PODERES OCULTOS, TALISMÃS E FEITICEIROS – por ademário da silva

A noite e o dia segundo o conceito humano não convivem sob o mesmo teto. Desafeição e afinidade não constituem ambiência agradável por oposição emocional, psicológica e moral, feito água e óleo que se separam, mesmo estando num único vaso.

E segundo a resposta de Albert Einstein a luz é a sombra de Deus. O que poderia parecer uma contradição se compreendida pelos parâmetros humanos, é uma realidade insofismável, partindo da premissa  de que em a Natureza tudo é energia. E Deus enquanto Suprema Inteligência do Universo e Causa Primária de todas as coisas, é realmente a energia que brilha em todas as coisas e seres, em todas as células e genes, constitui  a placenta de Luz, onde está contida toda a vida, suas conseqüências e implicações, tendo como veículo primário de manifestação o fluido cósmico universal, célula diretriz de todo impulso existencial  em a Natureza espiritual que por sua vez contém a natureza material.

Assim compreendemos que a matéria é energia condensada vibrando em lenta velocidade que se nos passa a impressão de que está detida, parada, retida por estranha paraplegia, surda, extática qual espantalho nas fronteiras da dureza e da solidez. Aí raciocinamos por comparação: o diamante é o elemento mais duro que conhecemos e esquecemos que ele tem como berço o carbono que é um gás. Mas vejamos o seguinte: o perispírito é constituído por: eletricidade, magnetismo e matéria quintessenciada. A mediunidade é orgânica, o que quer dizer que o corpo humano é organismo, em caso de mediunidade ostensiva, preparado para  a maior ou menor manifestação do magnetismo que o próprio perispírito veicula. Isso nos demonstra que as forças da natureza se manifestam, se expressam, se permitem manipular segundo diretrizes já estabelecidas em suas origens e finalidades. E condições de dureza e lentidão existem na matéria que não combinam intrinsecamente com a energia do perispírito, por exemplo, até por disposições moleculares.

O necessitado, doente ou desavisado vai ao “centro espírita”, tenda de umbanda ou terreiro da caridade, explica seus achaques e problemas de variada gama de complicações, e o guia espiritual aconselha a que traga peças de sua indumentária cotidiana para ser “benzida”, magnetizada; e o tecido se faz refratário à assimilação da energia aplicada no processo e os resultados são nulos ou quase imperceptíveis. O guia do terreiro risca um ponto no chão e impressiona os sensíveis e incultos, mas sequer se cogita de que  a terra anula e desvia os efeitos da eletricidade comum, até por motivos de proteção, se assim não fosse as descargas elétricas carreadas por raios e trovões já teriam causados maiores danos ao planeta.

Disso podemos depreender que é preciso por exemplo descobrir veículos condutores adequados aos mais variados tipos de energia que conhecemos, para que nos libertemos da esfera viciada da “boa vontade” e realmente nos preparemos enquanto médiuns e espíritas para atuarmos lúcida e conscientemente nos trabalhos de amor ao próximo, sem criarmos desavisadamente expectativas de ilusórias esperanças aos mais necessitados.

A água que é fluidificada nos Centros Espíritas é um exemplo grandioso dessa combinação de elementos interagentes. O espírito desencarnado de um médico combina os fluidos medicamentosos naturais ao fluido animal dos médiuns e alcança por vontade e intenção amorosa a medicação necessária à determinadas doenças, que se lhe pediram pra que ele as curasse. E de acordo com as mesmas de harmonia e integração, permissão pelo viés da misericórdia do Pai, muitos necessitados alcançam resultados importantes. Até por que a água é um excelente condutor de eletricidade.

Em o livro ‘O Espírito e o Tempo’, J, Herculano Pires em sua visão acurada, filosófica e científica demonstra as características: agrícolas, psicológicas e científicas da mediunidade, enfatizando que em sua fase agrícola o homem por desconhecimento e empirismo necessitou dessa relação mitológica com ‘divindades e duendes’, por que não possuía cabedal  intelectual e de experiência para descobrir com serenidade e lógica a outra dimensão da natureza existencial, sem que isso significasse para ele um impacto emocional e espiritual altamente prejudicial.

O mediunismo com certeza teve sua razão de ser nos períodos de infância intelectual e científica da humanidade, mas hoje que até a ciência dita oficial se curva as evidências de que uma energia diretriz, que o corpo bioplásmico e outras denominações que tais, são realidades que já não se tem como negar e é até melhor explicá-las, poderes  ocultos,  talismãs e feiticeiros tomam acento no ônibus da história humana rumo aos vilarejos do folclore e das crendices.

Poderes ocultos, talismãs, bênçãos e maldições só podem ser aceitos pelos que desconhecem as leis da natureza e principalmente por ignorarem o Poder e a Justiça de Deus, Pai Todo Misericordioso.

A lei de causas e efeitos clareia-nos o raciocínio. O pensamento é uma força ainda não totalmente conhecida e admitida por nós. Entre pragas e desarranjos quebram-se as asas do arcanjo desavisado, ou seja, o ser emissor do pensamento malévolo ou invejoso é quem arca com o maior percentual das conseqüências por ele imaginadas em seu desequilíbrio antifraterno, enquanto o receptor só se verá em maus lençóis se afinizar fluídica ou moralmente com as atitudes em questão.

A mediunidade “parece” guardar segredos, o que acontece é que pela própria disposição orgânica, o médium em determinadas circunstâncias, não se restringe ao efeito dos cinco sentidos humanos, ele extrapola e atua com valores e leis que pertencem por assim dizer ao mundo espiritual, causando em quem o vê atuar, significativa impressão que deveria levar ao estudo, a busca e a pesquisa e jamais a se sediar na esfera do miraculoso, até por que isto é comodismo e preguiça mental, que redunda em inércia e estacionamento existencial.

2 Respostas

  1. Gente, eu gostaria de entender algo que aconteceu comigo na minha infancia. Atualmente tenho 17 anos, mas na época tinha uns 5 ou 6. Minha irmã estudava à noite e eu dormia no quarto dela. Uma noite eu acordei junto com um menino, eu sei que era um menino,mas não poderia haver nenhum ali. Nós conversamos, eu estava com medo, sabia que não era sonho, pois pegava a claridade do abajur. Um tempo depois minha irmã chegou da escola, e eu perguntei pra ela: Mana, você viu o menininho que estava aqui comigo? E ela respondeu, Não tinha ninguém com você aí, e eu falei: Coloca a mão na cama então, pra ver como está quente. (Eu sentia a cama quente onde ele estava deitado ao meu lado) e ela falou que estava fria. Nunca mais me esqueci deste episódio, lembro como se fosse ontem e me arrepia só de lembrar. Eu agradeceria muito se alguém tivesse um tempinho para me ajudar a desvendar isso, porque é muito estranho. Abraços

    1. Você provavelmente teve uma projeção astral.

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