títulos lançados.

É livro para argentino nenhum botar defeito. O resultado prático é animador, pois 80% das pessoas que visitaram as bienais compraram livros. O dobro do resultado obtido pelas feiras argentinas.

Lógico que essa comparação com os argentinos foi mais para dar uma apimentada na conversa e desfazer um mito que foi propagado por falta de análise mais criteriosa das estatísticas.

Vale a pena observar também como está situado o mercado livreiro no Brasil. Pelas informações da ANL, as 2.767 livrarias existentes no País estão assim distribuídas: 13% são redes com até 20 filiais e lojas independentes e 61% compõem a parte mais representativa do mercado – são redes de 21 a 50 lojas.

As livrarias de pequeno e médio porte, com faturamento mensal que varia de 35 mil a 45 mil reais, representam 70% dos estabelecimentos.

Para que surjam pequenas livrarias, e para que elas possam se manter no mercado, os empreendedores precisam se dedicar a um atendimento especializado e diferenciado. Desta forma, complementariam ações das grandes redes, como a gigante Saraiva, atendendo a um interesse específico do consumidor.

Outro tema que precisa continuar sendo debatido é o estabelecimento do preço fixo para o livro, com limite para o desconto concedido ao consumidor final, como já adotado em muitos países. São saídas para manter e ampliar o número de livrarias no Brasil.

As estatísticas e pesquisas que usei para alinhavar meu raciocínio podem ser contestadas, e em alguns casos talvez até sejam imprecisas, pois, como dizia Roberto Campos, estatística é como biquíni, mostra tudo, mas esconde o essencial. O importante, porém, é incentivar o debate e a reflexão sobre esse tema tão relevante para o Brasil.

Finalmente, precisamos nos conscientizar da importância de se incentivar a leitura, especialmente entre as crianças, pois é a infância a fase da vida em que se toma o gosto pelos livros.

Assim, vamos preparar nosso País para crescer e prosperar. Ninguém pode cruzar os braços diante dessa realidade, pois essa é uma responsabilidade de todos nós.

Investimentos como esse feito pela Saraiva devem ser vistos com bons olhos, pois estão acreditando que o brasileiro passará a ler ainda mais. Quem sabe um dia possamos conquistar resultados semelhantes aos países do primeiro mundo. Oxalá!

 

NO DIA INTERNACIONAL da CRIANÇA – por otilia martel/vila nova de gaia/portugal

Porque TODOS  temos DIREITO à Vida, ao carinho, ao bom-trato, enfim… a EXISTIRMOS dentro do teu…

 

 

 

 

Ontem…HOJE…amanhã…

Em 2 de Junho de 2006 dizia precisamente o que vos repito HOJE

 

 

 

 

 

 

 

 

Ontem (1/6) comemorou-se o Dia Mundial da Criança. Ontem… as televisões Portuguesas fizeram reportagens mostrando crianças felizes, brincando em parques de várias Cidades… Ontem…
Hoje…amanhã… no futuro próximo, não se ouvirá falar mais deste Dia, que deveria ser todos os dias…
Hoje, muitas crianças continuarão infelizes….
Hoje, muitas crianças não terão pão para comer…
Hoje, muitas crianças irão ser maltratadas e molestadas…
Hoje, muitas crianças continuarão o trabalho de todos os dias…
Hoje, morreram de fome, de doença, de violência, crianças em todo o Mundo.
Hoje… muitas crianças, não têm o direito de serem Crianças…
Porque hoje, amanhã e depois, continuará a ser dia de as crianças serem protegidas, deixo aqui a Declaração Universal dos Direitos da Criança
 
 
 
Porque TODAS têm direito a ser

 

 

 

 

 Um ABRAÇO

 O.

Rumorejando (Uma, pelo menos uma, vitória do meu Paraná, na Segundona, almejando). – por josé zokner (juca)

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Rico tem garganta; pobre, goela.

Constatação II

Não se pode confundir dólar – a moeda americana – com do lar, que é como se cognominavam as mulheres antes de entrarem no mercado de trabalho, muito embora houvesse uma profusão de mulheres, do lar, que os respectivos maridos não proporcionavam a elas alguma viagem ao exterior provendo-as com dólar, a única moeda que se usava antes do advento do euro. Aliás, não proviam, tampouco, com outras moedas como o cruzeiro, cruzeiros novos, mil reis, real, ou qualquer outra moeda em circulação em nosso país nas diferentes épocas. Enfim, não levavam um p. centavo pra casa, gastando em bebida, outras mulheres, etc. principalmente em etc.

Constatação III (“Poesia” para ser declamada preferencialmente em Brasília).

Quisera ser como um urso

Para poder hibernar

Mesmo não sendo inverno.

E de um político

O vazio discurso,

Por mais que fosse fraterno,

Não fosse possível escutar.

Constatação IV

Não se pode confundir ladino, que o dicionário Houaiss define, entre outros, como:diz-se de ou indivíduo que revela inteligência, vivacidade de espírito; esperto” com latino, mormente o da nossa América, Brasil inclusive, tendo em vista que, com os governantes que tiveram, conseguiram sobreviver… A recíproca não é necessariamente verdadeira. Há muito latino que não precisa ser ladino para sobreviver, pois, por exemplo, já nasceu em berço esplêndido…

Constatação V

E não se pode confundir orgulho com engulho, muito embora dê engulho nas gentes em ouvir um pai da pátria apregoar o seu orgulho de ser nacionalista, de ser de determinada religião, de apregoar as palavras liberdade e democracia e fazer parte de esquemas de pôr a mão no jarro e coisas desse jaez.

Constatação VI

Deu na mídia: “60 países se comprometem a deter desmatamento até 2020”. Já dizia Lord Keynes: “No futuro ewstaremos todos mortos”. E, claro, também desmatados. A mesma coisa acontece com o aquecimento global. “No futuro trataremos do assunto”. Cambada de filhos daquilo. (Perdão, leitores).

Constatação VII (De duas dúvidas cruciais via pseudo-haicai).

Foi o besouro

Que disse pra besoura:

“Você é meu tesouro”?

E foi a besoura

Que disse pro besouro:

“Aí não. Dói como corte de tesoura”?

Constatação VIII

E não se pode confundir cachaça com chalaça, que o dicionário Houaiss define como “dito ou gracejo de mau gosto”, para evitar diálogos desagradáveis como aquele do bêbado, cheio de cachaça que disse pra mulher: “Puxa! Como a senhora é feia”. E ela: “E você não tem vergonha de estar bêbado?” “É verdade”, ele contestou. “Mas amanhã eu fico bom, mas a senhora vai continuar feia”.

Constatação IX

Rico é didático; pobre é prolixo.

Constatação X (Na 3ª Idade, ou Idade de Ouro, ou a do idoso ou simplesmente “véinho”).

E como meditava, recordando, o septuagenário, ex-sexagenário, ex-qüinquagenário, etc.: Além de você ter que suportar, com humilhação, o sorriso de mofa da atendente da farmácia quando você pede viagra, levitra ou cialis, além de você ficar na fila no banco, destinada também às mulheres grávidas, você, quando vai renovar a carteira de motorista, ao invés de ter que voltar, como era antes, daqui há cinco anos, você terá que voltar, pra nova renovação, daqui há três. Será que é porque o pessoal fica pensando que você não agüenta os próximos cinco? Quem souber a resposta, por favor, etc.

Constatação XI

O conquistador não perde oportunidade em dar tratos da bola para melhor atingir seus nobres e filantrópicos objetivos. Sua última aquisição foi um guarda-chuva para criança, bem pequeno. Quando ele sai a passear a pé com uma das suas pretensas conquistas e o tempo está para chuva ele leva o seu pequenino guarda-chuva para poder se agarrar com a companhia, a fim de se protegerem da chuva começada. Depois, abrigados no seu apartamento alugado, o convite para tirar a roupa para secar mais depressa junto ao aquecedor. Sem dúvida, imaginativo o cidadão que, inclusive, pretende registrar no órgão de Direitos Autorais os seus esquemas de donjuán.*

* Donjuán = “libertino sedutor e sem escrúpulos; conquistador, mulherengo”. (Houaiss).

Constatação XII

Se no difícil jogo de truco

Eu fosse comparado

À um esquema de cozinha

Eu seria chamado

Mestre-cuco.

E não falo abobrinha.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br