Arquivos Diários: 16 junho, 2008

O blogueiro ZÉ BETO comenta em DARC…aqui no site

ZÉ BETO

 

 

Darci Ribeiro é tanta energia falando e escrevendo que nos deixa sem fala, sem texto. Brasileiro até o talo, sendo brasileiro o fruto dessa misturança, essa bagunça, essa esperança, essa força, estranha, como na letra de música, mas que vai, aos trancos e barrancos, como o título de outro livro do professor, depurando, enxergando o lado falso, o lado podre, o lado mentiroso, que comanda essa imensidão de luz que teve nele, Darci, um intelectual que soube enxergar de dentro. Ele conhecia bem essa gentalha que arrebenta o povo sabendo disso, mas se lixando porque é seduziada pelo poder de roubar sob o manto da impunidade. São mais coitados do que a ninguenzada que não tem nada, mas é honesta, toma cachaça, vibra com o gol do time, samba no pé, faz sexo com o maior tesão do mundo, cria os filhos com nada de dinheiro, mas ensina a ser gente. Saravá, Darci! Que não está apenas nas bibliotecas. É presença nas florestas, nas selvas de pedra, no mar, nos rios, nos lagos, no céu azul, nas montanhas, nas pedreiras, no sorriso deste povo lindo, feio, vivo, que vai dando de leve o pé na bunda dos escrotos.

 

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Os poetas TONICATO MIRANDA e ZULEIKA dos REIS comentam em MAIÊUT… aqui no site

  1. Zuleika dos Reis Silva

Desdobrável, para ser desdobrado, desventrado, esse poema-viagem alucinógeno, pelos múltiplos concretos-intangíveis gregos parâmetros sem acesso a conceitos gerais para esse eu-poético assim a buscar uma tão impossível contemporaneidade de tais deuses e monstros e bacanais; assim condenado a voltar, a voltar, a voltar sempre ao Agora, ao Agora, ao Agora, com as mãos vazias de deuses e do que os meninos amantes da sabedoria julgavam saber enquanto, astutamente, firmavam, através dos séculos, saberem coisa nenhuma.
Amigo Vidal, mas que viagem! Valha-nos deuses!

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TONICATO MIRANDA

Prezado Vidal,

Nem Baco, nem JB, nem Vidal, de dez palavras do seu poema, na sonoridade umas seis já tinha guardado o sabor nos meus ouvidos, umas três nem pensar, não sei do que se trata, meu latim não vai a tanto, meu grego é menos do que pelego, não me cobre nem o frio dos pés.

Uma única palavra duvidosa, talvez “zeugma”, talvez “divisos”, por sonoridade não tão próxima mas por elipse da estétiva. Mas sobre um poema tão hermético assim, lembro de Leminski dizendo

” um poema que não se entende é assim como um transatlântico perdendo a rota”.

Mesmo com tais dúvidas entendi que você queria ser, ao menos por um momento, um Deus, mesmo que apenas Olimpíco, e menos onipresente, apenas para visitar o Olimpo, conhecer Afrodite e alguns dos convivas de Zeus.

Muito bem, valeram por tantas palavras novas, mesmo que à margem do meu dicionário ou léxico embutido na memória.

Grande Abraço!
Tonicato Miranda

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O poeta JOÃO BATISTA do LAGO, comenta em A NOSSA IMPRENSA… aqui no site

JOÃO BATISTA DO LAGO

 

Meu caro Vidal.
Bom dia.

Se esta configuração se desse como verdadeira eu me sentiria plenamente realizado.
Por que? Por quê veríamos aí a diversidade do noticiário.

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Aos meus olhos este texto deveria servir como aula para os alunos de jornalismo. Mas não só isso! Deveria ser discutido dentro das redações de jornais, rádios e televisões. Contudo deveria ser lido e discutido não a partir do conjunto humorístico que nele está implícito, mas a partir do conteúdo metafórico que nele há.
A imprensa nacional, meu caro, aos meus olhos, é hoje um grandiosíssimo pastel que é empurrado goela abaixo do brasileiro. Se olharmos com os olhos de ver percebemos, claramente que, simetricamente, todas as redações parecem que obedecem a uma única pauta. Em geral não vemos no noticiário enfoques diferentes e diferenciados. Em muitos casos a composição do noticiário chega a ser o mesmo… Mesmíssimo mesmo! Sem tirar nem por.
Ocorre-me, meu caro, com a devida licença dos “palavreiros” indicar autores que já escreveram sobre essa pasteurização da mídia: a) Alba Zaluar; b) Zuenir Ventura; c) Pierre Bourdieu; d) Giovanni Sartori; e) Dominique Wolton…

Um grande abraço.
João Batista do Lago

 

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ABAIXO a CENSURA!! por dani morreale

 

 

Que toda manipulação existe desde as extremidades esquerdistas e direitistas, neste mundinho múltiplo capitalista, é óbvio. Não há margem que somos o tempo todo, monitorados e também direcionados à inexistência de um porta-voz verdadeiramente ativo com interesses iguais a todos. Não sei quando nem como muito menos aonde vamos encontrar um apoio sólido que defenda em primeiríssimo lugar nosso meio ambiente (sem preservação e auto-sustentação há quem diga e as evidências indicam que ao passar dos anos a água será escassa como muitos animais hoje estão extintos, os ares poluídos e a degradação vista simplesmente como uma transformação natural – isso mesmo, referente à própria natureza). Que defenda a liberdade de sensos – que a “geléia geral” tenha em suas mentes instruções a manter um posicionamento crítico, sem discurso marcado de interesses miseráveis – dou-lhe uma e dêem-me algumas.

Que defenda a contra censura, isso mesmo a CONTRA CENSURA. Nos tempos dois mil e bolinhas assistimos sentados no sofá a saúde nos bolsos de magnatas e uma defesa fantasiada de seu reino. Os quais tapam os olhos da classe majoritária que não concluem os passos levados ao calabouço através de meios de comunicação abertas e BEM PAGAS. Na divisão das águas, dos que puderam à oportunidade de estudos e dos que não puderam, dos que podem aos acessos das novas tecnologias e dos que não podem, há uma incompatibilidade em números, falo principalmente aqui, no Brasil, dos que aceitam e que não aceitam calados. Penso como alastrarmos a voz fora dos meios baratos e arrancarmos estas vendas vendidas dos pobres manipulados. Não temos um sistema firme para criarmos movimentos revolucionários, este tempo já era. Seremos massacrados pelos poderes. Entraremos no bolo daqueles formadores de opiniões que foram demitidos dos grandes veículos de comunicação, apenas por expressar VERDADES. Até mesmo os críticos, neste instante de tensão, se calam por excitação de seus aconchegos. Pra quê enfiar a boca no trombone? Ah não, dá muito trabalho… Poderão perder suas reputações na sociedade. E amanhã? Vão tomar cafezinhos, lerem os jornais e rirem com deboche das falcatruas finais das CPIs sempre terminadas em pizza. Confesso, também sinto receios, mas não posso calar diante de minha indignação. Nem cito a criminalidade nos morros, muitos vitimados e orientados pela própria corrupção que sai da base do planalto.

Salvo aqui, não tenho interesse político, não levanto bandeira de nenhum partido que abasteça uns e abortam outros. Também não sou isenta do meu posto, nem sigo o fluxo conforme o tráfego. Pudera eu ter àquela voz que cito ali em cima, de orientar e defender o que nos parece ser mais justo/evidente. Fico apenas inconformada com toda esta manipulação que a mídia faz sempre em cima da balança, com o peso bruto do dinheiro. É o que movimenta o mundo sem medo de o mundo parar de movimentar.

Segue abaixo o link do vídeo sobre a CENSURA no governo de Minas Gerais. Como disse minha amiga Brena Braz, assistam logo, antes que o governo mande/pague o youtube tirar fora do ar…

http://www.youtube.com/watch?v=R4oKrj1R91g&eurl

 

Abraços e boa semana pra nós – com sensos e sem censos.

 

 

DIRETOR do TEATRO POSITIVO QUESTIONA GOSTO do CURITIBANO

Diretor do Teatro Positivo “alfineta” concorrência e questiona gosto curitibano

Marcelo Franco admitiu ainda que lucro com atrações internacionais é modesto

 

Joss Stone canta em Curitiba no próximo dia 18.

Às vésperas de receber Joss Stone no Teatro Positivo (18/6), o diretor da casa de espetáculos Marcelo Franco comunicou que os preços cobrados pela apresentação da cantora inglesa (entre R$ 200 e R$ 400) são definidos pela produção do show, e não pelo próprio teatro. “O valor de locação do espaço para shows internacionais é inferior que o cobrado pelo Teatro Guaíra (com 2173 lugares, 227 a menos o Positivo). Nossos preços não são maiores que os que acontecem lá”, falou.

Para ele, o público contesta o valor do ingresso porque “não entende que o cachê é em dólar”. “O preço de uma atração internacional é extremamente caro. Os contratos internacionais exigem inúmeras taxas”, garantiu.

Franco contou que o lucro do Positivo para receber uma apresentação internacional é modesto. Mas garante que a ação é uma boa estratégia de marketing para o grupo. “São atrações de risco. Ganhamos mais nome do que dinheiro.”

O diretor garantiu ainda que o valor cobrado para ver Joss Stone não é o mais “salgado” do ano. Em abril passado, o paranaense precisou desembolsar de R$ 300 a R$ 400 para ver o britânico Seal. Detalhe: Seal contava com patrocínio do Banco HSBC. “A Joss Stone chega ao Brasil sem nenhum incentivo ou patrocínio de peso”, contou Franco, que segundo ele poderia encarecer a apresentação.

Gosto duvidoso?

Marcelo Franco criticou ainda o gosto curitibano. Segundo ele, o público gasta “muito dinheiro com atrações que não têm qualidade”. “As pessoas pagam muito para ver coisas que não são tão boas”, disparou ele, que diz ter ficado entristecido por ver a pouca procura pelo americano Billy Paul.

“Estava vazio. Me arrependo por não ter mais público do que tinha”, disse ele sem revelar a lotação do espetáculo, que custava R$ 160.

O diretor também reclamou da fraca procura pela premiada companhia norte-americana de dança contemporânea Parsons Dance, que se apresentou no local na última terça-feira (10), com pouco interesse do público apesar do preço baixo (R$ 80). “Oferecemos várias apresentações. São peças e shows que o público em geral pode pagar, mas certas atrações realmente não conseguem ser tão acessíveis por conta do peso do artista”, reclamou.

“Não tenho como dar acessibilidade total à cultura, seja ela no teatro ou em qualquer outro ramo. Isso não existe”, finalizou Franco.

 gazeta on-line.por angela antunes.