Arquivos Diários: 17 julho, 2008

ZULEIKA DOS REIS COMENTA EM “É E NÃO ESTÁ”

COMENTÁRIO:

Zuleika dos Reis

Na lucidez dos lúcidos, fielmente loucos de si feito você (assim o poema atesta), nenhum ciclo é exato, pode nunca.Viver é mesmo muito perigoso, ah, mestre Rosa, mestre Rosa! E todo louco-lúcido/lúcido- louco, Lúcifer de si-mesmo, jamais desiste da Esperança da Epifania, jamais, muito menos ainda em Mundo-Falso-Eterno-Presente-Este-Estrangeiro de Si- do Outro.
Abraço forte
Zuleika.

 

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MANOEL DE ANDRADE COMENTA EM “O LIVREIRO DE CABUL”

COMENTÁRIO:

Manoel de Andrade

É bem isso aí, caro Salomão. A industria editorial, como a fonográfica, no mundo inteiro, está promovendo a cultura unicamente pelos “valores” de mercado. “Campeõs de venda” nas listas de grandes jornais e revistas??? “Formadores de opinião literária”??? Esta encomenda faz parte do marketing mafioso das editoras. É preciso resistir. O que é difícil…, numa cultura cada vez mais marcada pela alienação e pela aparência. Nesse shopping de ilusões que é o mundo, só se consome o que está na vitrine e, infeslizmente, a grife está marcando também a literatura. É imprescíndível ter espírito crítico quando se entra nesse bazar sedutor da pós-modernidade, onde estão expostas as “novas tendências”, a decantada “conceitualidade” e todo esse irreverente varejo intelectual. Mas tudo isso faz parte do jogo globalizado. Temos que resistir até a últimas trincheiras. Sobre este livro, tenho-o visto por aí, quase todo dia, por que também sou um rato a procura de um bom pedaço de queijo. Agora…, como não uso meu tempo com a leitura de best-sellers, nada posso comentar.

 

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CARLO PAOLUCCI COMENTA em “A PASSEATA DOS CEM MIL”

Comentário:
1968, o ano q nunca terminará

O mundo de 68 começa a revidar às bestialidades patrocinadas pela direita-profissional na guerra fria e aos genocídios de Che Guevara e do povo vietnamita, e dá inicio a luta urbana através da esquerda-com-raiva, q deflagra sua cratera-lunar(expressão belga: desprezo à perfídia norte-canalha-americana e seu (i)mundo hollywoodiano). Inicia-se pelo movimento universitário em Nanterre-França, onde, liderados p Bendit-Le-Rouge, invade a Europa e toma universidades/ruas do mundo (pasmem, até em Bercley-Califórnia). Ameaçados pelos terroristas da c.i.a. de intervenção da OTAN, a direita-profissional promove a carnificina na cidade-luz. A mídia pró-ocidental omite esses fatos, assim como o fez nas barbáries argelina(63) & vietnamita(67/75). Lá, HOCHIMIN inicia a expulsão da canalha americana da Indochina, iniciada em Quang Tri(73). Essa canalha já vem ofertando ao mundo inúmeros crimes de lesa-humanidade, a saber: A)extermínio da nação indígena. B)Ku Klus
Klan. C)450 mil calcinados em Hiroxima e Nagazaki. D)genocídio de 3,5 milhões de heróis vietnamitas. E)invasões de Granada, Panamá, Belize. F)gasolina p vidas no Iraque. G)a hipocrisia ilegal em Guantánamo. Na década de 60, Kennedy, o gãngster-mor, ñ conseguindo invadir Cuba(varridos na Baía dos Porcos-61) fabrica a crise dos mísseis cubanos p camuflar os 75 mísseis atômicos apontados p Moscou instalados na Turquia. Depõe governos democraticamente eleitos no Cone Sul e implanta a tortura através de sua infame Aliança p o Progresso. Mas Dan Mitrione, um Torquemada da Operação Condor(travestido de monitor de tráfego) é heroicamente justiçado pelos Montoneros argentinos. Após o golpe de 64 os terroristas da c.i.a. se reapresentam e instruem a direita-profissional tupiniquim com técnicas de tortura & assassinato. Com a Passeata dos 100 Mil(Rio) se iniciam os anos de chumbo através do AI-5 e Operação Obam, e o BRAZIL se transforma no país-vomitório dos
norte-canalha-americanos. A ditadura tupiniquim acrescenta o exílio aos q reagem c ações armadas ou políticas. Quem ñ é jogado vivo ao mar é jogado semimorto em Argel/Paris/Bruxelas. A Igreja, cúmplice do golpe na 1ª hora, sai às ruas após freis Beto/Tito, Herzog, Manoel Fiel Filho, Stuart Angel. Hoje, com as piores lembranças supostamente pacificadas, eu posso dizer EU LUTEI! Mas por que torturadores ñ podem dizer EU TORTUREI? Simples, o (i)mundo hollywoodiano ñ os quer perto dos holofotes, pois lhes reserva o lugar de sua eterna desonra, os porões. O mundo de 68 jamais terminará p os bufões da direita-profissional!!!!

 

 

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VALORES na VIDA em SOCIEDADE – por vicente martins

 

Os valores não surgem na vida em sociedade como um trovão no céu. São construídos na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas escolas, nas manifestações culturais, nos movimentos e organizações locais. Conhecê-los, compreendê-los e praticá-los é uma questão fundamental da sociedade atual.

 

Perguntei à minha filha Mariana, de 11 anos, o que pensava da seguinte situação: um pai, vendo um filho passar fome, resolve roubar alimentos em um supermercado no bairro em que mora. Ele agiu certo ou errado ao cometer esse delito? Ela me respondeu: “Acho que ele agiu certo porque ao ver o filho com fome não suportou a cena de miséria em sua casa e não teve saída senão roubar. Por outro lado, também agiu errado por ter roubado o supermercado; afinal, roubar é uma ação feia”.

O exemplo acima pode nos dar uma idéia da complexidade que é viver em sociedade. A luta por um mundo melhor, por uma civilização mais humana, mais democrática e mais justa tem sido, historicamente, construída pelo homem. 

Atualmente, os governos, as organizações não-governamentais e os cidadãos do mundo lutam pela eqüidade. O que é a eqüidade? É uma forma de praticar a Justiça, isto é, o respeito à igualdade de direito de cada um, que independe do que está escrito nos códigos jurídicos. No século 21, a sociedade civil e política quer que todos pratiquem a eqüidade como expressão de um sentimento do que se considera justo, que seja expressa em forma de virtude de quem ou do que (atitude, comportamento, fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos dos homens.

Por isso, na Filosofia, a ética é o ramo de estudos que cuida particularmente de investigar os princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano. Ela reflete especialmente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.

Podemos observar que as ações humanas, em face de sentimentos, estímulos sociais ou de necessidades íntimas, requerem, para a boa convivência na vida social, bons costumes, boa conduta, segundo os preceitos socialmente estabelecidos pela sociedade. Uma pessoa, mesmo com as mais contundentes e sensíveis justificativas, em situação de privação material ou de fome, comete um crime ao roubar para alimentar-se. Roubar é um ato que fere a moral e os bons costumes.

Entre as diferentes ambiências humanas, a escola tem sido, historicamente, a instituição escolhida pelo Estado e pela família, como o melhor lugar para o ensino-aprendizagem dos valores, de modo a cumprir (em se tratando de educação para a vida em sociedade) a finalidade do pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do trabalho. Sem a prática de valores, não podemos nem falar em cidadania.

Sendo assim, caberá às instituições de ensino a missão de ensinar valores no âmbito do desenvolvimento moral dos educandos. Através da seleção de conteúdos e metodologias que favoreçam temas transversais (Justiça, Solidariedade, Ética etc.), presentes em todas as matérias do currículo escolar, os valores podem ser conhecidos e aplicados na vida diária.

 

 

Decálogo dos valores

Confira abaixo dez conceitos que podem ser desenvolvidos para melhorar a nossa vida em sociedade:

Autonomia: Refere-se ao valor que reconhece o direito de um indivíduo tomar decisões livremente, ter sua liberdade, independência moral ou intelectual. É a capacidade apresentada pela vontade humana de se autodeterminar segundo uma norma moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou externo.

Capacidade de convivência: Valor que desenvolve a capacidade de viver em comunidade, na escola, na família, nas igrejas, nos parques, enfim, em todos os lugares onde se concentram pessoas, de modo a garantir uma coexistência interpessoal harmoniosa.

Diálogo: Valor que reconhece na conversa um momento da interação entre dois ou mais indivíduos, em busca de um acordo.

Dignidade da pessoa humana: Valor absoluto que cada ser humano tem. A pessoa é fim, não meio. A pessoa tem valor, não preço.

Igualdade de direitos: Valor inspirado no princípio segundo o qual todos os homens são submetidos à lei e gozam dos mesmos direitos e obrigações.

Justiça: É o valor mais forte. Manifesta-se quando a pessoa é capaz de perceber ou avaliar aquilo que é direito, que é justo. É o princípio moral em nome do qual o direito deve ser respeitado.

Participação social: Valor que se desenvolve à medida que nos tornamos parte da vida em sociedade e leva-nos a compartilhar com os demais membros da comunidade conflitos, aflições e aspirações comuns.

Respeito mútuo: Valor que leva uma pessoa a tratar outra com grande atenção, profunda deferência, consideração e reverência. A reação da outra será no mesmo nível: o respeito mútuo.

Solidariedade: Valor que se manifesta no compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas, particularmente, diante dos pobres, dos desprotegidos, dos que sofrem, dos injustiçados, com o intuito de confortar, consolar e oferecer ajuda.

Tolerância: Valor que se manifesta na tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas.

 

Vicente Martins, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Sobral, CE.

SEM CÍRCULO VICIOSO – por darlan cunha

O jardim, o quintal e a garagem onde se deposita

quinquilharias, em tudo tu entras

e sais de lá deixando o rastro inerente

a quem prepara uma artimanha ou uma surpresa no meio

da noite, e eu me arguo querendo saber mais

sobre o ofício de viver, em vão

calço botas e visto luvas, me asseguro de beber e comer algo

antes de pôr os pés onde as mãos não vão, de pôr as mãos

onde primeiro deveria ir a prudência, mas

em se tratando de ti, de ti que ilude

a ilusão, melhor assim esteja eu: abrindo-me devagar

como um olho ou uma ‘munheca’ de samambaia,

porque o sol volta e re-volta há noites e pesadelos, há

sonhos novos e envelhecidos.

COLÔNIA CECÍLIA a TERRA PROMETIDA – por deborah o’lins de barros

No século XIX gostava-se de novidades…

D. Pedro II adorava fotografia,

nos trouxe o telephone

e sua esposa, Teresa Cristina,

estudou até arqueologia.

 

E tamanha foi a curiosidade,

que quando um italiano propôs uma “experiência”,

vejam só que ironia:

o Brasil, na época da monarquia,

foi Terra Prometida até para a Anarquia!

O CARTUNISTA “PAIXÃO” (gazeta do povo) ABRE EXPOSIÇÃO de CARTUNS, HOJE!

Cartunista Ademir Paixão apresenta mostra de cartuns políticos no Beto Batata

 

O cartunista Ademir Paixão abre a exposição Paixão e Cidadania nesta quinta-feira, dia 17, às 20 horas no Espaço Cultural Beto Batata (R. Professor Brandão, 678 – Alto da XV). A mostra individual apresenta uma espécie de retrospectiva de carreira com 50 cartuns originais – recentes e mais antigos – escolhidos por Paixão como parte de sua obra mais significativa nos últimos anos. Na galeria de personagens desenhados estão muitos políticos – nacionais e internacionais – que servem como fonte de inspiração para Paixão mostrar com bom humor as notícias que tiram a gente do sério.

Dono de um traço singular, Paixão é cartunista titular do jornal Gazeta do Povo onde diariamente busca com seus desenhos revelar de forma sucinta o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Apesar do olhar crítico, seus pincéis oferecem sempre um viés curioso e suave da notícia escolhida por ele. Nessa exposição o presidente Lula aparece em um momento como “O Aviador”, personagem de cinema estrelado por Leonardo Di Caprio. Em outro o presidente Bush comemora o afastamento de Fidel Castro do governo cubano. Em outro desenho, mais recente, Paixão é implacável e mostra o banqueiro Daniel Dantas entrando numa prisão com porta giratória do tipo:entra-e-sai.

Assim, nessa exposição o público vai poder contemplar um pouco desse universo de Paixão que trata com bom humor e cidadania a vida contemporânea brasileira e internacional. O melhor de tudo é que contemplando os desenhos da mostra o espectador, quando menos espera, está dando risada de personagens que normalmente dá vontade de chorar.

 

Serviço:

Exposição Paixão e Cidadania – com 50 obras d o cartunista Ademir Paixão. Neste quinta-feira, dia 17, às 20 horas no Espaço Cultural Beto Batata (R. Professor Brandão, 678). Tel: 3262-0840. Horário de visitação: diariamente, do meio-dia à meia-noite. Entrada franca. A exposição fica em cartaz até o dia 31 de agosto.

 

Mais informações e entrevistas:

RB – Escritório de Comunicação

Rodrigo Browne (41) 9145-7027

 

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