Arquivos Diários: 4 junho, 2008

SOLIDÃO poema de jb vidal

andava por andar

não havia nada a dizer

 

as palavras agarravam-se aos meus cadarços

como se fosse o último a dar-lhes vida

 

os pensamentos voaram para longe

atormentar outras mentes

 

a alma,

bem, a alma sofria  o compromisso com o corpo

 

 

o corpo,

ora o corpo,

 

 

retive um sorriso,

…e tudo era só

 

ENGUIA de TERRA SECA poema de joanna andrade

Tudo acaba

Sentido alem do que sinto

Pelo preço que dou

Palavras empoladas informatizadas

Poetizadas

Acabadas em Mallarmé Rimbaud Bocage  

ou seja lá o que for……..

De nada valem se não por mim

Pré potente sou

Perder tempo é rebelar-se

Querendo que o mundo reconheça a diferença

Medíocre transeunte

Própria anatomia de animal racional

Pense menos e faça mais e coloque a maçã roubada de volta ao pé

Hipócrita ensimesmado busca um poder afiado em linguas elétricas

Enguia de terras secas e verme das profundezas epicentricas

Fétida união umbilical empobrecida uniformizada de humano pensante

 Não passa apenas de um taciturno abutre em busca de infelicidade

Derrota e erros

Galga feito galgo

Come feito sem terra

Lambuza-se como quem não sabe ser abelha em cima do doce derramado

O sal dicipa o pecado doce deixado no corpo inerte sem noção de território

Vai segue em frente

Vai

Em busca do que vem a ser o nada em forma de tudo

Encha a boca com palavras com assuntos com nomes importantes feito pipocas em dia e noite de diversão

Efeito estufa com princípios e vontades

De abraçar o mundo com a sapiência do hommos do hummus do tahine?

Canso desse ranço

Dessa rima

                    dessa consciência

que se diz não empolada

Cheia de intelectualização rasa

 laminada e supostamente seivante

Perder tempo é rebelar-se

Querendo que o mundo reconheça a diferença

Entre amor paixão tesão supérfluos

Raiva descontentamento insatisfação descontroladas

Masculino feminino dividido

Mais e menos sossego

Tudo acaba

Sentido alem do que sinto